Money Week
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Money Week dia 4: acompanhe a cobertura e confira os painéis na íntegra

Money Week dia 4: acompanhe a cobertura e confira os painéis na íntegra

Claudia Zucare

Claudia Zucare

21 Jul 2022 às 21:29 · Última atualização: 21 Jul 2022 · 16 min leitura

Claudia Zucare

21 Jul 2022 às 21:29 · 16 min leitura
Última atualização: 21 Jul 2022

O quarto dia da sexta edição da Money Week já está no ar e você confere aqui a cobertura completa, com acesso a todos os painéis.   

Clique aqui e faça seu cadastro. O evento, totalmente online e gratuito, segue até sexta-feira (22). Invista em aprender com os melhores!

Money Week dia 4: Investimentos offshore, uma alocação eficiente

Felipe Passaro, gestor de alocação da EQI, e Marcelo Santucci, associate parter responsável pela área de offshore do BTG Pactual, debateram na Money Week sobre a necessidade de o investidor expor seu patrimônio ao mercado externo, para fazer uma correta diversificação de patrimônio.

“Quando a gente olha nossa base de clientes, vemos que existe muito pouca internacionalização. E é muito importante ter diversificação de fronteira. Você pode diversificar entre produtos, mas a diversificação completa e que faz sentido é ter dinheiro em outra fronteira. Se você diversificar só entre produtos brasileiros, a correlação entre os ativos será sempre muito alta”, diz Santucci. 

Além disso, ao internacionalizar a carteira, o investidor tem acesso a muito mais produtos, bem mais sofisticados e com probabilidade maior de alta rentabilidade. “O market cap da bolsa brasileira significa 1% ou 2% das bolsas globais. Faz sentido ficar focado nisso e ficar de fora dos outros 98%?”, complementa. 

Para ele, ao investir no exterior, o investidor consegue captar o melhor dos dois mundos. “É possível fazer carteira que combine ativos de renda fixa e renda variável, com retorno dolarizado. É ter acesso a boas estratégias disponíveis lá fora, que proporcionam maior rentabilidade, e ter ainda o carrego da diferença de juros entre Brasil e EUA”, ele explica.

Sobre a atuação dos bancos centrais no enxugamento de liquidez atual, ele enxerga que a situação atual é melhor do que a de 2008, porque tanto empresas quanto famílias estão bem menos endividadas – e o longo período de juros baixos favoreceu tal cenário.

“A crise de 2008 foi traumática, as empresas e as pessoas físicas ficaram com equity negativo. A volatilidade de agora se dá pela incerteza se o banco central vai conseguir desacelerar a inflação com suavidade, sem gerar desemprego. Mas a saúde financeira do sistema está muito melhor”, avalia.

Veja o painel completo, clicando aqui

Money Week dia 4: Planejamento Patrimonial

Carolina Chao e Mariana Oiticica, ambas da área de Planejamento Patrimonial do BTG Pactual, falaram sobre o tema na Money Week.

Planejamento patrimonial é organizar o patrimônio da melhor forma possível, do ponto de vista tributário ou burocrático. É ter os ativos financeiros da forma mais eficiente”, explica Mariana. 

O planejamento pode ser feito por qualquer pessoa, tendo ela qualquer quantia de patrimônio. “Eu, por exemplo, tenho 40 anos, dois filhos. Então, eu gostaria de ter a segurança de que, na minha falta, meus filhos tenham recursos para a educação. No meu planejamento, eu faço uma organização para garantir que eles receberão recursos ao longo de todo o período escolar, até a formação”, exemplifica.

Para cada volume de patrimônio e necessidade, ela diz, existe uma estrutura ideal de planejamento, não havendo qualquer tipo de limitação. 

Nesta organização, diversos aspectos devem ser levados em conta, como possibilidade de holding patrimonial, previdência, testamento e regime de casamento. As duas especialistas falaram sobre todos estes temas. 

