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Money Week dia 1: confira o que rolou no primeiro dia. Ainda dá tempo de participar!

Money Week dia 1: confira o que rolou no primeiro dia. Ainda dá tempo de participar!

Claudia Zucare

Claudia Zucare

18 Jul 2022 às 21:27 · Última atualização: 21 Jul 2022 · 17 min leitura

Claudia Zucare

18 Jul 2022 às 21:27 · 17 min leitura
Última atualização: 21 Jul 2022

foto do painel da Money Week

A Money Week, ou “semana do dinheiro”, já está no ar! Com ela, você vai acompanhar, de hoje (18) até sexta-feira (22), mais de 30 painéis, com 42 convidados selecionados entre os melhores do mercado financeiro. Afinal, se for para aprender, que seja sempre com os melhores!

A Money Week tem transmissão online e, para participar, você não paga nada por isso. Basta clicar aqui e fazer seu cadastro.

Acompanhe, a seguir, os melhores insights de cada painel do primeiro dia de Money Week.  

Money Week dia 1: “Como escolher os melhores investimentos em um cenário incerto?”

Foto do painel da Money Week

A sexta edição da Money Week começou com o painel “Como escolher os melhores investimentos em um cenário incerto?”.

Para debater o tema, o sócio e co-fundador da EQI Investimentos Roberto Varaschin recebeu Heloisa Cruz, gestora do Fundo Stoxos; e Luiz Nunes, sócio-fundador e CEO da Forpus Capital.

Com forte inflação global, uma guerra na Europa encarecendo combustíveis e alimentos, a China com a política de Covid zero ameaçando a cadeia de suprimentos e o receio de uma recessão logo à frente nos EUA e na Europa, não teria como o Brasil não ser impactado pela volatilidade do momento de incertezas.

No entanto, o Banco Central brasileiro saiu à frente e começou bem antes a elevação da taxa básica de juros, Selic, o que, no cenário atual, coloca o país em uma situação mais confortável, com revisões para a inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB).

“O Brasil está em uma situação bem diferente do restante do mundo. Tirando o contexto eleitoral, o Brasil tem surpreendido em termos de crescimento. Quando você fala com as empresas, elas estão bastante empolgadas, com muitas possibilidades de lucro”, diz Helô Cruz, da Stoxos.

Ela aponta ainda, que antes da pandemia, o país já vinha de um cenário adverso e, portanto, qualquer pequena melhora irá impactar o PIB.

“Em um cenário como esse, com o mundo inteiro indo muito mal, quem conseguir crescer um pouquinho já estará na frente”, pondera Luiz Nunes, da Forpus.

“É sempre mais fácil crescer com o resto do mundo crescendo. Mas o cenário atual pode colocar o Brasil em uma posição competitiva diferente”, complementa Helô.

Sobre a alta volatilidade atual, Helô ensina aos novatos: “O melhor momento de investir na bolsa não é o melhor momento da bolsa”. Ou seja: é preciso aproveitar a baixa do mercado acionário para fazer as melhores compras de ações.

Agro, metais, energia e resíduos são os setores favoritos de Helô. Em sentido contrário, ela recomenda cautela com as empresas que têm exposição direta às dívidas das classes C e D, bastante elevadas, e por isso tendem a sofrer mais, como bancos e varejistas.

Commodities, utililies e varejo são os setores favoritos de Nunes, que investe na tese setorial, estando atualmente comprado nestes setores e vendido em tecnologia.

 Os gestores falaram também sobre as ações favoritas no momento: tem Eletrobras (ELET3, ELET6), Petrobras (PETR3, PETR4), Cury (CURY3) e Eternit (ETER3) na lista. Você confere tudo assistindo o vídeo na íntegra. Clique aqui.

Money Week dia 1: Startups e o mercado tradicional

foto do painel da Money Week

O ano de 2021 foi um ano histórico para as startups brasileiras, que tiveram 200% de aumento no número de aportes.

Mas o contexto agora é outro. Para falar sobre o momento atual das empresas que seguem um modelo de negócios inovador e escalável, o apresentador Luiz Razia entrevistou Frederico Pompeu, head do boostLAB, parceiro do BTG Pactual, e colunista da Exame.

“Startup é um nome bonito para uma nova maneira de fazer um negócio, não necessariamente dependente de tecnologia. A tecnologia veio para facilitar”, começa explicando Pompeu. 

