O Tesouro Direto hoje (2) opera com alta nas taxas dos principais títulos públicos. O Tesouro Prefixado 2029 voltou ao patamar de 14% ao ano, e o Tesouro IPCA+ 2032 avançou para IPCA + 7,95%, perto da marca de 8% ao ano.
Por volta das 12h25, o Prefixado 2029 subia de 13,97% na segunda-feira para 14% ao ano. O IPCA+ 2032 passava de IPCA + 7,85% para IPCA + 7,95%, alta de 0,1 ponto percentual e a maior entre os títulos tradicionais acompanhados.
Juros locais pesam
A alta das taxas acontece em uma sessão de leitura mista no mercado. O Ibovespa subia aos 174 mil pontos, puxado por siderúrgicas e pela Vale (VALE3), enquanto o dólar comercial recuava para perto de R$ 5,01 e o petróleo caía no exterior. Mesmo assim, os juros futuros brasileiros mostravam pressão em boa parte da curva, sobretudo nos vencimentos mais longos, diante da preocupação com o controle da inflação no país.
O ponto central da sessão é que a curva brasileira descolou em parte do exterior. Os DIs subiam por receio com a inflação doméstica, mesmo com os rendimentos dos Treasuries em queda nos Estados Unidos.
O comportamento mostra que o prêmio exigido para carregar títulos longos no Brasil continua alto. Pesam a inflação ainda resistente, a incerteza fiscal e os ruídos externos, como a ameaça de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
Nos juros futuros, o DI para janeiro de 2029 era negociado a 14,02%, ante 13,98% na segunda-feira. O contrato para janeiro de 2032 subia de 14,06% para 14,08%, e o vencimento para janeiro de 2037 avançava de 14,08% para 14,11%.
IPCA+ abre prêmio
A pressão foi mais forte nos títulos atrelados à inflação. O IPCA+ 2032 subiu para IPCA + 7,95%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de IPCA + 7,55% para IPCA + 7,62%.
Nos vencimentos longos, o IPCA+ 2040 avançou de IPCA + 7,31% para IPCA + 7,37%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 foi de IPCA + 7,35% para IPCA + 7,40%, e o IPCA+ 2050 subiu de IPCA + 7,05% para IPCA + 7,09%.
Com isso, o mercado segue exigindo juros reais altos para os títulos públicos, mesmo com algum alívio no câmbio e no petróleo. Por volta das 12h21, o Brent recuava 0,37%, a US$ 94,63, e o WTI caía 0,63%, a US$ 91,58.
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Prefixados a 14% e o cenário no exterior
Entre os prefixados, o destaque ficou com o Tesouro Prefixado 2029, novamente a 14% ao ano. O Prefixado 2032 subiu de 14,13% para 14,15%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,17% para 14,21%.
O cenário externo também influencia a curva. O mercado acompanha a possibilidade de um acordo limitado entre Estados Unidos e Irã, a queda do petróleo e as novas ameaças comerciais americanas contra o Brasil. Nos Estados Unidos, os dados de vagas Jolts vieram acima do esperado e apontaram um mercado de trabalho ainda resiliente.
No Tesouro Selic 2031, a taxa caiu de Selic + 0,0747% para Selic + 0,0746%.
Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, às 12h25:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14% ao ano (+0,03 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,15% ao ano (+0,02 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,21% ao ano (+0,04 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0746% (-0,0001 p.p.)
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,95% (+0,1 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,62% (+0,07 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,37% (+0,06 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,40% (+0,05 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,09% (+0,04 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,27% (+0,05 p.p.)