Sobre manter ativos líquidos em nome de pessoa física ou jurídica (holding), Mariana alerta que, em termos de tributação, esse tipo de ativo deve ficar em nome da pessoa física. “Em geral, para ativo financeiro, a gente não recomenda pessoa jurídica. Claro que existem exceções, mas em geral, a gente recomenda manter na pessoa física, por conta da carga tributária inferior”.

Já a respeito de previdência, Mariana recomenda que ela faça parte do planejamento patrimonial para transferência de ativos líquidos para os herdeiros em caso de óbito. Isso porque os recursos disponíveis na previdência privada são transmitidos diretamente para os beneficiários determinados pelo contratante do plano, livre de impostos e inventário. 

Os imóveis físicos, elas apontam, são o ativo mais problemático na sucessão patrimonial, justamente porque muitas vezes a família não tem os recursos necessários para pagar o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), e os imóveis ficam bloqueados no inventário. 

Até mesmo o regime de casamento escolhido pelo casal deve fazer parte do planejamento patrimonial. 

Uma dica relevante, diz Mariana, é o cliente munir seu assessor de investimentos do máximo de informações possíveis sobre sua vida e seus objetivos de curto e médio prazo. Só assim é possível fazer uma organização do patrimônio que atenda corretamente as expectativas. 

Você confere tudo no vídeo. Clique aqui

Money Week dia 4: A nova Guerra Fria Digital

Luis Fernando Moran, head da EQI Research, recebeu Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV, para explorar geopolítica e a nova Guerra Fria digital –  tema, inclusive, de livro que Stuenkel está terminando de escrever.

“Estamos em um momento de transição. Fizeram com que acreditássemos que era normal, mas na verdade era atípico um mundo globalizado, com empresas tomando decisões sem levar qualquer questão geopolítica em conta. Isso foi possível porque era um tempo sem tensão entre grandes potências, porque só havia uma, os EUA. E os EUA tomaram uma decisão histórica de trazer as outras potências emergentes para seu sistema econômico, ao contrário de toda história humana – que sempre foi sobre uma potência tentando enfraquecer outras potências”, Stuenkel resume.

“Basta pensarmos que as grandes guerras são sempre sobre os EUA tentando conter outras potências que desafiam a hegemonia americana”, complementa. 

Para Stuenkel, os EUA chamaram a China e a Rússia para dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC), em uma aposta liberal que causou distorções. E, agora, esta época chegou ao fim. 

“Muitos ainda vivem na ilusão de que Guerra na Ucrânia e China e Taiwan são coisas que vão passar. Mas tudo indica que isso é o novo normal. A janela de mundo sem geopolítica acabou”, enfatiza.

Estamos agora, diz Stuenkel, em um mundo “sem ilusões”, em que os EUA não conseguem mais manter uma hegemonia sem espaço para questionamentos.

“A invasão russa na Ucrânia revela que a Rússia já notava que os EUA não teriam condição de evitar a guerra. Os EUA não conseguem mais preservar a integridade territorial de todos os aliados, e por isso a invasão aconteceu. Isto sugere que outros países podem tomar passos semelhantes”, conclui. 

Sobre a China, Stuenkel considera que o país pode dar um “pulo” tecnológico, se é que já não está à frente dos EUA em termos de sofisticação quando se trata de tecnologia e inteligência artificial. 

Comercialmente, ele pontua, isso dificulta a ação das empresas chinesas, já que sempre há a desconfiança de espionagem embutida nas novas tecnologias, caso, por exemplo do Tik Tok. “Os EUA obrigaram a venda da operação do Tik Tok nos EUA. Isso é só o começo”, enfatiza. 

Para ele, a geopolitização da economia global implicará em produção menos eficiente e custos maiores. “A tendência será de piora nas relações comerciais”.

Money Week dia 4: SAF – Sociedade Anônima do Futebol

A apresentadora Bibiana Bolson recebeu Rodrigo Capelo, jornalista esportivo, e Juan Arciniegas, CEO da 777 Partner. Eles falaram sobre SAF, Sociedade Anônima do Futebol. 

