A Starlink tem acelerado sua expansão global ao combinar avanços técnicos, ajustes estratégicos de preços e atuação em regiões com baixa cobertura de infraestrutura. No Brasil, a qualidade do serviço melhorou ao longo de 2025, segundo estudo da OpenSignal, mostrando a evolução da internet via satélite no país.
O índice de confiabilidade da Starlink, que mede a capacidade de completar tarefas online sem interrupções, subiu cerca de 15% no Brasil, passando de 266 no primeiro semestre para 305 no segundo semestre de 2025. Esse desempenho reforça a viabilidade do serviço para usos mais intensivos, como trabalho remoto e streaming.
Estratégia da Starlink em mercados emergentes
Nos mercados emergentes, como o Brasil, a Starlink tem focado em regiões ainda não atendidas por redes de fibra óptica. Nesses locais, a companhia funciona como alternativa para ampliar a conectividade, especialmente em áreas rurais e remotas.
Em países desenvolvidos, a estratégia é diferente, com maior competitividade de preços para disputar espaço com provedores tradicionais de banda larga.
Apesar dos avanços técnicos, o custo continua sendo uma barreira no Brasil. O investimento inicial, incluindo equipamentos e assinatura, pode variar entre 125% e 175% da renda nacional bruta per capita, limitando o acesso do serviço a uma parcela mais restrita da população.
Segundo a Ágora Investimentos, o crescimento da Starlink não deve alterar de forma relevante a concorrência das telecomunicações no país. A análise mantém visão neutra para o setor e destaca que a tecnologia via satélite é mais competitiva em áreas sem cobertura de fibra.
Dessa forma, embora a Starlink expanda sua presença global e melhore indicadores de desempenho, seu impacto permanece concentrado em nichos específicos, especialmente onde a infraestrutura tradicional ainda é limitada.