“A startup é uma empresa com poucos ativos ligados a ela, com a qual você tenta lançar um novo produto de maneira mais ágil ou revolucionar algo que já existe. O Uber é um exemplo. Ele revolucionou um serviço que já existia. Mas também contou com o timing a favor. Se o Uber fosse lançado anos antes, provavelmente não teria a escalabilidade que teve”, complementa.

Pompeu salienta que, em 2021, as startups viveram um momento atípico, devido à baixa taxa de juros, Selic, que foi ao piso histórico de 2% ao ano por conta da pandemia.

“Quando a taxa de juros é baixa e o custo do dinheiro é zero, o custo de sonhar é infinito. Porque se você deixar o dinheiro investido, ele vai te render muito pouco. O investidor fica muito mais propenso a tomar risco e as startups se beneficiaram muito disso. A gente chegou a ver até financiamentos para teses que não se sustentavam”, diz.

Já com a taxa de juros mais alta, na casa dos 13% ao ano, o investimento se torna mais sensível, porque uma empresa inovadora tem, sim, muita chance de não dar certo.

“O que vemos agora é menos pressão para crescimento. Naturalmente, quando se fala em startup, você tem que crescer, mas neste momento isso tem que se dar por um caminho claro e que gere lucro, para tornar a empresa sustentável por si só e não apenas por capital de terceiros”, analisa.

Para os iniciantes no tema startups, ele recomenda que o investimento seja feito via fundos. Investir diretamente nas empresas é algo para quem tem condições e disponibilidade para entender muito bem a tese.

Clique aqui para conferir o painel na íntegra

Money Week dia 1: Ações, fundos ou FII, o que sua carteira merece?

foto do painel da Money Week

Conhecer bem seu perfil de investidor e fazer um rebalanceamento correto de carteira são dois passos fundamentais para ter uma carteira de sucesso. Daniel Nigri, fundador e CEO do Dica de Hoje Research, e Rafael Zattar, da Carteira Z, debateram o tema na Money Week.

Nigri começou relembrando a transformação do mercado de renda variável, com a chegada de muitos investidores pessoas físicas nos últimos anos – hoje, ultrapassando 4 milhões de investidores. Para ele, muita gente entrou no mercado sem saber ao certo do que estava participando.

“A pessoa é movida pela ganância. Ela só sai da zona de conforto da renda fixa para a venda variável se ela percebe que pode ter um benefício melhor. Mas eu acho que, antes, você deve aprender. E isso vale para qualquer coisa na vida. Ninguém dirige sem ter aula primeiro e tirar carteira de motorista. É preciso aprender, entender o que está fazendo ao investir em ações e fundos imobiliários. Por isso, pode ser interessante dar esse primeiro passo investindo em fundos de investimento, pelo menos enquanto se está aprendendo”, recomenda.

Zattar concorda que a gestão profissional é o melhor caminho para os iniciantes. “A pessoa não consegue cobrir todo o mercado e é melhor delegar a técnicos. Para começar nos investimentos é preciso saber seu perfil e montar uma carteira de acordo com seu nível de tolerância a risco. Tem gente muito boa do mercado, com décadas de mercado, que tem 70% do patrimônio em renda fixa. Quem está começando agora quer ter uma exposição muito maior? É preciso ir com calma para não tomar decisões inadequadas”, complementa.

Neste sentido, os palestrantes falam dos riscos do viés comportamental nos investimentos. Para eles, a grande questão é saber manter a tranquilidade para ter rentabilidade ao longo do tempo. 

“As pessoas acham que são muito boas quando mal começam a investir e acham que se saíram melhor do que um gesto profissional. Eu costumo brincar que até uma criança pode se sair melhor do que o melhor gestor de todos os tempos em janelas curtas de tempo. Janelas curtas são aleatórias”, explica Zattar.

E complementa: “As pessoas veem o fundo caindo, acham que o gestor é ruim, e vendem. Veem o fundo dando outra pernada de alta violenta mais adiante e entram, achando que o gestor é um gênio”, avalia.

E conta o caso de Peter Lynch, da Fidelity, que em 13 anos, obteve rentabilidade de 29,2% ao ano em um fundo. Mesmo assim, em um levantamento ao longo desse período, foi possível constatar que mais pessoas perderam dinheiro do que ganharam.