Sigla para “sociedade anônima do futebol”, a SAF é um modelo jurídico aprovado no ano passado que permite aos clubes entregar a gestão do futebol profissional a um grupo privado. Além da gestão, o grupo controlador assume os ativos (jogadores sob contrato e recebíveis de patrocínios e direitos de TV) e, em troca, serve como garantidor dos passivos (em geral, dívidas de grande porte, muitas delas com vencimentos próximos e taxas altas). 

“A estrutura de clube empresa é uma tentativa de que os clubes migrem para uma estrutura empresarial. Majoritamente e no topo da pirâmide –  principalmente primeira, segunda e terceira divisões -, os clubes são associações civis sem fins lucrativos. Botafogo e Cruzeiro foram os primeiros a aderir, Vasco está nesse processo. Tem clube que não quer sócio majoritário, querem minoritários, mas em resumo é isso”, explica Capelo.

“O mercado brasileiro é interessante nesse momento porque o Brasil é a segunda maior audiência de futebol do mundo, é uma das bases de talentos mais relevantes, que exporta mais de mil jogadores por ano. Mas o futebol brasileiro gera mais ou menos 20% do que gera a Premier League ou 50% da liga francesa. Esse gap é que queremos reduzir. Por isso o interesse de investir no Brasil e especificamente no Vasco”, afirma Arciniegas.  

Para o torcedor, pondera Campelo, essas negociações são uma corda de salvação. “Esses investimentos são esperança de que o clube retome a competitividade, porque são clubes muito endividados”, avalia. “Mas isso é só o início de uma jornada. Vai precisar de investimento e melhorar administração. A capacidade de arrecadação é grande, mas é preciso mudar a história radicalmente, de um ambiente politizado, conturbado, de más decisões no departamento de futebol e de marketing”, complementa. 

Money Week dia 4: Entenda o papel de um gestor de recursos

Fernando Crestana, parceiro associado ao BTG, falou na Money Week sobre o papel de um gestor de recursos. 

“Para eu analisar um ativo, preciso observar um tripé: localização, qualidade técnica do imóvel e o risco de crédito (qualidade do inquilino), para saber quão perene será a renda”, explica. “A mina de ouro está onde nós cavamos, na prospecção ativa, que é uma dinâmica de estar sempre antenado nas tendências brasileiras e de fora do Brasil. Não é mais do mesmo, nós estamos cavando na minúcia”, conta sobre as melhores oportunidades do mercado de real estate.

Sobre a tendência no mercado imobiliário dos galpões de logística, Crestana revela que os Estados Unidos têm 30 vezes o tamanho do parque logístico brasileiro. E que a realidade do setor no Brasil teve um boom a partir da pandemia, graças à demanda acelerada do e-commerce. “Dos parques logísticos do Brasil, 60% está direta ou indiretamente ligado ao e-commerce. Qualquer mudança nesse comércio tem um impacto forte no setor”.

“A perspectiva é que o mercado continue crescendo, mas acomodando o ritmo. Até 2025, vamos crescer 60% em e-commerce, o que vai impactar o parque logístico”, complementa. 

Sobre os fundos ligados a shoppings, ele avalia que é o setor que, ao contrário do logístico, sofreu demais na pandemia. Mas que as perspectivas são boas: “O mercado está voltando e super bem. As prévias das empresas estão vindo muito boas, níveis bem acima do pré-pandemia, com expectativa de faturamento 8% acima do pré-pandemia”, avalia.

Por fim, ele falou sobre as lajes corporativas, que também sofreram muito nos últimos dois anos, e agora também estão sendo negociados com muito desconto. “O home-office não vai matar o trabalho físico e a volta do físico não vai matar o home-office, mas eles vão conviver”. 

“Para o investidor que não quer risco, quer renda estável, um fundo de CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é uma boa agora, mas quem quer arriscar mais precisa olhar para corporativo, shopping, logística e fundo de fundo (Fof)”, resume. 

Money Week dia 4: Cenário macroeconômico brasileiro

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, conversou com Cláudio Ferraz, head de economia Brasil do BTG, sobre as perspectivas macroeconômicas do país para este e o próximo ano. 

