O cenário para as dívidas das empresas do varejo brasileiro é benigno, mas para a CBD (Pão de Açúcar) (PCAR3), Pague Menos (PGMN3) e Nissei (NISS3) o cenário é diferente, aponta a Fitch Ratings em um relatório enviado a clientes nesta quinta-feira (22).
Segundo o diretor sênior da agência de classificação de risco, Renato Donatti, o risco para elas está acima da média.
A CBD precisa apresentar um plano de refinanciamento nos próximos meses para lidar com R$ 1,5 bilhão em títulos locais com vencimento entre abril e julho de 2026, a fim de evitar um rebaixamento de rating.
A Pague Menos, por sua vez, apresenta níveis de caixa historicamente baixos em comparação com a dívida de curto prazo, embora compensados por um forte desempenho operacional e bom acesso a bancos locais.
Já a Nissei tem entre R$ 200 e R$ 300 milhões para refinanciar em 2026 e 2027, e seu histórico de “política financeira agressiva” está incorporado em seu rating atual. A Fitch espera que a CBD e a Nissei apresentem alta alavancagem líquida EBITDAR em torno de 4 vezes em 2026 e a Pague Menos abaixo de 3,0 vezes.

Quem está com as contas em dia
Segundo a Fitch, a maioria das varejistas classificadas por ela estão em uma posição mais forte, após dois anos de investimentos restritos e racionalização de custos.
As varejistas de vestuário C&A (CEAB3), Grupo SBF (SBFG3) e Guararapes (GUAR3) reduziram significativamente sua alavancagem e agora podem retomar o crescimento moderado sem comprometer suas estruturas de capital.
“A Fitch prevê uma alavancagem líquida EBITDAR de 1 vez para a C&A (aplicando o ajuste de financiamento cativo), 2,5 vezes para o Grupo SBF e 2,6 vezes para a Guararapes em 2026, com aumento de investimentos de 40%, 17% e 27%, respectivamente”, conclui Donatti.
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