Em meio à crise do processo de sucessão presidencial da Vale (VALE3), Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda e o segundo na hierarquia da pasta, atrás apenas do ministro Fernando Haddad, está sendo cogitado para substituir Eduardo Bartolomeo, que deixará o cargo no final do ano.
De acordo com o jornalista Lauro Jardim, conselheiros da Vale sondaram Durigan para a posição de próximo CEO da companhia.
O número dois da Fazenda teria confidenciado aos conselheiros que, apesar de sua posição atual, não deseja ser visto como o candidato do governo, para evitar um episódio semelhante ao que ocorreu com o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Jardim também informa que Durigan só estaria disposto a prosseguir nas conversas se houver consenso em torno de seu nome.
O jornalista ainda destaca que Haddad já estaria ciente da situação.
Com 40 anos, Durigan é formado em Direito pela Universidade de São Paulo. Ele já atuou como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil. Desde o ano passado, faz parte do conselho fiscal da Vale e preside o conselho de administração do Banco do Brasil (BBAS3).
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Vale: entenda a crise de sucessão
Na semana passada, vazou uma lista com 15 nomes elaborada pela consultoria Russell Reynolds, que está auxiliando a companhia no processo de sucessão presidencial de Eduardo Bartolomeo. A lista inclui Gustavo Werneck, CEO da Gerdau (GGBR4), Maurício Bähr, CEO da Engie Brasil, Antonio Maciel Neto, CEO da Caoa, Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras (PETR4), entre outros.
No entanto, essa lista teria causado conflitos internos no Conselho da Vale. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e maior acionista individual da VALE3, teria se descontentado com a lista por não incluir um nome mais próximo do governo.
Além disso, a liderança da Vale vinha sendo alvo de forte pressão do governo Lula, que tentava indicar o ex-ministro Guido Mantega como CEO. Essa possibilidade, no entanto, foi duramente criticada pela mineradora e pelo mercado.
O vazamento da lista teria, segundo Jardim, provocado um “estado de guerra” dentro do conselho da Vale. Uma ala do conselho confirmou que dois nomes da lista estarão na lista tríplice que será votada no final de setembro e que o terceiro nome deverá ser um nome interno da própria Vale. Este seria um acordo realizado pelos conselheiros meses atrás.
Além disso, Jardim indica que Gustavo Pimenta, executivo da Vale, deverá ser o vice-presidente financeiro da companhia. Ele também informa que o Governo Federal continua influenciando o ambiente, sugerindo alguns nomes para o conselho.
No entanto, nem tudo são flores. Segundo Jardim, há uma ala do conselho que deseja promover uma revolução dentro da companhia com o objetivo de implodir o conselho. Isso seria feito convencendo alguns conselheiros a renunciar, forçando assim a eleição de um novo grupo.
E não é só isso. A coluna do jornalista menciona que há conselheiros trabalhando para atuar nas vice-presidências da mineradora. Inclusive, há uma expectativa de que seja (re)criada em breve a vice-presidência de Relações Institucionais, o que aumentaria a movimentação interna dos conselheiros.
Apesar da situação, a Vale emitiu uma nota negando o estado belicoso durante o atual processo de sucessão da companhia.
A posse do novo presidente está prevista para 1º de janeiro de 2025. Espera-se que entre agosto e setembro o processo já esteja se encaminhando para o fim.
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