O BTG Pactual (BPAC11) reportou lucro líquido ajustado de R$ 789,4 milhões no primeiro trimestre de 2020. Os números representam um avanço de 9,4% frente a igual período de 2019, com lucro de R$ 721 milhões.
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Já o lucro líquido contábil foi de R$ 767,9 milhões entre janeiro e março de 2020, apresentando um recuo de 34,9% em relação ao quarto trimestre de 2019 e um aumento de 13,8% quando comparado ao primeiro trimestre de 2019.
As receitas do BTG totalizaram R$ 1,518 bilhões, aumento de 2,4% na comparação com igual período de 2019. Segundo a companhia “Esse é um resultado positivo para um trimestre marcado por forte turbulência nos mercados, interrupção completa das emissões de dívidas e ações primárias e impacto significativo nos serviços de consultoria”.
Ainda no primeiro trimestre de 2020, as despesas operacionais do banco atingiram R$ 650,4 milhões sinalizando uma redução de 33,7% quando comparadas ao último trimestre de 2019.
Conforme informado pelo banco, a redução ocorreu sobretudo pelas menores despesas de provisão de bônus e de encargos tributários.
O saldo do portfólio de crédito expandido avançou 3,5% na comparação com o trimestre anterior, passando de R$ 54,6 bilhões para R$ 56,5 bilhões, e 40,7% quando comparado ao primeiro trimestre de 2019. De acordo com o BTG, o portfólio de crédito expandido é composto por “empréstimos, recebíveis, adiantamentos em contratos de câmbio, cartas de crédito e títulos e valores mobiliários sujeitos a exposições de crédito”.
Impactos Covid-19
A companhia destacou ainda que os dados referentes a março confirmaram um forte crescimento das concessões de crédito para conter os efeitos econômicos da crise do coronavírus.
Entretanto, segundo o BTG, o crescimento ficou concentrado no segmento de empresas. Ao final de março, as concessões de crédito para Pessoa Jurídica avançaram 26,2% m/m, enquanto as concessões de crédito para Pessoa Física caíram 11,9% m/m.
O banco ressaltou ainda que houve um aumento da inadimplência no segmento Pessoa Jurídica, que subiu para 3,9%. No entanto, ainda permanece em patamar baixo na comparação histórica.
“Nos próximos meses, devemos observar também uma expansão da carteira de crédito direcionado por conta das medidas implementadas pelo governo no combate a crise, que incluem um aumento das concessões de crédito por parte dos bancos públicos (em cerca de R$ 200 bilhões ). Porém, o aumento do endividamento das famílias e da inadimplência, combinados com a perspectiva de aumento do desemprego por conta da crise do coronavírus, podem limitar a oferta de crédito livre para PF por parte dos bancos.” informou o BTG nesta terça-feira (12).






