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Mars compra Kellanova: do M&M a Pringles

Mars compra Kellanova: do M&M a Pringles

Com novidade nas negociações, Mars compra Kellanova, fabricante de produtos como Cheez-It e Pringles e aumenta portfólio de produtos.

Uma das maiores companhias de alimentos do mundo, dona da M&M’s, Snickers e Skittles, a Mars compra Kellanova, fabricante de produtos como Cheez-It e Pringles. A aquisição foi avaliada em US$ 36 bilhões, sendo considerado o maior negócio nesse setor, segundo informações da Reuters.

Sob acordos, a Mars vai adquirir todas ações em circulação da Kellanova por US$ 83,50 por ação em dinheiro. Além disso, a transação inclui as marcas, ativos e operações da Kellanova, com marcas de snacks, portfólio internacional de cereais e macarrão, alimentos à base de plantas na América do Norte e café da manhã congelado.

Após se separar da WK Kellogg no final de 2023, as ações da Kellanova se valorizaram em 7,85% no pré-mercado.

A novidade da Mars coloca a companhia em uma posição de maior domínio no mercado de snacks, mas também deve enfrentar investigações dos reguladores antitruste.

Em comunicado, o CEO da Mars, Poul Weihrauch, deu boas-vindas ao porfólio da Kellanova e afirmou que essa é uma oportunidade para a marca se desenvolver mais com snacks sustentáveis. “Honraremos a herança e a inovação por trás das incríveis marcas de salgadinhos e alimentos da Kellanova, ao mesmo tempo em que combinaremos nossos respectivos pontos fortes para oferecer mais opções e inovação aos consumidores e clientes”, afirmou ele reforçando respeito pelo legado da empresa.

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Para Steve Cahillane, presidente e CEO da Kellanova, essa é uma oportunidade de acelerar a execução do potencial e visão da dona da Pringles. “O negócio maximiza o valor para os acionistas por meio de uma transação totalmente em dinheiro a um preço de compra atraente e cria novas e animadoras oportunidades para nossos colaboradores, clientes e fornecedores”, afirma.

De acordo com Cahillane, a novidade vai reunir talentos e habilidades de excelência das companhias.

Como anda o setor de fusões e aquisições?

O setor de alimentos embalados teve nos últimos anos uma sequencia de fusões e aquisições. Essas foram algumas das formas que muitas companhia usaram buscando crescer para enfrentar desafios de mercado como a inflação e mudanças nas escolhas dos consumidores.

Um exemplo de grandes fusões foi a própria Heinz com a Kraft, há quase uma década. Nos Estados Unidos os reguladores tem mostrado preocupação com acordos que possam levar ao aumento dos preços e à redução das opções para os consumidores.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, os preços dos alimentos aumentaram 25% entre 2019 e 2023, uma alta maior do que a de outros bens e serviços. E por isso o negócio entre Mars e Kellanova pode demorar a sair.

A fusão entre Kroger e Albertsons é um exemplo que teve manifestação de oposição pela Comissão Federal de Comércio dos EUA e o estado do Colorado. O negócio que estava avaliado em US$ 25 bilhões teve como argumento contrário de que a consolidação prejudicaria os consumidores ao aumentar os preços.

Já a compra da Kellanova seria a maior aquisição da Mars, superando a compra da VCA, uma rede de hospitais veterinários, por US$ 9,1 bilhões em 2017. Controlada pela família fundadora, a Mars possui sede e McLean e busca diversificar suas operações por meio de aquisições estratégicas. A companhia gera em torno de US$ 47 bilhões em vendas anuais e opera em três divisões principais: Mars Petcare, Mars Snacking e Mars Food & Nutrition.

Mars compra Kellanova: preço justo?

O preço da transação reflete um prêmio de aproximadamente 44% em relação à média ponderada do volume de 30 dias de negociação da Kellanova e cerca de 33% sobre a máxima de 52 semanas da empresa até 2 de agosto de 2024. O valor total corresponde a um múltiplo de aquisição de 16,4 vezes o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses até 29 de junho de 2024.

Especialistas entrevistados pela Reuters consideraram o preço pago pela Mars para adquirir a Kellanova “incomum” para o setor de consumo, principalmente para uma empresa cujos produtos perderam popularidade entre consumidores preocupados com a saúde. Os consumidores reduziram seus gastos após vários anos de inflação, o que elevou os preços de muitos itens essenciais acima dos níveis pré-pandemia.

Mesmo assim, a Kellanova conseguiu contornar a desaceleração nos gastos dos consumidores nos EUA e recentemente revisou suas previsões de vendas para o ano inteiro para cima, após superar as expectativas em seus últimos lucros.

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