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Euro hoje: moeda cai 0,27% com crise fiscal na França

Euro hoje: moeda cai 0,27% com crise fiscal na França

Rendimento dos títulos franceses de 10 anos supera 5% pela primeira vez desde 2002 e reacende temor de contágio na zona do euro

O euro hoje opera em queda frente ao real, cotado a R$ 5,6443, recuo de R$ 0,0153 (-0,27%) na relação EUR/BRL. O movimento reflete um ambiente de cautela nos mercados europeus, onde o agravamento dos problemas econômicos e políticos da França leva investidores a questionar se a dívida do país pode representar risco para toda a zona do euro.

Os mercados vêm soando alarmes em relação à segunda maior economia do bloco. Desde o início do ano, a moeda europeia acumula queda de quase 5% em relação ao dólar, e a pressão persiste.

O principal sinal de estresse veio do mercado de títulos. O rendimento do título francês de 10 anos, custo de empréstimo de referência do país, subiu acima de 5% nesta semana, algo que não ocorria desde 2002. Depois de atingir o patamar, o indicador registrou forte alta.

Outro termômetro acompanhado de perto pelo mercado também acendeu o alerta. O spread entre os rendimentos dos títulos franceses e alemães a 10 anos ultrapassou 170 pontos-base na quinta-feira, o maior nível desde a crise da dívida da zona do euro, no início da década de 2010.

O custo do seguro contra um eventual calote do governo francês, medido pelos credit default swaps (CDS), também está no nível mais alto desde aquele período, o que indica maior percepção de risco entre os investidores.

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Risco de contágio e fragmentação

A principal preocupação dos mercados é a chamada fragmentação: quando países que compartilham a mesma moeda passam a enfrentar custos de empréstimo muito diferentes. Esse cenário agrava a tensão nos mercados e pode provocar um aumento exorbitante nos pagamentos de dívida das nações mais afetadas.

Para quem acompanha o euro hoje, os próximos movimentos dependerão da evolução do quadro político e fiscal francês e da reação dos investidores ao mercado de dívida. Novas altas nos rendimentos e no spread em relação à Alemanha tendem a manter a moeda única pressionada, com reflexos também na cotação frente ao real.

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