Home
Notícias
Resumo da semana: ata do Copom e inflação no Brasil e nos EUA foram o foco

Resumo da semana: ata do Copom e inflação no Brasil e nos EUA foram o foco

O resumo da semana de 8 a 12 de agosto é que os mercados só querem saber de juros. No Brasil, a ata do Copom e o resultado negativo do IPCA fizeram com que o mercado interpretasse, majoritariamente, que a taxa Selic deve estacionar em 13,75%. Nos EUA, dados de inflação mais fracos que o previsto, depois […]

O resumo da semana de 8 a 12 de agosto é que os mercados só querem saber de juros.

No Brasil, a ata do Copom e o resultado negativo do IPCA fizeram com que o mercado interpretasse, majoritariamente, que a taxa Selic deve estacionar em 13,75%.

Nos EUA, dados de inflação mais fracos que o previsto, depois de um payroll bastante forte, aumentam as apostas de que o Fed não precisará ser tão duro na escalada dos juros. A dúvida é se, em setembro, o Fed avança com 50 ou 75 pontos base.

Veja o que mais foi destaque na semana.

Resumo da semana no Brasil

Para onde vai a Selic 1: a ata do Copom

Na ata divulgada na terça-feira (9), o Copom deixou em aberto se haverá novo aumento da taxa básica de juros, residual e em menor escala, mas salientou que irá observar até a próxima reunião, em setembro, se manter os juros altos por um período mais longo não seria já suficiente para conter a escalada dos preços. 

Na visão de Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, o comitê está mais inclinado a manter a Selic em 13,75% pelo menos até junho de 2023 para, aí sim, dar início a um ciclo de queda de juros. 

Publicidade
Publicidade
Gráfico da Selic
Escalada da Selic

Para onde vai a Selic 2: o IPCA

Na quarta (9) saiu o IPCA, inflação oficial, com deflação de 0,68%, a maior da série histórica do IBGE, que começou em 1980.

O resultado foi puxado pela queda nos preços dos combustíveis e da energia, refletindo a queda nos preços praticados nas refinarias pela Petrobras (PETR3, PETR4) e a redução das alíquotas do ICMS.  

Fora esses itens, Kautz entende que os números continuam pesados, especialmente em Núcleos, Serviços e Industriais. 

A EQI Asset espera para agosto uma nova deflação, entre 0,10% e 0,20%, a depender dos impactos das medidas ainda relacionadas a cortes de tributos.

Gráfico mostra a evolução da inflação das famílias brasileiras pelo IPCA.
Divulgação/IBGE

Vendas no varejo decepcionam

As vendas no varejo, divulgadas na quarta-feira (10), recuaram 1,4%, na segunda variação negativa consecutiva do setor. Para Stephan Kautz, o resultado veio bem fraco, com nenhum setor do varejo com resultado positivo.

gráfico com vendas no varejo
Fonte: IBGE

Serviços avançam no mês, mas com retração trimestral

Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, apontou crescimento de 0,7% do setor em junho. 

Economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz avaliou que o resultado veio melhor do que a expectativa.

“Entretanto, quando a gente olha o agregado do segundo trimestre em relação ao primeiro, no primeiro trimestre o setor de serviços cresceu 1,6%, e agora neste trimestre ele cresceu 1%, o que configura uma desaceleração em termos de taxa de crescimento de um trimestre para o outro”, explicou.

Esse resultado, elencou, corrobora a visão de que o melhor momento da atividade talvez esteja ficando para trás. 

“A gente já teve o varejo com uma contração bastante forte, serviços um pouco melhor, mas a média móvel trimestral veio mais fraca e isso configura uma economia que vai se dirigindo para o terceiro trimestre com uma perspectiva de desaceleração na atividade”, destacou.

Conforme Kautz, a EQI Asset mantém a projeção do PIB em 1% para o segundo trimestre de 2022, de olho nos dados para agosto, dados os impactos dos repasses do governo na economia.

Gráfico com crescimento do setor de serviços.
Fonte: IBGE

Resumo da semana no exterior

EUA: Inflação surpreende positivamente

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI em inglês) surpreendeu positivamente e animou os mercados, que reagiram com altas. 

CPI se manteve inalterado (0%) em julho, ante projeção do consenso do mercado de alta de 0,2%. Em junho, a alta foi de 1,3%. Na comparação anual, o CPI subiu 8,5%, versus consenso de 8,7% e 9,1% em junho. O núcleo, que exclui os itens mais voláteis, avançou 5,9% em base anual, contra 6,1% estimado.

O resultado mexeu com as apostas sobre o aumento de juros nos Estados Unidos. 

Até aqui, depois de um payroll bastante forte, a expectativa era por aumento de 0,75 ponto porcentual. Mas com a inflação arrefecendo, o entendimento muda. 

Apesar da reação positiva do mercado, membros do Fed foram firmes em suas colocações de que é preciso mais resultados de inflação como este para se começar a cogitar uma parada na escalada dos juros. 

gráfico CPI por categorias
CPI por categorias. Fonte: BLS

Preços ao Produtor dos EUA melhor que a expectativa

Índice de Preços ao Produtor (PPI), que caiu 0,5% em julho; ante projeção de alta de 0,2%. E se juntou ao CPI na semana para mexer nas apostas para os juros.

Gráfico mostra a evolução da inflação ao produtor nos EUA.
PPI EUA. Fonte: BLS

Inflação abaixo do previsto também na China

O CPI chinês teve alta de 2,7% na comparação anual, abaixo da expectativa de 2,9%. E a inflação ao produtor (IPP ou PPI, em inglês) subiu 4,2% em julho, também na comparação anual, ante projeção de 4,5%.

Zona do euro: produção industrial em alta

A produção industrial da zona do euro subiu 0,7% em junho e 2,4% na comparação anual, superando as expectativas de 0,2% e 0,8%, respectivamente. 

Gráfico com produção industrial na zona do euro
Produção industrial. Fonte: Eurostat

PIB Reino Unido recua menos que projeção

O Reino Unido divulgou recuo de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre na comparação mensal. Na anual, o avanço é de 2,9%, pouco acima da projeção de 2,8%.

Gostou do resumo da semana? Quer ajuda para investir melhor? Preencha o formulário que um de nossos assessores entrará em contato. Aproveite e baixe, gratuitamente, e-books e ferramentas, que vão te ajudar a investir melhor!