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Petrobras está livre da política em ano eleitoral?

Petrobras está livre da política em ano eleitoral?

Historicamente, as ações têm se mostrado altamente sensíveis aos ciclos políticos, e eleições passadas criaram oportunidades de investimento

Quais são as chances de a Petrobras (PETR3; PETR4) sucumbir aos interesses políticos em um ano de eleições presidenciais no Brasil? Para os analistas do BTG Pactual, esta estratégia usada por políticos no passado tem poucas chances de ser utilizada em 2026.

“Reconhecemos que as ações da Petrobras continuam sendo um veículo natural para investidores que buscam exposição às eleições presidenciais brasileiras de outubro, especialmente considerando o universo cada vez menor de empresas estatais listadas em bolsa”, apontam Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, que assinam um relatório.

Isso acontece porque, historicamente, as ações têm se mostrado altamente sensíveis aos ciclos políticos, e eleições passadas criaram oportunidades de investimento significativas, especialmente durante períodos de má gestão prolongada.

“Dito isso, acreditamos que uma mudança no ciclo político brasileiro dificilmente provocará uma reviravolta significativa na direção estratégica da Petrobras desta vez, embora esperemos que a alavancagem continue aumentando em 2026-2027, dada a persistente discrepância entre a política de dividendos e a geração real de fluxo de caixa”, opinam.

O BTG tem recomendação neutra, com preço-alvo de US$ 15,00 para as ADRs PBRa.N, equivalentes às preferenciais PETR4.

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Operações

Segundo o Safra, um dos principais destaques operacionais de 2025 foi o alcance de 1 milhão de barris por dia de produção operada no campo de Búzios com seis plataformas, ressaltando a alta produtividade dos poços e a qualidade do reservatório do ativo.

O início das operações da sétima plataforma, P-78, no final de dezembro, reforça ainda mais a trajetória de crescimento da produção da Petrobras daqui para frente.

“Acreditamos que a Petrobras está bem posicionada para atingir sua meta de produção de 2.800 mil barris de óleo equivalente por dia para 2026, impulsionada pelo início das operações da FPSO P-79 neste ano”, afirmam os analistas do Safra, Conrado Vegner e Vinícius Andrade.

Segundo eles, o potencial início antecipado das operações da FPSO P-80, atualmente previsto para 2027, representa um risco de alta e pode permitir que a produção exceda novamente a projeção.

“Estimamos a produção do 4º trimestre de 2025 em cerca de 2.730 mil barris de óleo equivalente por dia, uma queda de 1,4% em relação ao trimestre anterior”, conclui o Safra.

A recomendação deles às ações é desempenho acima da média do mercado (outperform), com preço-alvo de 43. O potencial de valorização está em aproximadamente 35%.