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Tesouro Direto hoje: Prefixado 2032 volta a 14% com Fed e Irã no radar

Tesouro Direto hoje: Prefixado 2032 volta a 14% com Fed e Irã no radar

Prefixados sobem com juros futuros em alta e falas do Fed, enquanto parte dos títulos IPCA+ longos mostra alívio nesta quinta-feira no mercado

O Tesouro Direto hoje (28) voltou a mostrar pressão nos prefixados, em um dia de juros futuros em alta e cautela com o noticiário externo. O destaque ficou com o Tesouro Prefixado 2032, que saiu de 13,97% na quarta-feira para 14,06% ao ano nesta quinta e retomou o patamar de 14%.

Por volta das 12h52, o Tesouro Prefixado 2029 subia de 13,77% para 13,86% ao ano, e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançava de 14,05% para 14,12%. O movimento contrasta com os títulos atrelados ao IPCA, que recuavam nos vencimentos mais longos.

O pano de fundo divide a atenção entre a chance de acordo entre Estados Unidos e Irã e o tom mais duro de dirigentes do Federal Reserve. Pelo noticiário internacional, os dois países teriam fechado um memorando de entendimento de 60 dias para estender o cessar-fogo e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano, com a palavra final ainda dependendo de Donald Trump.

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Prefixados puxam a alta

A alta dos prefixados acompanha a abertura dos juros futuros em boa parte da curva. O DI para janeiro de 2029 era negociado a 13,865%, o contrato para janeiro de 2032 estava em 13,99% e o de janeiro de 2037 marcava 14,025%.

Parte da pressão veio das falas de Alberto Musalem, presidente do Fed de St. Louis, que admitiu a possibilidade de novas altas de juros nos Estados Unidos caso a inflação não volte a ceder nos próximos meses. O recado renovou a cautela com ativos de risco e empurrou as curvas de juros para cima.

No Brasil, o investidor ainda olhou para a taxa de desemprego, que ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo o IBGE, e para o superávit primário de R$ 25,198 bilhões do governo central, acima do esperado. Mesmo assim, foi o noticiário externo que ditou o ritmo da curva, entre a oscilação do petróleo e as dúvidas sobre o avanço diplomático no Oriente Médio.

IPCA+ se divide

Nos títulos atrelados à inflação, o movimento foi menos uniforme. O Tesouro IPCA+ 2032 subiu de IPCA + 7,79% para IPCA + 7,80%, enquanto o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu de IPCA + 7,54% para IPCA + 7,51%.

O alívio apareceu nos prazos mais longos. O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 recuou de IPCA + 7,33% para IPCA + 7,32%, o Tesouro IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,01% para IPCA + 6,98% e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 cedeu de IPCA + 7,22% para IPCA + 7,20%. O Tesouro IPCA+ 2040 ficou estável em IPCA + 7,31%.

No pós-fixado, o Tesouro Selic 2031 teve leve queda, de Selic + 0,0769% para Selic + 0,0765%.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, às 12h52:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 13,86% ao ano (+0,09 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,06% ao ano (+0,09 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,12% ao ano (+0,07 p.p.)

Atrelados à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0765% (-0,0004 p.p.)
  • Tesouro Reserva 2036: Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,80% (+0,01 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,51% (-0,03 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,31% (estável)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,32% (-0,01 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,98% (-0,03 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,20% (-0,02 p.p.)