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Money Week discute os desafios do mercado de crédito

Money Week discute os desafios do mercado de crédito

Para o painel “Os desafios do mercado de crédito” da Money Week, Alejandro Schiuma, head de Crédito Privado na EQI Asset, recebeu Daniel Palaia, Head de Gestão de Fundos de Crédito na Schroders, e Ana Rodela, Head de Análise e Gestão de Crédito na Bradesco Asset. A Money Week é um evento online e gratuito […]

Para o painel “Os desafios do mercado de crédito” da Money Week, Alejandro Schiuma, head de Crédito Privado na EQI Asset, recebeu Daniel Palaia, Head de Gestão de Fundos de Crédito na Schroders, e Ana Rodela, Head de Análise e Gestão de Crédito na Bradesco Asset.

A Money Week é um evento online e gratuito da EQI Investimentos, que acontece até esta quarta-feira (3), com o objetivo de aproximar os investidores do que pensam os maiores nomes do mercado. Para participar, clique aqui!

Confira os principais insights!

Os desafios do mercado de crédito: incertezas no radar

Para Daniel Palaia, o momento atual é de incertezas para o mercado de crédito brasileiro, que segue no aguardo pela queda de juros, para patamares abaixo de 10% ao ano.

“Passados os 100 primeiros dias de Governo, ainda temos muitas incertezas. Temos um pacote fiscal sem clareza ainda quanto à capacidade de arrecadação do Governo. Não sabemos qual vai ser a relação dívida/PIB daqui para a frente e qual vai ser o espaço para juros abaixo de dois dígitos, que é o mais importante”, avalia.

Ana Rodela concorda que o momento é delicado, especialmente para as empresas que dependem de crédito para capital de giro.

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“De fato, estamos em um momento complicado. O mercado de crédito começou com empresas mais estáveis, como de energia elétrica, utilities, concessões rodoviárias, mas foi amadurecendo se abrindo para outras empresas, de setores mais cíclicos e que dependem mais de capital de giro. Estes são setores que sofrem mais em seus balanços com os juros atuais, mas mesmo as empresas mais sólidas também sofrem”, avalia.

“Não temos uma crise de crédito. Mas a cautela e a boa seleção do crédito se faz mais importante do que nunca. Por isso é importante ter gestor ao lado, para fazer uma boa seleção de ativos. Este é o momento das empresas vencedoras, daquelas muito sólidas. Depois, quando o cenário macro se reverter, será a hora de procurar as sobreviventes”, diz.

Sem risco de quebra de banco

Os convidados da Money Week se dizem muito confortáveis com a situação do sistema bancário brasileiro, sem risco de insolvência de instituições, como aconteceu recentemente nos Estados Unidos com First Republic, Signature e Silicon Valley Bank.

“Os bancos grandes brasileiros costumam ser os mais defensivos. Olhando para outras crises de crédito, como 2008, Dilma e pandemia, foi o setor que menos teve problemas do ponto de vista de inadimplência. O sistema bancário brasileiro hoje está em situação privilegiada, inclusive comparando com pares do exterior”, diz Palaia.

Ele explica que o sistema bancário é concentrado, com bancos sistemicamente grandes e capitalizados. “Nos EUA, ao contrário, você tem vários bancos pequenos e regionais afetando a economia”. Ele crê que, daqui em diante, os bancos aumentarão o crédito para setores mais defensivos, como consignados e alta renda, reduzindo a oferta para os setores mais alavancados.

Ana Rodela também se diz tranquila quanto ao risco de insolvência. “Temos poucos bancos relevantes e que são sempre acompanhados muito de perto. Não temos bancos médios ou pequenos relevantes”, afirma.

No sistema bancário, eles afirmam, há boas oportunidades no momento, inclusive de Letras Financeiras, subordinadas ou perpétuas: “Tem muita oportunidade de papéis de bancos hoje, mas é importante entender os riscos”, alerta Palaia.

“Tem que ser banco no qual o credor tenha muito conforto em investir”, complementa Ana.

Você acompanhou a cobertura do painel Os desafios do mercado de crédito. Para ter acesso a todo conteúdo da Money Week, clique aqui.