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Fed anunciou para 1 de junho o início do quantitative tightening, mas você sabe o que é? Confira!

Fed anunciou para 1 de junho o início do quantitative tightening, mas você sabe o que é? Confira!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

05 Mai 2022 às 13:00 · Última atualização: 05 Mai 2022 · 6 min leitura

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05 Mai 2022 às 13:00 · 6 min leitura
Última atualização: 05 Mai 2022

quantitative tightening: foto de pessoas analisando gráficos

Reprodução/Pixabay

Um dos tipos de intervenção de um Banco Central na economia é conhecida como quantitative easing e quantitative tightening. Ambas envolvem a movimentação de moeda corrente e se diferenciam pela injeção ou retirada de moeda em circulação.

Acompanhe o artigo abaixo e saiba melhor como cada um desses movimentos acontece. Confira!

Porque um Banco Central intervém na economia de um país?

Talvez essa pergunta pareça um tanto quanto descabida. No entanto, vale a pena frisar qual é a função de um Banco Central na economia de um país.

Muitas vezes somos inclinados a pensar que o Governo só existe para retirar nosso dinheiro por meio do pagamento de impostos, mas ainda que isso aconteça a história não é bem assim.

Um Banco Central existe primordialmente com a função de manter a estabilidade econômica de uma nação. Um cenário de inflação descontrolada, por exemplo, pode levar seus cidadãos a passar sérias dificuldades.

Uma das consequências mais diretas de uma situação de hiperinflação, por exemplo, é o desabastecimento. Não é incomum que isso seja constatado em nações em crise, como a Venezuela atualmente.

No passado, o Brasil teve muita dificuldade para manter o poder de compra de sua moeda. Essa foi uma realidade vivida mais intensamente pelos adultos da época, sobretudo os nascidos nas décadas de 60 e 70.

Depois de um longo esforço, alcançamos a estabilidade monetária por meio do equilíbrio da dimensão fiscal. Foi o plano Real quem nos trouxe isso e vivemos uma época bem diferente agora.

No entanto, frequentemente um Banco Central intervém na economia, seja pela fixação da taxa básica de juros, seja por mecanismos mais sofisticados, como o quantitative easing e o quantitative tightening.

Focus, bc, banco central

O que é o quantitative easing?

Nesse sentido, temos a possibilidade de um Banco Central intervir na economia buscando injetar dinheiro e aumentar a oferta de crédito. No entanto, isso não é feito de forma direta, precisa obedecer a um fluxo financeiro.

A esse modo de operação damos o nome de quantitative easing. Ele se dá quando um Banco Central compra uma grande quantidade de títulos públicos e privados existentes no mercado.

Há uma grande curiosidade quanto à compra de papéis públicos, pois estes são emitidos pelo Governo do país em questão. Só que o comprador é o Banco Central, então a relação se dá com o governo sendo seu próprio cliente.

De qualquer forma, isso ajuda a elevar o preço dos ativos e estimular a economia.

Mas o maior incentivo ao consumo se dá quando o referido Banco Central adquire títulos privados. Esses papéis são emitidos sobretudo pelas instituições financeiras privadas do país, os bancos.

Na prática, o governo injetando dinheiro nos bancos por meio da compra de seus papéis. A consequência disso é que o volume de recursos dos bancos aumenta e isso possibilita que mais empréstimos sejam feitos.

Naturalmente, espera-se que o custo desse crédito caia, mas pode ser que isso não aconteça. No entanto, o que de fato sempre ocorre é que o mercado fica mais inundado de dinheiro, com mais pessoas e empresas tomando recursos.

É assim que as atividades econômicas são artificialmente estimuladas. O governo imprime dinheiro e injeta nos bancos, que por sua vez empresta-os à sociedade e aumenta a atividade econômica.

Mas isso tem consequências, como tudo na vida. E antes de falar delas, veremos o que é o movimento contrário, o chamado quantitative tightening.

O que é o quantitative tightening?

Conforme já mencionado, o quantitative tightening é o oposto do quantitative easing. Ou seja também se trata de uma intervenção do Banco Central na economia de um país, só que de modo inverso.

Isso quer dizer que quando ocorre um quantitative tightening o governo busca reduzir a quantidade de dinheiro circulante na economia.

E isso é feito de modo inverso ao descrito no tópico anterior.

Assim, o Banco Central faz a devolução de títulos que porventura tenha em carteira (e ele sempre tem muitos papéis para devolver ao mercado).

Essa ação caracteriza o resgate da aplicação. Na prática, o Banco Central diminui o montante de capital que circula na sociedade.

Isso é fácil de entender porque se os ativos são devolvidos aos seus emissores, a quantia referente à rentabilidade no período deve ser liquidado. É um movimento muito parecido com o resgate de um CDB bancário, por exemplo.

Dessa forma, o Banco Central esfria um movimento de super consumo, por assim dizer, evitando que as famílias contraiam dívidas acima de sua capacidade, como foi visto na história recente do Brasil na década passada.

Quais são as consequências dessas intervenções para as economias dos países?

Veja a seguir os principais efeitos de uma injeção ou retirada de dinheiro na economia de um país. Confira.

Maior ou menor oferta de capital

Logicamente, quanto mais ou menos dinheiro um Banco Central injeta na economia, maior ou menor será a oferta de capital disponível para a tomada de crédito.

Isso quer dizer que há mais ou menos facilidade para tomar dinheiro emprestado, já que o grande veículo pelo qual um banco rentabiliza suas operações é a oferta de crédito.

Aumento ou diminuição da inflação

Esse talvez seja o ponto mais delicado de movimentos desse tipo. Quando um Banco Central injeta dinheiro na economia que apenas foi impresso sem lastro, ele aumenta a quantidade de cédulas em circulação.

Logo, seu valor diminui, pois há um aumento natural de preços e, consequentemente, da inflação.

Pode ser que essa seja a intenção de um governo de acordo com sua política econômica. Mas deve-se ter muito cuidado para que a situação não saia do controle e vire um cenário de hiperinflação.

Outro ponto que merece atenção é que nem sempre um quantitative tightening consegue reduzir os preços inflacionados do mercado.

Alteração nas taxas de juros

Como existirá mais ou menos dinheiro no mercado, as operações de crédito são afetadas em suas taxas.

Isso quer dizer que o custo do dinheiro será diferente. Ainda que a operação seja feita pelo capital privado, a intervenção do Banco Central pode causar ajustes nas taxas praticadas pelo mercado.

(Por Ronaldo Araújo)

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