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O que é volatilidade? Entenda agora e veja como usá-la a seu favor

O que é volatilidade? Entenda agora e veja como usá-la a seu favor

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Abr 2022 às 19:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

30 Abr 2022 às 19:00 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Imagem mostra investidor olhando os mercados pelos gráficos.

Reprodução/Pixabay

A volatilidade é uma grande conhecida dos investidores de mercados de risco. No entanto, o que poucos sabem é que ela pode favorecer os investimentos. Para que isso seja possível, é preciso conhecer bem seu conceito.

Este artigo foi escrito para ajudar você nesse entendimento. Siga em frente e descubra muito a respeito do tema!

O que é a volatilidade de um ativo?

Em se tratando de termos técnicos, podemos associar a volatilidade aos conceitos de dispersão de retornos, desvio-padrão ou ainda a variância que um determinado ativo pode apresentar.

Falando de forma mais abrangente, podemos definir a volatilidade como sendo apenas a mudança de preços em um dado espaço de tempo que um ativo pode sofrer, para mais ou para menos.

Em termos práticos, a volatilidade indica o quanto um mercado está variando, se muito ou pouco. Assim, quando a volatilidade está alta, significa que o patrimônio pode variar muito em pouco tempo.

Nesse ponto, vale ressaltar que a volatilidade não costuma ser estática. Ainda que ela indique a possibilidade de mudança de um mercado ou de um ativo, ela mesma está sujeita a mudanças ao longo do tempo.

Isso quer dizer que um mesmo mercado apresenta períodos de maior volatilidade e de menor volatilidade, a depender das condições macroeconômicas indicadas em um determinado momento.

Quais são os tipos de volatilidade existentes?

Ainda que a volatilidade possa ser explicada por termos simples, indicando a oscilação de um ativo ou de um mercado, ela pode ser dividida em três tipos diferentes.

Acompanhe a seguir uma descrição mais detalhada de cada uma dessas modalidades. Confira.

Histórica

A volatilidade histórica é referente a um período já passado. São tomados dados referentes a um intervalo de tempo e a variação média do ativo durante esse tempo.

Isso é feito com a intenção de conhecer o comportamento passado do objeto de estudo, a fim de estimar a volatilidade futura. No entanto, não há nenhuma garantia de que o cenário se concretizará, servindo como dado informativo.

Implícita

Já a volatilidade implícita é como se chama justamente o resultado do estudo obtido com a volatilidade histórica. Ou seja, ela é o produto concreto da análise feita por meio dos dados históricos do ativo ou do mercado em questão.

Novamente, vale ressaltar que se trata de uma projeção para fins de análise e estudo. Não se deve tomar a volatilidade implícita como sendo uma certeza, pois os mercados de risco não obedecem a fórmulas matemáticas.

Real

Por fim, temos a volatilidade real. Ela nada mais é do que o dado realmente aferido em determinado momento da negociação de um ativo. Ou ainda, o nível de oscilação de referência de um mercado.

É esse dado que de fato é utilizado por quem faz uso da volatilidade para compor as suas operações de mercado. Isso vale tanto para as operações de longo prazo quanto para os negócios feitos em uma janela de tempo mais curta.

Quais são os mercados que apresentam volatilidade?

Veja a seguir os três principais mercados que apresentam uma volatilidade que deve ser observada pelo investidor antes de aportar algum recurso. Confira.

Tesouro Direto

Ainda que os títulos do Tesouro Direto sejam papéis de renda fixa, eles apresentam volatilidade. A depender do modelo escolhido para investir, as variações podem ser grandes até, por incrível que pareça.

No caso do título pós-fixado, a volatilidade realmente é baixa. No entanto, quando se tratam dos papéis prefixados e híbridos, o investidor pode ter o capital variando muito.

Isso acontece por conta da variação da curva de juros. No entanto, vale ressaltar que a alta volatilidade só é sentida pelo investidor se for feito um resgate antecipado desses papéis.

foto de homem analisando gráficos, com praia ao fundo

Reprodução/Pixabay

Ações

Certamente, um dos maiores representantes da volatilidade é o mercado de ações. Devido à variação dos ativos que compõe a bolsa de valores, as ações costumam sempre ser lembradas nesses momentos.

Infelizmente, na maior parte das vezes, as lembranças remetem às variações negativas. Os noticiários fazem grandes alardes quando a bolsa despenca.

Mas essa variação ocorre para cima também. Ao longo do tempo, diversas companhias apresentam ganhos muito superiores aos ativos da renda fixa. Essas valorizações compensam até mesmo os períodos de baixa.

Fundos Imobiliários

Outro mercado que apresenta volatilidade em seus ativos são os fundos imobiliários (FIIs). As cotas desses fundos estão sujeitas ao mercado secundário, que nada mais é do que o preço praticado pelos participantes das negociações.

Assim, de acordo com os aspectos relacionados a esse mercado, as cotas podem ser negociadas a maior ou a um menor valor, causando variação e embutindo a volatilidade nas negociações.

Vale ressaltar que o nível de oscilação das cotas dos fundos imobiliários costuma ser menor que o das ações. E isso se deve a alguns fatores importantes.

Um deles é o lastro das cotas desses fundos. Ele se dá em sua maioria em imóveis reais. Isso dá mais substância às negociações, pois o valor de um imóvel não cai abruptamente em pouco espaço de tempo.

Outro fator relevante é o fluxo de rendimentos que um fundo imobiliário proporciona por meio do pagamento de dividendos mensais.

Eles são provenientes dos aluguéis recebidos por conta dos contratos firmados na locação dos imóveis. Isso contribui para agregar valor à cota do fundo, fazendo com que haja compensação em sua volatilidade.

Como usar a volatilidade em favor próprio se protegendo dela?

Existem diversas formas de aproveitar a volatilidade em favor próprio, e isso pode ser aplicado tanto às negociações de curto prazo quanto para o prazo mais longo.

No primeiro caso, os investidores conhecidos como “day traders” usam a grande variação de alguns ativos para obterem lucros rápidos. Vale dizer que o risco é alto e deve ser muito bem avaliado.

Já nas operações de longo prazo, como ocorre com a formação de uma carteira de ações, o investidor pode buscar conhecer o nível de variação de um determinado ativo.

Sabendo disso, ele pode programar suas compras sempre que as variações negativas forem acentuadas. Assim, seu capital se valorizará ainda mais quando o ativo subir.

Outra forma bastante conhecida no mercado de se proteger contra grandes variações é fazer compras mensais de ativos, formando um preço médio. Assim, uma queda expressiva será sentida com menos efeito pelo investidor.

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