“Você está em uma Ferrari, mas não sabe como conduzi-la! A maioria das pessoas perdeu dinheiro com esse fundo. Quem mais ganhou foram os falecidos e as pessoas que perderam a senha para movimentar o fundo. Isto quer dizer que se você tirar o viés comportamental, você vai ganhar mais”, ele analisa.

“Eu vejo que o brasileiro, infelizmente, ainda está investindo no curto prazo. Falta entender que a bolsa de valores é investimento de vida toda, para formar patrimônio”, complementa Nigri.

Aprenda mais com Nigri e Zattar, clicando aqui

Money Week dia 1: Como investir fora do Brasil com isenção de impostos

foto do painel da Money Week

O head da EQI Internacional Gustavo Strauch conversou na Money Week com Sabrina Loureiro, head de treinamento da Avenue, para desmistificar “dores” que o brasileiro tem para investir no exterior.  

Mas por que ter investimento lá fora? Segundo Strauch, simplesmente ao avaliar os hábitos de consumo, o brasileiro vai perceber que consome globalmente, mas investe localmente.

“A bolsa brasileira é a 18ª ou 19ª bolsa brasileira. Já as bolsas americanas Nyse e Nasdaq são as primeiras e respondem por mais da metade do mercado global, então ninguém diversifica corretamente se não está lá”, diz Sabrina Loureiro.

Para Strauch, o correto é ter pelo menos 20% do portfolio no exterior, mas o tema ainda é novo para o brasileiro e é novo também para a indústria, especialmente em termos de tributação.

No exterior, a tributação sobre o ganho de capital das pessoas físicas obedece a tabela GCAP da Receita Federal. E a primeira faixa de alíquota (15%) é a aplicada à grande maioria dos investidores, já que ela prevê ganho de capital de até R$ 5 milhões. Vendas até R$ 35 mil são isentas de impostos.

Diferentemente do Brasil, no entanto, há tributação sobre dividendos nos EUA, e a alíquota que incide sobre esses ganhos é de 30% na fonte pagadora.

Em relação a bens nos Estados Unidos, há isenção de imposto de sucessão para o valor de até 60 mil dólares em ativos custodiados em solo americano. Acima disso, a tributação pode chegar a 40%.

No entanto, é possível adaptar o portfolio para que a internacionalização dos investimentos seja isenta de impostos na sucessão patrimonial.

Isso se dá via bonds (fundos de renda fixa emitidos por governos ou empresas) e via fundos offshore.

Quer saber como? Clique aqui e confira

Money Week dia 1: O mercado não repete, mas combina

foto painel Money Week

O mercado brasileiro deve atingir em breve 5 milhões de investidores, prova da popularização dos investimentos. Mas nem sempre foi assim. Para os novatos, vale aprender com o passado para saber desfechos possíveis para a atual crise.

Para falar de passado e presente do mercado financeiro, a Money Week recebeu Rodrigo Campos, gestor de portfolio de recursos, e Luiz Fernando Alves, sócio-fundador da Versa Gestora de Recursos.

“A Selic a 2% causou uma distorção grande na bolsa e na economia como um todo. As pessoas foram para a bolsa sem saber o que estavam fazendo. Agora, falam alarmadas que o papel caiu 90%. E eu pergunto: o preço antes estava certo? O NFT de macaquinho caiu, mas será que ele estava precificado corretamente em US$ 2 milhões?”, questiona Campos. 

Ele enxerga, além da inegável crise global, uma correção nas bolsas por conta do boom que a taxa de juros baixa proporcionou à renda variável. Sobre a crise, no entanto, ele revelou nunca ter vivenciado algo semelhante.

“Esta crise de hoje é diferente de todas as outras que já vivi. Na crise do México, Rússia, Ásia, 2008, era sempre uma crise localizada, você sabia para onde andar. Agora, estamos na mão de gente que nunca viu inflação. Qualquer grito que você ouve no pregão, você sai correndo. Eu nunca vi uma experiência assim, em nível global”, conclui.

Alves é da mesma opinião. “O cenário é novo e não dá para ver nada. A única coisa que dá para ver é que temos um enxugamento de liquidez. Mas se os preços vão se acomodar ou se vamos cair em recessão muito forte, não dá para dizer”, avalia.

A solução para navegar com mais tranquilidade nesse mar revolto, eles dizem, é cotista e gestor de fundo estarem alinhados. “Para o gestor, a chave do sucesso é trabalhar para quem pensa como você. Para o cotista, ele tem que saber que ao comprar uma cota, ele está contratando uma equipe, ele tem que saber quem são essas pessoas”, recomenda Campos.

