O mercado financeiro elevou as projeções para a inflação, a taxa de câmbio e a taxa básica de juros da economia brasileira, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (3). As estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), por outro lado, foram revisadas para baixo em boa parte do horizonte analisado.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, a projeção para 2026 passou de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a estimativa avançou de 4,34% para 4,76%. Já para 2028, subiu de 3,75% para 4,00%. Em 2029, a expectativa passou de 3,50% para 3,98%.
As perspectivas para a atividade econômica também sofreram ajustes. A previsão de crescimento do PIB em 2026 recuou de 1,80% para 1,76%. Para 2027, a estimativa caiu de 1,31% para 1,20%. Em 2028, houve uma leve redução, de 1,81% para 1,80%. Para 2029, a projeção permaneceu estável em 2,00%.
O boletim Focus também mostrou uma revisão para cima nas expectativas para o câmbio. A projeção para o dólar em 2026 passou de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para 2027, a estimativa avançou de R$ 5,15 para R$ 5,40.
Em 2028, a previsão subiu de R$ 5,20 para R$ 5,40, enquanto, para 2029, passou de R$ 5,28 para R$ 5,45.
Mercado eleva expectativas para a taxa Selic
As projeções para a taxa básica de juros também foram revisadas para cima em todos os anos analisados. Para 2026, a estimativa para a Selic passou de 13,25% para 13,50%.
Em 2027, a expectativa avançou de 11,75% para 12,50%. Para 2028, a projeção subiu de 10,00% para 11,00%. Já em 2029, a estimativa passou de 10,00% para 10,25%.
As revisões indicam uma perspectiva mais pressionada para a inflação e o câmbio, acompanhada de expectativas de juros mais elevados e crescimento econômico ligeiramente menor nos próximos anos.
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