O ETF mais líquido de companhias brasileiras, EWZ avança 7,59% no pré-mercado de Nova York, após fechar no vermelho nos últimos dias. Apenas na sessão de ontem (9), o índice recuou mais de 15%.
Os principais recibos de ações (ADRs) de empresas brasileiras no pré-mercado americano recuperam parte das perdas do pregão de ontem (9).
ADRs da Petrobras que despencaram quase 31% na segunda-feira (9), hoje valorizam mais de 11%, enquanto os recibos da Vale crescem 6,78%. Já os recibos do Bradesco disparam 17,12%.
A queda no pregão de ontem foi impulsionado pelo racha entre os membros da OPEP, aliado as incertezas sobre os impactos econômicos do coronavírus.
Os mercados operam no positivo devido a promessas de governos em realizar estímulos à economia, em especial, a fala do presidente norte-americano, Donald Trump, que mencionou um possível corte ou redução de impostos para como medida para diminuir os danos provocados pelo coronavírus.
No Brasil, às declarações do presidente Jair Bolsonaro na noite de segunda-feira em Miami, adicionam mais incertezas. Bolsonaro afirmou ter provas de que foi eleito no primeiro turno em 2018. “No meu entender, houve fraude”, colocando em dúvida a segurança ao sistema de votação brasileiro.
Além disso, Bolsonaro disse que a população não deseja os R$ 15 bilhões da partilha do orçamento fiquem com o Legislativo e que o presidente do Senado e da Câmara trabalharam para isso.
Petróleo
As cotações do Petróleo reagem, com alta de aproximadamente 8%, depois da maiores perdas desde 1991, nesta terça-feira (10). A recuperação parcial se deve aos possíveis estímulos governamentais a economia e sinais de que a Rússia discuta com a Opep.
O barril do petróleo Brent para maio está cotado a US$ 37,37, valorização de 8,7%, por volta das 9:30 horário de Brasília. Enquanto o petróleo tipo WTI para abril avança 8,35%, cotado a US$ 33,73.
Por volta das 08h, tanto o Brent quanto o WTI apresentavam valorização de mais de 10%.
Nesta segunda-feira caótica (9), os preços do barril de petróleo Brent e WTI haviam desvalorizado 25%, registrando a maior queda para um único dia.
A queda vertiginosa veio depois da falta de acordo entre Opep e a Rússia para redução na produção de petróleo, o que desencadeou uma guerra de preços.