Confira o bate-papo completo aqui

Money Week dia 1: Bear Market – overview da bolsa brasileira

foto do painel Money Week

O apresentador Luiz Razia e o assessor de investimentos e sócio da EQI Investimentos, Kleber Falchetti, falaram sobre as atuais quedas acentuadas das bolsas de valores, em especial a bolsa brasileira – no chamado de bear market, que é o contrário do bull market, quando os mercados vivem um período de altas.

Falchetti começou o bate-papo questionando os investidores: “O que levou você a entrar na bolsa? Foi a ‘foto’ da alta da B3 entre 2016 e 2019 ou você realmente acredita no mercado de ações?”.

Para ele, boa parte dos novos investidores da bolsa não fez corretamente “o dever de casa”. Apenas se deixou guiar pelo momento.

“Quando você tem juros de 2%, em um país acostumado a inflação e Selic altas, um país de rentistas, uma queda de 8% a 9% dos juros explica em grande parte o movimento de alta do mercado acionário. Subiram todas as ações, algumas mais, outras menos, mas todas subiram”, diz.

Fora a questão dos juros, a expectativa também era animadora anos atrás. “Quando as coisas caminham muito bem, as projeções tendem a ser otimistas. E o contrário também é verdadeiro. Em 2019, a bolsa estava em 120 mil pontos, com expectativa de chegar a 130 mil”, relembra Falchetti.

O resultado foi uma movimentação de manada rumo às bolsas, com a supervalorização de alguns ativos, o que impacta, hoje, na desvalorização dos mesmos – já que o mesmo investidor agora define, também de maneira impulsiva, que é hora de deixar a bolsa.

“Como você identifica um perdedor? Ele é aquele que compra na alta e vende na baixa. Ele não vende justamente porque o papel está subindo e não compra porque ele está caindo. Está errado”, alerta.

“As coisas simples e de fácil entendimento parecem não convencer no mercado de ações. Mas antes de optar por análise fundamentalista ou gráfica, falar de preço-alvo, você tem que saber qual a sua tolerância a risco”, diz, recomendando que todos façam um teste básico de perfil de investidor (ou suitability) antes de investir.

Quer saber como? Confira aqui. 

Money Week dia 1: Como iniciar nos investimentos

Foto do painel Money Week

Com tanta informação hoje disponível na internet sobre mercado, é fácil o investidor se perder.

E os educadores e influenciadores podem te ajudar. Para falar disso, a Money Week recebeu Caroline Dias e André Dias, conhecidos como irmãos Dias, que possuem um podcast voltado à finanças e investimentos.

Carol começou falando que é o hábito que faz um investidor: “É preciso saber quanto se ganha, ter constância e disciplina, para que você faça os investimentos para buscar a independência, a liberdade financeira e o conforto desejados. Tudo começa com um bom diagnóstico financeiro”, diz a influenciadora.

“A organização é o primeiro passo de todo investidor. É preciso gastar menos do que se ganha. Se a conta não está fechando, tem que ter renda extra ou corte de gastos”, complementa André.

A reserva de emergência, ensina Carol, é o segundo passo. Ela deve ser feita na renda fixa, independentemente da taxa de juros.

“A poupança nem é investimento”, ela alerta. “Porque a inflação está maior do que o rendimento”. Sua dica é: abra uma conta em uma corretora, estude sobre Tesouro e sobre CDB. Nunca comece pela renda variável”.

O mercado de ações, por sua vez, deve ser testado aos poucos, até para verificar se o investidor tem tolerância à volatilidade. “A pessoa precisa se conhecer. Ela tem apetite ao risco? Quanto o coração dela aguenta?”, pergunta André.

“Se tem bons negócios, eu quero ser sócia. Hoje é possível com R$ 50, R$ 100 ficar sócia de empresas sólidas. Mas é preciso ter conhecimento, e de forma simples e descomplicada. O brasileiro quer acreditar que pode entrar na bolsa. A bolsa é para todos, mas de maneira devagar e segura”, complementa Carol. De preferência, ela indica, começando com uma carteira defensiva, com empresas bastante sólidas.

Os três passos para o investidor começar em ações são, segundo Carol Dias:

Com o tempo, ela diz, a prática deixa o percurso mais tranquilo para o investidor.

Confira o painel completo

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