O Tesouro Direto hoje (15) opera com queda nas taxas dos principais títulos públicos, em meio ao otimismo global com o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã e a forte baixa do petróleo. O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ 2032, que recuou de IPCA + 8,11% para IPCA + 8,02% ao ano, ficando novamente perto da marca de 8%.
Apesar da queda, o patamar ainda segue elevado para os juros reais. Entre os prefixados, o movimento também foi forte: o Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,54% para 14,25% ao ano, enquanto o Prefixado 2032 também foi a 14,25%.
Acordo EUA-Irã derruba prêmio de risco
A queda das taxas acontece em uma sessão de forte melhora no humor dos investidores. O mercado repecurte o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, rota relevante para o abastecimento global de petróleo e gás.
Com a expectativa de normalização do fluxo de petróleo, a commodity despencava no mercado internacional. Por volta das 12h28, o WTI caía 5,09%, a US$ 80,56, enquanto o Brent recuava 4,84%, a US$ 83,10.
Esse alívio no petróleo reduz parte da pressão inflacionária global e melhora a percepção sobre juros. No mercado brasileiro, o dólar comercial também caía, enquanto o Ibovespa avançava em meio ao maior apetite a risco.
A curva de DI passou a precificar maior chance de queda de 0,25 ponto percentual na Selic. A taxa implícita para o fim do ano recuava para 14,60%, ante 14,75% na sexta-feira.
DIs recuam em bloco
Os juros futuros acompanharam o movimento de alívio. O DI para janeiro de 2029 caiu de 14,55% na sexta-feira para 14,265% nesta segunda. O contrato para janeiro de 2032 passou de 14,475% para 14,19%, enquanto o vencimento para janeiro de 2037 recuou de 14,395% para 14,13%.
A queda dos DIs ajuda a explicar o recuo das taxas no Tesouro Direto. Quando as taxas de mercado caem, os preços dos títulos prefixados e indexados ao IPCA tendem a subir, reduzindo os rendimentos oferecidos nas novas compras.
O movimento desta segunda reforça a devolução de prêmio que já havia aparecido na sexta-feira. Na ocasião, as taxas também recuaram, mesmo após o IPCA de maio vir acima do esperado.
Prefixados lideram queda
Entre os títulos do Tesouro Direto, os prefixados concentraram as maiores quedas do dia. O Tesouro Prefixado 2029 recuou 0,29 ponto percentual, de 14,54% para 14,25% ao ano.
O Tesouro Prefixado 2032 caiu 0,28 ponto percentual, também para 14,25% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,48% para 14,22%, baixa de 0,26 ponto percentual.
Com isso, os prefixados se afastam ainda mais da marca de 15%, que chegou a entrar no radar na semana passada. Ainda assim, as taxas continuam elevadas e refletem um ambiente de juros ainda restritivos no Brasil.
IPCA+ ainda paga acima de 8%
Nos títulos atrelados à inflação, o movimento também foi de queda, embora menos intenso que nos prefixados. O Tesouro IPCA+ 2032 recuou de IPCA + 8,11% para IPCA + 8,02% ao ano.
O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu de IPCA + 7,65% para IPCA + 7,56%. O IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,33% para IPCA + 7,26%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 recuou de IPCA + 7,44% para IPCA + 7,35%.
Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ 2050 caiu de IPCA + 7,09% para IPCA + 7,02%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,27% para IPCA + 7,19%.
Mesmo com a queda, os juros reais seguem em níveis altos. O IPCA+ 2032 ainda se mantém acima de 8%, enquanto os demais vencimentos longos continuam acima de IPCA + 7% ao ano.
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Focus e Copom no radar
Apesar do alívio externo, o mercado ainda monitora os riscos domésticos. O Boletim Focus voltou a elevar previsões para inflação, Selic, PIB e dólar, enquanto investidores aguardam a decisão do Copom nesta semana.
A expectativa predominante é de novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas com uma comunicação ainda cautelosa do Banco Central. O mercado também acompanha se o comunicado indicará o fim do ciclo de “calibração” da política monetária.
No Tesouro Selic 2031, a taxa permaneceu estável em Selic + 0,0743%. O Tesouro Reserva 2036 seguia com rendimento atrelado à Selic e liquidez diária.
Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, às 12h55:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,25% ao ano (-0,29 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,25% ao ano (-0,28 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,22% ao ano (-0,26 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0743% (estável)
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,02% (-0,09 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,56% (-0,09 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,26% (-0,07 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,35% (-0,09 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,02% (-0,07 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,19% (-0,08 p.p.)






