O ouro encerrou esta quarta-feira (14) em forte queda, ampliando as perdas pelo terceiro pregão consecutivo após a inflação dos Estados Unidos aumentar as apostas em novas altas dos juros pelo Federal Reserve.
Os contratos futuros de ouro para dezembro fecharam em queda de 1,7%, a US$ 4.107,90 por onça. No mercado à vista, o metal recuava 1,8%, para US$ 4.083,94 por onça, às 14h05 no horário da costa leste dos Estados Unidos, atingindo o menor nível desde 7 de outubro.
A pressão aumentou após a divulgação do índice de preços ao consumidor americano. O CPI avançou 0,6% em setembro, depois de uma alta de 0,4% em agosto. O resultado reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode precisar manter uma política monetária mais restritiva.
Depois dos dados, a probabilidade atribuída pelo mercado a uma alta dos juros ainda em outubro subiu para cerca de 42%, ante aproximadamente 22% antes da divulgação. Para dezembro, a chance precificada de aumento chegou a 93%, segundo a ferramenta FedWatch da CME citada pela Reuters.
O dólar também ganhou força, com o índice DXY avançando 0,5%, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dez anos subiram. Os dois movimentos pesam sobre o ouro: a valorização da moeda americana torna o metal mais caro para compradores de outros países, enquanto juros maiores aumentam a atratividade de ativos que oferecem rendimento.
A queda desta quarta-feira reforça a perda de força do ouro no curto prazo. Apesar disso, analistas ouvidos pela Reuters avaliam que compras de bancos centrais e preocupações com a dívida dos Estados Unidos podem continuar oferecendo suporte ao metal em um horizonte mais longo.






