O Tesouro Direto hoje (14) apresentava alta generalizada nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 11h35. As maiores variações apareciam nos prefixados de 2032 e 2037, com avanço de 0,21 ponto percentual ante a referência de terça-feira (13).
A rentabilidade do Tesouro Prefixado 2032 passou de 12,51% para 12,72% ao ano. O preço unitário caiu de R$ 542,87 para R$ 537,90, recuo de R$ 4,97, ou 0,92%.
No Prefixado com Juros Semestrais 2037, a taxa avançou de 12,50% para 12,71%. O preço do papel cedeu de R$ 895,04 para R$ 885,24, queda de R$ 9,80, equivalente a 1,09%. Já o vencimento de 2029 subiu de 12,40% para 12,54% ao ano.
Os títulos indexados à inflação também ofereciam rentabilidades maiores. O destaque era o IPCA+ com Juros Semestrais 2060, cuja taxa passou de IPCA + 6,54% para IPCA + 6,62%, aumento de 0,08 ponto percentual.
O preço do IPCA+ 2050 caiu de R$ 1.055,57 para R$ 1.044,46, desvalorização de R$ 11,11, ou 1,05%. A queda reflete a relação inversa da marcação a mercado: quando as taxas exigidas pelos investidores sobem, os preços dos títulos já emitidos recuam.
Inflação dos EUA eleva perspectiva de alta nos juros
A alta das taxas ocorreu depois de o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos superar as projeções em setembro. O CPI avançou 0,6% no mês, em linha com o esperado, mas acelerou de 3,4% para 3,7% em 12 meses, acima da estimativa de 3,6%.
O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% na comparação mensal, ante previsão de 0,2%. Em 12 meses, a alta foi de 2,6%, também superior ao consenso de 2,5%.
A inflação mais resistente ampliou as apostas de que o Federal Reserve poderá voltar a elevar os juros. O rendimento do Treasury de dois anos avançou para 4,933%, enquanto o título de dez anos chegou a 5,306%.
A reação alcançou a parte longa da curva brasileira. Por volta das 11h17, o DI para janeiro de 2031 estava em 12,55%, enquanto os vencimentos de janeiro de 2032 e janeiro de 2035 marcavam 12,625% e 12,675%, respectivamente.
No ambiente doméstico, o volume de serviços caiu 0,1% em agosto, contrariando a expectativa de crescimento de 0,5%. O dado reforçou os sinais de desaceleração da atividade, mas não foi suficiente para neutralizar o impacto da inflação americana sobre os juros de longo prazo.
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Tesouro Direto hoje: taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h35 desta quarta-feira, comparadas com a referência de terça-feira (13):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 12,54% ao ano — alta de 0,14 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 12,72% ao ano — alta de 0,21 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,71% ao ano — alta de 0,21 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0902% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,72% — alta de 0,04 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,75% — alta de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,61% — alta de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,64% — alta de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,62% — alta de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,62% — alta de 0,08 p.p.






