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Ucrânia comemora aniversário de independência em alerta máximo; guerra completa 6 meses

Ucrânia comemora aniversário de independência em alerta máximo; guerra completa 6 meses

Osni Alves

Osni Alves

24 Ago 2022 às 12:50 · Última atualização: 25 Ago 2022 · 6 min leitura

Osni Alves

24 Ago 2022 às 12:50 · 6 min leitura
Última atualização: 25 Ago 2022

Imagem mostra uma bandeira da Ucrânia com um soldado nela.

A Ucrânia comemora seu 31º aniversário de independência em alerta máximo nesta quarta-feira (24) . Isso porque a invasão por parte da Rússia, iniciada em 24 de fevereiro, e que culminou em guerra, completa seis meses.

Por conta dos festejos na capital ucraniana, hoje, ontem os Estados Unidos (EUA) emitiram um informe destacando que o Kremlin pretendia atacar prédios civis e do governo em Kyiv e região. Por conta disso, pediu aos cidadãos norte-americanos que deixassem o país.

O comunicado teve um efeito maior do que o esperado, e provocou uma espécie de fuga em massa, com milhares de famílias se deslocando para outras cidades. Enquanto o conflito vai acontecendo, autoridades russas se negam a negociar a paz.

Isso porque, segundo eles, as possibilidades de acordo estão se esvaindo, visto que o presidente ucraniano não atende as petições do Kremlin.

O presidente russo Vladimir Putin conta com apoio não oficial do presidente chinês Xi Jinping que se tornou seu maior parceiro comercial. Com o gigante asiático adquirindo petróleo russo e outras commodities, Putin tem conseguido contornar as sanções internacionais.

Já o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky conta com apoio dos EUA, Europa e agora também da Turquia, cujo presidente Recep Tayyip Erdoğan acabou se colocando contra seu antigo aliado russo.

Imagem mostra população da Ucrânia no centro da capital.

Ucrânia comemora aniversário de independência

A Ucrânia comemora aniversário de independência com 5,5 milhões de pessoas a menos no país, cuja população é de 44,13 milhões de pessoas.

Esse contingente de famílias acabou deixando o lugar por conta da guerra e a rota de fuga foi, em grande maioria, pela parte Oeste, via Polônia, que acabou absorvendo um grande número de refugiados. Outros, a partir dali, rumaram para os demais países da Europa.

Para se ter ideia, somente Portugal recebeu mais de 25 mil refugiados, e Espanha mais de 60 mil, entretanto, os dois países ibéricos já tinham colônias de ucranianos vivendo em diversas partes muito antes da guerra.

Tá, e aí?Head of Banking da EQI Investimentos, Alexandre Viotto

O Head of Banking da EQI Investimentos, Alexandre Viotto, faz uma análise bastante pontual acerca do conflito no Leste Europeu, conforme o áudio abaixo:

Problemas de abastecimento

Os problemas no abastecimento mundial de alimentos por conta do conflito são uma preocupação constante a ponto de haver uma negociação para liberação de alguns portos, bem como movimentação de navios, promovida pela Turquia.

Participaram das tratativas representantes dos governos russo e ucraniano, bem como dos EUA, Turquia e demais autoridades da Organização dos Países do Atlântico Norte (Otan).

Ainda assim, o preço global dos alimentos voltou a níveis pré-Guerra mas vai demorar até ter reflexo nas faturas, e os futuros do trigo, em Chicago, para entrega em dezembro, estavam sendo negociados a US$ 7,70 o alqueire, muito abaixo dos US$ 12,79 que tinha atingido três meses antes – e de volta aos preços registados em fevereiro, antes do fatídico dia 24. Os dados são do The Economist.

Imagem mostra uma pedra pintada com as cores da Ucrânia.

Gás na Europa

Um novo anúncio de corte temporário de gás na Europa para manutenção no gasoduto Nordstream 2, que sai da Rússia e chega à Alemanha, fez o preço do produto disparar 16% esta semana.

Essa alta não chega, ainda, ao consumidor final porque o continente está em pleno verão, mas se o imbróglio continuar até o inverno, a expectativa é de que todos deverão pagar mais pela commodity, embora boa parte dos governos esteja implementando políticas de subsídio às famílias mais carentes.

Vale lembrar que o inverno na Europa costuma ser bastante rigoroso e isso causa um temor na população, sentimento este que acaba obrigando o governo a tomar medidas para diminuir o impacto dos preços e acalmar os ânimos de seus eleitores.

A razão original do conflito

A razão original do conflito está no fato de o presidente ucraniano ter manifestado interesse em levar seu país a integrar a Otan, feito que desperta os piores sentimentos no presidente russo.

Isso porque integrar a Otan significa uma guinada à União Europeia, aderindo, inclusive, a seus modos e costumes, bem como moeda comum.

Caso isto viesse a acontecer, seria um processo de longo prazo, mas o fato é que a população do Leste Europeu não se vê, precisamente, como europeia, principalmente do lado das autoridades que assim o fazem para manter o poder que detém sobre as massas.

Inclusive, uma das intenções de Putin é reestabelecer as fronteiras da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), anexando boa parte da própria Ucrânia, senão a Ucrânia toda, e outros países mais adiante.

Essa predileção por parte do autarca causa calafrios na população da Polônia, Finlândia e outros mais, do Leste Europeu, que já viram esse “fantasma” aparecer em décadas recentes.

A própria Ucrânia enfrenta dissidência dentro de suas fronteiras com Donetsk e Luhansk sendo pró-Rússia.

Enquanto a guerra vai acontecendo, o fogo cruzado avança e deixa pelo caminho um rastro de destruição e morte, inclusive de inocentes. O resto do mundo observa assombrado, pois a “poeira” dos canhões chega em forma de escassez e insegurança.

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