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Tesouro Direto hoje: prefixados caem, mas taxa do IPCA+ 2050 sobe a 6,51%

Tesouro Direto hoje: prefixados caem, mas taxa do IPCA+ 2050 sobe a 6,51%

Prefixado 2032 recua 0,24 ponto percentual, enquanto preço do papel de inflação para 2050 cai 4,10% nesta terça-feira

O Tesouro Direto hoje (6) apresentava movimentos opostos por volta das 11h. As taxas dos três títulos prefixados renovavam as quedas observadas após o primeiro turno das eleições, enquanto os papéis atrelados ao IPCA devolviam parte do forte avanço de preços registrado na segunda-feira (5).

O maior recuo entre os prefixados aparecia no Tesouro Prefixado 2032. A rentabilidade passou de 12,95% para 12,71% ao ano, queda de 0,24 ponto percentual. O preço unitário avançou de R$ 530,72 para R$ 536,88, valorização de R$ 6,16, ou 1,16%.

O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 13% para 12,79% ao ano, enquanto seu preço subiu 1,20%. Já o vencimento de 2029 recuou de 12,74% para 12,55%.

Nos títulos indexados à inflação, o movimento era inverso. A taxa do IPCA+ 2050 subiu de IPCA + 6,32% para IPCA + 6,51% ao ano, avanço de 0,19 ponto percentual. Com isso, o preço caiu de R$ 1.111,41 para R$ 1.065,86 — perda de R$ 45,55, ou 4,10%, a maior entre os papéis acompanhados.

O comportamento reflete a relação inversa da marcação a mercado: quando a taxa exigida sobe, o preço do título recua. Apesar da correção desta terça-feira, todos os IPCA+ permaneciam com juros reais abaixo de 7% ao ano.

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Juros futuros prolongam queda após primeiro turno

A parte intermediária e longa da curva de juros futuros continuava em baixa. Por volta das 10h44, o DI para janeiro de 2029 estava em 12,48%, queda de 0,17 ponto percentual ante o fechamento de segunda-feira.

Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 recuavam 0,18 ponto percentual, para 12,52% e 12,58%, respectivamente. Na ponta curta, o DI para janeiro de 2027 destoava e subia 0,02 ponto percentual, para 13,433%.

O movimento prolongava a reprecificação iniciada na véspera, quando os juros longos caíram mais de 1 ponto percentual após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

O recuo dos rendimentos dos Treasuries e o petróleo Brent abaixo de US$ 100 também favoreciam a curva nominal. No mercado de câmbio, o dólar permanecia abaixo de R$ 5.

Leia também:

Tesouro Direto hoje: confira as taxas

Confira as taxas registradas por volta das 11h desta terça-feira, comparadas com a referência de segunda-feira (5):

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 12,55% ao ano — queda de 0,19 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 12,71% ao ano — queda de 0,24 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,79% ao ano — queda de 0,21 p.p.

Atrelados à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,95% — alta de 0,04 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,91% — alta de 0,05 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,64% — alta de 0,14 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,65% — alta de 0,09 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,51% — alta de 0,19 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,54% — alta de 0,15 p.p.