As projeções do BTG são de 7,3% para inflação em 2022, e de 5,5% para 2023.

“A gente revisou para baixo a inflação deste ano, que estava em 10%. Mas, apesar disso, a composição da inflação ainda é bem desfavorável”, diz Ferraz.

“Se houver queda mais intensa de commodities, especialmente de petróleo, pode ter repercussãonas projeções”, pondera. 

Um quadro de desaceleração global está se formando, o que deve acomodar o preço de commodities, ele complementa. 

Sobre Brasil, especificamente, Ferraz diz que o Banco Central pode até subir um pouco mais os juros, além dos 13,75% ao ano previstos, já que medidas políticas que pressionam a inflação foram tomadas em ano eleitoral. 

“Saímos de um nível muito expansionista até meados de setembro e outubro do ano passado. Os efeitos mais claros da subida de juros sobre a inflação deveriam acontecer a partir do segundo semestre, de maneira mais constante, mas não é exatamente isso que vem acontecendo. Há outras decisões políticas que dificultam o trabalho do Banco Central, como os benefícios fiscais e os auxílios monetários”, avalia.

Já para 2023, afirmam os economistas, as projeções ficam mais complexas, dado o cenário eleitoral incerto e o risco de alterações fiscais, especialmente no que diz respeito ao teto de gastos. “É um risco adicional. No Brasil percebe-se que até regras fiscais que estão na constituição podem ser mudadas. Tudo pode ser mudado e esta é uma preocupação adicional que vai cobrar em termos de risco”, diz. 

Money Week dia 4: Para investir, tudo começa pela educação financeira

Hulisses Dias, mais conhecido como Tio Huli, educador financeiro, também marcou presença no quarto dia de Money Week.

Ele falou sobre a relevância da educação financeira, que deveria ser acessada por todos. 

“Existe uma síndrome de vira-lata do brasileiro, mas esta percepção de que ninguém quer entender sobre finanças e investimento não é nossa. Acontece no mundo todo”, ele começa ponderando. 

E ensina alguns conceitos para quem quer começar:
– “Recebeu, primeiro você paga o ‘eu’ do futuro, poupando.
– Depois você gasta.
– Você tem que criar a disciplina agora, para não sofrer no futuro.
– Você precisa encontrar especialistas que possam te ajudar”. 

Ao contrário de grande parte dos influenciadores atuais, que prometem fórmulas fáceis e ganhos estratosféricos, Tio Huli segue a linha dos estudos.

“Meu entretenimento é estudar. Quando eu tento falar de uma maneira didática, eu quero ajudar meus alunos a entender o motivo, a fonte do resultado. Eu vou mostrar o resultado do investimento, sim, a recompensa, mas eu quero explicar como cheguei nela. Tenho amigo que me chama de nerd por isso”, revela. 

Para ele, a bolsa brasileira vive, agora, um dos três melhores momentos da história para compra. “Mas, para fazer direito, você precisa de um ‘óculos’ que se chama educação financeira”, ensina. 

Para começar nas ações, a dica é iniciar com empresas das quais já se é cliente, ele diz. “Gosta da Starbucks? Vira sócio. Gosta da Disney, vira sócio”. 

“Eu sempre digo e tenho até um quadro sobre isso no meu canal: a bolsa está na rua e você só tem que ter olhar específico para aproveitar as oportunidades. Eu ando no shopping observando: tem muita gente comprando Natura; tem muita gente comprando tênis. Daí vou pesquisar o porquê disso. Vai ter Copa do Mundo este ano, que empresas vão se beneficiar disso? Tem evento todo dia, quais empresas estão em alta?”, conta. 

Sempre um “tiozão” com seus alunos, dando suporte emocional para quem se sente inseguro nos investimentos, Huli dá um recado emocionado ao final: “Tenha filhos. Invista e tenha dinheiro para gastar com teus filhos, para gastar com a tua família”.

Veja o que vai rolar na Money Week amanhã

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias