As bolsas de valores asiáticas encerraram o pregão desta quarta-feira (18) em forte alta, com destaque para o desempenho das empresas de tecnologia, que sustentaram os principais índices da região em meio à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve. O índice sul-coreano KOSPI liderou os ganhos, avançando 5,04%, enquanto o japonês Nikkei subiu 2,87%, refletindo o apetite por ativos de risco antes dos comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre os riscos inflacionários ligados à alta do petróleo.
Na China, os mercados apresentaram desempenho mais moderado, mas ainda positivo. O índice de Xangai registrou alta de 0,32%, enquanto o Shenzhen avançou 1,06%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,61%, e em Taiwan, o Taiex teve valorização de 1,51%. O movimento indica uma recuperação gradual do sentimento dos investidores na região, ainda que com cautela diante das incertezas externas.
O foco global permanece voltado para a reunião do Federal Reserve, especialmente em relação ao tom que será adotado por Powell diante do recente avanço dos preços do petróleo. O cenário geopolítico, marcado pela intensificação da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem elevado as preocupações com a inflação global, uma vez que pressiona os custos de energia.
Na Europa
Na Europa, os mercados seguem a tendência positiva observada na sessão anterior, também reagindo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A queda dos preços do petróleo durante a madrugada contribuiu para aliviar parte das tensões inflacionárias, favorecendo o desempenho das bolsas.
Por volta do início da manhã, o índice de Londres registrava alta de 0,31%, enquanto Frankfurt avançava 0,91% e Paris subia 1,07%. Os índices pan-europeus STOXX 50 e STOXX 600 também operavam em alta, com ganhos de 0,87% e 0,53%, respectivamente.
Apesar do alívio momentâneo, analistas avaliam que a volatilidade deve permanecer elevada nos próximos dias, à medida que investidores reagem tanto às decisões do Fed quanto à evolução do cenário geopolítico, que continua sendo um dos principais vetores de risco para os mercados globais.






