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Fórum Econômico Mundial discute cooperação global em Davos

Fórum Econômico Mundial discute cooperação global em Davos

Evento vai até sexta-feira com a participação de líderes político-econômicos de todo o mundo; Haddad e Marina lideram delegação brasileira.

Começou nesta segunda-feira (16) mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O evento que reúne a elite político-econômica do planeta tem como tema este ano “Cooperação em um mundo fragmentado” e tenta reconstruir colaborações multilaterais num mundo afetado, nos últimos anos, pela pandemia de covid-19 e pela guerra entre Rússia e Ucrânia, que ameaça envolver outros agentes, 

Esta é a primeira edição do evento realizada no período tradicional, no começo do ano, desde a edição de 2020, que aconteceu antes do decreto da pandemia. Em 2021 o evento foi cancelado e, no ano passado, aconteceu em maio.

A pandemia e a disputa territorial entre russos e ucrananos, contudo, permanecem como assuntos fundamentais. No caso da covid-19, ainda se discute se a onda mais recente de casos na China, que explodiu após o abandono das políticas de covid zero, pode se alastrar pelo resto do mundo.

Mesmo que isso não aconteça, a pandemia marcou a postura de algumas empresas de tentar reduzir sua dependência da infra-estrutura industrial chinesa – caso da Apple, que transferiu parte de sua produção para unidades na Índia e no Vietnã, segundo o jornal Financial Times.

Klaus Schwab, o engenheiro e economista alemão que criou o Fórum, em 1971, e organiza anualmente o evento em Davos desde 1988, vê o mundo ameaçado por uma “persistência de múltiplas crises sem precedentes – socioeconômicos, ambientais, sociais e geopolíticos”, mas tenta levar os líderes presentes ao evento a uma perspectiva construtiva de médio e longo prazo.

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Risco de guerra mais ampla entra em debate

Perto de completar um ano, a guerra entre Rússia e Ucrânia permanece sem solução, com alternância de avanços e recuos entre os dois exércitos e sem nenhum sinal de um cessar-fogo definitivo e um acordo diplomático.

A maior guerra da Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial acontece a pouco mais de 1.600 km de Davos, e analistas não descartam o risco de acirramento, com as constantes incursões pelo Ocidente do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a pedir suporte de potências como EUA, Reino Unido, França e Alemanha – que, por sua vez, oferecerem apoio indireto, mas evitam incursões diretas, como envio de tropas, que possam ser vistas como provocação pelo líder russo Vladimir Putin.

O conflito, iniciado pela invasão da Rússia a porções orientais da Ucrânia, mostrou como as relações internacionais são complexas. A União Europeia fez forte esforço para reduzir suas importações de energia da Rússia, mas isso resultou em forte inflação na região – que o Banco Central Europeu tenta controlar com a receita tradicional de alta dos juros, a despeito do risco de redução da atividade e provável recessão.

A guerra afetou os preços também dos alimentos, já que Rússia e Ucrânia são importantes fornecedores mundiais de grãos, cuja cadeia logística foi interrompida. Outros temas de debate importantes são cibersegurança, ações de inteligência artificial e o Metaverso, educação e capacitação para o trabalho.

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Brasil sem Lula no Fórum Econômico Mundial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá a Davos desta vez, ao contrário de 2003, quando havia acabado de assumir seu primeiro mandato, mas o discurso do governo é parecido com o daquela vez: informar ao mundo que o país tem um projeto de crescimento sólido, estruturado e comprometido com a responsabilidade fiscal.

Os principais nomes do país na Suíça serão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, escalado para apresentar a agenda econômica do governo em reuniões com outros governos e com empresários e investidores; e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Uma das referências globais no assunto, Marina tem a missão de mostrar o Brasil como protagonista nas discussões para ao menos desacelerar as mudanças climáticas, vistas como irreversíveis por alguns analistas. Debates sobre como os eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes estão na agenda, assim como o risco que eles causam de insegurança alimentar e a possibilidade de atenuar esses efeitos a partir do uso de fontes de energias renováveis.

A delegação brasileira ainda conta com empresários, representantes de organizações não governamentais e autoridades locais, como os governadores de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas; Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e Pará, Helder Barbalho. Tarcísio fala abertamente em buscar investidores internacionais para empresas em fase de privatização, como a Sabesp.

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