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Bitcoin hoje perde suporte de US$ 82 mil após CPI dos EUA

Bitcoin hoje perde suporte de US$ 82 mil após CPI dos EUA

Criptomoeda recua 1,60% e cai para US$ 81,8 mil após inflação acima do esperado reacender temor de novas altas dos juros

O Bitcoin hoje (14) ampliava as perdas depois da divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos. Por volta das 12h35, a criptomoeda era negociada a aproximadamente US$ 81.775, com queda de 1,60% no dia.

Antes da publicação do CPI, o Bitcoin operava próximo de US$ 83,3 mil e apresentava pouca variação. A inflação mais resistente provocou uma rápida deterioração dos ativos de risco e levou a criptomoeda a perder o suporte de US$ 82 mil apontado por Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin.

“Já um dado mais forte pode trazer nova pressão, com US$ 82 mil e US$ 80 mil como regiões importantes de suporte”, havia alertado Fontes antes da divulgação do indicador.

Com a perda do primeiro patamar, a atenção dos investidores se voltava para a região dos US$ 80 mil. Uma recuperação acima dos US$ 82 mil poderia aliviar a leitura de curto prazo, enquanto uma queda sustentada ampliaria o risco de novas liquidações de posições compradas e alavancadas.

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CPI reacende cautela

O CPI dos Estados Unidos subiu 0,6% em setembro, em linha com a mediana das projeções e acima do avanço de 0,4% registrado em agosto. Em 12 meses, entretanto, o índice acelerou de 3,4% para 3,7%, superando a expectativa de 3,6%.

O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, também apresentou números acima do consenso. A alta mensal foi de 0,3%, ante previsão de 0,2%. Na comparação anual, o núcleo acelerou de 2,4% para 2,6%, acima dos 2,5% esperados.

A energia avançou 5,2% no mês, puxada pela alta de 9,1% da gasolina, que respondeu por mais da metade do crescimento mensal do índice cheio. Os custos de moradia subiram 0,4%, enquanto alimentos permaneceram estáveis.

Segundo Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o núcleo acima do esperado e a aceleração anual mantêm a inflação distante da meta de 2%. Embora o payroll de setembro tenha mostrado enfraquecimento do mercado de trabalho, ainda seriam necessários novos dados negativos de emprego para caracterizar uma tendência.

Nesse cenário, a prioridade do Federal Reserve deve continuar concentrada no combate à inflação. A leitura fortaleceu a discussão sobre uma nova elevação dos juros americanos, inclusive na reunião de outubro.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, destacou que o resultado teve reflexos imediatos sobre os mercados globais. Os rendimentos dos Treasuries avançaram, o dólar ganhou força e as bolsas americanas passaram a operar em queda.

Os juros mais altos dos títulos americanos aumentam a concorrência por capital e reduzem a atratividade de ativos de maior volatilidade. O rendimento do Treasury de dois anos chegou a 4,933%, enquanto o vencimento de dez anos alcançou 5,306%.

ETFs voltam ao azul

A queda do Bitcoin ocorreu apesar da retomada dos fluxos positivos para os ETFs à vista nos Estados Unidos. Os fundos receberam US$ 175,7 milhões em entradas líquidas na terça-feira (13), depois de vários pregões marcados por retiradas ou aportes mais fracos.

Para Fontes, um único resultado positivo ainda não confirma uma reversão. Uma sequência de entradas, porém, poderia reconstruir a demanda institucional e ajudar o Bitcoin a voltar a desafiar as resistências de US$ 85 mil e US$ 87 mil.

O fluxo dos ETFs tornou-se uma das principais fontes de demanda para o Bitcoin. Quando esses produtos recebem novos recursos, seus gestores precisam ampliar a exposição à criptomoeda. Nas sessões de retirada, essa sustentação diminui.

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Strive amplia reservas

A Strive comprou 3.311 bitcoins por aproximadamente US$ 280 milhões entre 5 e 9 de outubro. O preço médio da aquisição ficou próximo de US$ 84,5 mil por unidade.

A operação foi a maior compra individual realizada pela companhia desde janeiro e elevou sua posição total para 32.773 bitcoins. A reserva estava avaliada em aproximadamente US$ 2,7 bilhões com as cotações atuais.

A empresa também mantém exposição à Strategy por meio de ações preferenciais e possui cerca de US$ 310 milhões em caixa. A disponibilidade de recursos preserva a capacidade para novas aquisições, mesmo após a recente valorização da criptomoeda.

Solana prepara Alpenglow

No restante do mercado de criptomoedas, a Solana se preparava para implementar a atualização Alpenglow em 21 de outubro.

O projeto pretende reduzir o tempo necessário para uma transação atingir sua finalidade mais segura dos atuais 12,8 segundos para aproximadamente 150 milissegundos. A mudança pode melhorar a experiência em pagamentos, negociações e aplicações financeiras desenvolvidas na rede.

A atualização também substituirá o mecanismo TowerBFT e levará parte das votações dos validadores para fora dos blocos. O Alpenglow ainda eliminará as atuais taxas de votação cobradas a cada época e introduzirá uma tarifa fixa de admissão, reduzindo parte dos custos operacionais dos validadores.