Café
Home
Notícias
Negócios
Ultrapar não confirma, mas também não nega venda de fatia na Ipiranga

Ultrapar não confirma, mas também não nega venda de fatia na Ipiranga

Em nota ao mercado, a companhia informou que é uma holding estratégica responsável por alocação de capital

A Ultrapar (UGPA3) não confirma, mas também não nega a venda de 30% da rede Ipiranga para o grupo Chevron. Em nota ao mercado, a companhia informou que é uma holding estratégica responsável por alocação de capital e geração de valor de longo prazo.

“Nesse sentido e visando em todos os momentos o melhor interesse da companhia, estamos sempre atentos a oportunidades de negócio”, ressaltou a Ultrapar.

De acordo com informações publicadas pelo Valor Econômico, a empresa estaria negociando a venda de participação na Ultracargo para o fundo soberano de Cingapura GIC. A operação faria parte de um esforço para atrair investidores estratégicos para a área de logística da companhia.

Paralelamente, a empresa também estaria discutindo uma possível transação envolvendo a Ipiranga. As conversas incluiriam uma eventual participação da petroleira americana Chevron no negócio. Segundo as informações divulgadas, avaliações preliminares teriam colocado o valor da distribuidora próximo de R$ 40 bilhões.

Venda da Ipiranga seria mais favorável

Para a Ativa Investimentos, avalia que a Ultrapar não sofre pressão de dívida, encerrou 2025 com dívida líquida/EBITDA de 1,7x e um dos objetivos destas operações seria o de captar recursos, dividir investimentos futuros e dar mais flexibilidade para escolher onde alocar capital.

Publicidade
Publicidade

Além disso, vê uma possível venda de fatia na Ipiranga como tendo um ambiente mais favorável, graças ao avanço no preço do petróleo. A casa de análise avalia que o Brent de longo prazo, que começou o ano próximo de US$ 60, subiu para a faixa de US$ 70, o que melhora expectativas para margens no ciclo de distribuição.

“Além disso, ações recentes de combate a ilegalidades têm beneficiado as distribuidoras formais. A eventual chegada da Chevron como sócia minoritária agregaria eficiência operacional, o que pode reforçar margens e geração de caixa”, completa relatório da Ativa.

Apesar disso, uma dúvida ainda paira no ar: por que a Chevron se interessaria por um negócio considerado relativamente pequeno para seus padrões? A interpretação da casa de análise é que, para uma grande empresa, como é a norte-americana, uma participação minoritária pode funcionar como porta de entrada num mercado grande e historicamente difícil para empresas estrangeiras, permitindo testar estratégia, criar sinergias comerciais e fortalecer sua posição na região com risco limitado.