De acordo com relatório de projeção para o dólar do BTG Pactual (BPAC11), a moeda americana deve permanecer no patamar de R$ 5,25 até meados do mês de setembro.
A partir daí, é esperado movimento de depreciação do real, devido à escalada de juros nos Estados Unidos e à proximidade do pleito eleitoral no Brasil.
Confira o panorama.


Incerteza fiscal e ciclo de juros nos EUA devem manter real enfraquecido
Segundo o BTG, a cotação do real nas últimas semanas apresentou volatilidade acima do usual, alcançando em meados de julho o patamar de R$ 5,50, mas voltando a negociar próximo de R$ 5,25 pela preocupação em relação ao rumo da economia dos Estados Unidos e pela incerteza que paira sobre a dinâmica das contas públicas domésticas.
No campo internacional, apesar do PIB dos EUA ter recuado por dois trimestres seguidos, o que configura recessão técnica, o primeiro semestre ainda não é encarado oficialmente como recessivo.
No quadro doméstico, o risco fiscal voltou ao centro das temáticas domésticas, especialmente pelas eleições que se aproximam.
Os projetos aprovados no Congresso que promoveram expressiva redução nos preços de combustíveis e de energia elétrica através da mudança na tributação direcionaram revisão da projeção da Selic para o final deste ano e para o próximo.
“Este quadro de juros pode colaborar na margem para uma taxa de câmbio mais apreciada, na direção do cenário central, mas o quadro global e o fiscal doméstico neste momento e a perspectiva à frente são compatíveis com taxa de câmbio ao final deste e do próximo ano em linha com o cenário alternativo, de R$ 5,20”, afirmam os analistas do BTG.
Vale lembrar que o Copom promoveu ontem a subida da Selic para 13,75% ao ano, na 12ª alta consecutiva. E houve a indicação, por parte do comitê de política monetária do Banco Central, de que pode haver mais um ajuste residual e de menor magnitude na reunião de setembro.
Para o BTG, a Selic deve chegar a 14% ao ano, na reunião de setembro. A EQI Asset aguarda a ata do Copom, dia 9 de agosto, para definir se irá reduzir ou não sua projeção da taxa de juros de 14,25% ao ano para 14%.
- Leia também: a coluna de câmbio de Alexandre Viotto.
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