A Viveo (VVEO3) registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 21,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), redução de 52% em relação ao prejuízo ajustado de R$ 44,3 milhões apurado no mesmo período do ano passado.
A receita líquida somou R$ 2,9 bilhões, crescimento de 3,4% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 216,7 milhões, avanço de 21,8% sobre o 2T25 e o maior resultado da companhia desde o terceiro trimestre de 2023.
Margens avançam
A margem Ebitda ajustada passou de 6,3% para 7,4% em um ano. No mesmo período, o lucro bruto cresceu 14,5%, para R$ 483,9 milhões, enquanto a margem bruta avançou 1,6 ponto percentual, para 16,6%, maior nível desde o segundo trimestre de 2023.
No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida totalizou R$ 5,7 bilhões, alta de 2,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 424,8 milhões, crescimento de 25,9%, com margem de 7,4%.
“A evolução do segundo trimestre reforça a consistência operacional da Viveo e a capacidade de execução das prioridades estabelecidas para este novo ciclo. Avançamos em rentabilidade, eficiência operacional e geração de caixa, garantindo também o nível de serviço aos clientes. Definimos as agendas as quais priorizaremos e estamos fazendo o dever de casa”, afirma André Clark, CEO da Viveo.
A unidade de Hospitais e Clínicas foi o principal vetor de crescimento no trimestre. A receita líquida do segmento chegou a R$ 2,2 bilhões, alta de 10,8% em relação ao 2T25, impulsionada pelos volumes de medicamentos e pela evolução de contratos com clientes relevantes.
Nas demais linhas de negócio, a companhia citou efeitos específicos de mercado e ajustes estratégicos. Em Laboratórios e Vacinas, a comparação foi pressionada por uma base mais elevada no ano anterior e pela migração de parte da demanda de vacinas para a rede pública. No Varejo, a receita ficou estável. Em Serviços, a Viveo afirmou que avançou na adaptação do portfólio ao novo modelo de contratação das operações de manipulação, priorizando linhas mais rentáveis.
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Alavancagem cai
A Viveo também destacou a evolução da geração de caixa. O fluxo de caixa livre foi de R$ 124,8 milhões no trimestre e de R$ 170,3 milhões no semestre, alta de 36,6% em relação aos R$ 124,6 milhões registrados no primeiro semestre de 2025.
O ciclo de caixa encerrou o trimestre em 53 dias, melhora de quatro dias em relação ao 2T25. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu para 3,73 vezes, a quinta queda consecutiva, segundo a companhia.
Em junho, a empresa concluiu a renegociação das condições das principais dívidas, com extensão do cronograma de amortização e revisão da curva de covenants. Ao fim do trimestre, 93% da dívida estava concentrada no longo prazo, com prazo médio de 7,3 anos.
A companhia também anunciou, no início de junho, um aumento de capital de até R$ 869,8 milhões, mediante a emissão de até 966,4 milhões de novas ações ordinárias. A operação conta com compromisso de subscrição mínima de R$ 427 milhões por veículos de investimento geridos pela DNA Capital.
“A renegociação da dívida e o aumento de capital em curso representam avanços importantes para o fortalecimento do balanço e para a continuidade da agenda de desalavancagem. Seguimos focados em construir uma Viveo mais eficiente, com operações rentáveis, maior disciplina financeira e capacidade de geração de valor no longo prazo”, afirma Frederico Oldani, CFO da Viveo.






