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O que é inversão da curva de juros? Saiba agora!

O que é inversão da curva de juros? Saiba agora!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Mar 2022 às 10:12 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

30 Mar 2022 às 10:12 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

inversão da curva de juros

Reprodução/Pixabay

Muito se fala na inversão da curva de juros. Mas o que de fato esse termo significa? O conceito não é difícil de ser assimilado e, de quebra, traz grandes oportunidades de investimentos. Conhecer o movimento da taxa básica de juros pode proporcionar ótimos ganhos.

Este artigo fala sobre esse tema. Lendo-o, você saberá o que é a curva de juros, o que significa sua inversão e quais são os títulos que podem ser beneficiados com o movimento.

Não espere mais e leia tudo agora mesmo!

O que são os juros básicos de uma economia?

Todo país tem uma taxa de juros básicos definida por seu próprio governo. Ela serve para regular uma infinidade de parâmetros, como a remuneração dos títulos públicos emitidos e o custo do crédito da nação.

No Brasil não poderia ser diferente e por aqui adotamos uma taxa denominada taxa Selic. A sigla quer dizer Sistema Especial de Liquidação e Custódia, e por meio dela várias operações do mercado acabam sendo determinadas.

Uma delas (e que interessa principalmente ao investidor em renda fixa) é o rendimento de determinados papéis que tem o CDI como benchmark, ou seja, como indicador.

Como o CDI está apenas 0,1 pontos percentuais atrás da Selic, pode-se dizer que seu valor é quase o mesmo que o da taxa. Assim, toda a renda fixa no país tem como referência a taxa fixada pelo governo.

Ocorre que a Selic não é fixa, sofrendo variações de tempos em tempos. Esse mecanismo serve como balizador da política econômica.

Isso é necessário para que o governo consiga ter certo domínio sobre a economia, impedindo que catástrofes aconteçam.

O que é a curva de juros?

Conforme dito, a taxa de juros Selic não é fixa. Ela sofre variações de tempos em tempos. Esse período é de exatamente 45 dias.

Nessas datas, ocorrem as reuniões do Comitê de Política Monetária, o COPOM. Trata-se de um comitê auxiliar do Banco Central com a missão de alterar a taxa Selic, mantendo-a, elevando-a ou rebaixando-a.

No entanto, os movimentos ascendentes ou descendentes da taxa Selic levam tempo e tomam várias reuniões do COPOM. Não é incomum que um movimento leve meses, ultrapassando a casa de um ano.

E é justamente a essa movimentação que damos o nome de curva de juros. Ela pode ser uma curva ascendente ou mesmo descendente, como passamos no período mais recente.

E se a taxa estiver e permanecer a mesma, ainda será uma curva? A resposta é sim, pois nesse caso teremos uma reta e, pela definição matemática, toda reta é uma curva de raio infinito.

Isso quer dizer que sempre que olharmos para o movimento da taxa Selic, estaremos vendo uma curva de juros.

O que significa uma inversão da curva de juros?

Pois bem, seguindo o raciocínio desenvolvido, é necessário que haja uma inversão na curva de juros em algum momento da história.

Basta pensarmos em um movimento inicial de queda nos juros. Ora, não há como haver uma queda infinita, até porque os movimentos econômicos são cíclicos.

Quando um movimento descendente se torna um movimento ascendente ( ou vice-versa), temos uma inversão da curva de juros. O que estava caminhando em um sentido agora caminha em sentido oposto.

É o que aconteceu quando teve início a queda da taxa Selic em outubro de 2016, quando o Banco Central decidiu reduzir o nível de juros básico da economia.

A curva de juros se tornou descendente e assim permaneceu por 4 anos, alcançando o nível mínimo histórico de 2% ao ano. Nunca o Brasil teve uma Selic tão baixa assim.

No entanto, em março de 2021 vimos a curva se inverter. Devido principalmente à crise causada pela pandemia, o Governo Federal resolveu iniciar um movimento ascendente como forma de conter a inflação.

O movimento já alcança agora um ano praticamente e dá sinais de que deve continuar. No momento, a Selic já está em dois dígitos, aos 11,75% ao ano.

Que papéis podem ser beneficiados com a atual situação da curva de juros no Brasil?

Veja a seguir o descritivo dos papéis da renda fixa que se beneficiam com a inversão da curva de juros e a consequente elevação nos juros básicos da economia.

Títulos Públicos

Um ponto curioso na alta da taxa Selic é que os próprios títulos do governo se tornam mais atraentes, já que alguns papéis são indexados à própria Selic.

É o caso do Tesouro Selic, um papel que rende o mesmo valor da taxa com um pequeno adicional. Trata-se de um título pós-fixado no qual nunca se sabe qual será a rentabilidade final, apenas sabe-se que será positiva.

CDB

Os certificados de depósito bancário emitidos por instituições financeiras também se beneficiam com a alta da Selic, sobretudo aqueles indexados ao CDI.

Como é um indicador que rende praticamente a mesma coisa que a Selic, não é difícil perceber que se trata de um papel beneficiado com a elevação da taxa básica.

Assim, investidores com recursos aportados nesses papéis podem ter melhores rendimentos em épocas de curva de juros ascendentes.

Certificados de Recebíveis

Os certificados de recebíveis tão conhecidos por sua isenção de pagamento no imposto de renda também têm vantagens com a alta da Selic.

Como eles geralmente rendem um percentual do CDI e este está ligado a Selic, a rendabilidade desses títulos aumenta, de modo que o investidor com dinheiro alocado nesses papéis tem rendimentos mais altos.

Crédito Privado

Por fim e não menos importante, existem os títulos do mercado conhecido como crédito privado. Nada mais são do que os títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas.

Naturalmente, esses papéis apresentam um risco um pouco maior, até mesmo por não contarem com a garantia do FGC. No entanto, costumam oferecer rentabilidades maiores também.

Os certificados de recebíveis citados anteriormente fazem parte desse mercado, a exemplo dos CRIs e CRAs. Somam-se ainda as debêntures incentivadas, que têm foco de investimento em projetos de infraestrutura.

A inversão da curva de juros é um movimento que demora para acontecer, mas quando ocorre, traz mudanças significativas para o mercado. Estar atento a essa mudança permite aproveitar as oportunidades que surgem, fazendo o patrimônio crescer ainda mais .

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