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O que fazer quando o preço do Bitcoin cai?

O que fazer quando o preço do Bitcoin cai?

Quando o mercado de criptomoedas despenca, a pergunta certa não é “quanto estou perdendo?”, mas “mudou alguma coisa no meu motivo para comprar?”

O mercado de criptomoedas volta a testar a paciência dos investidores nesta segunda-feira (27). O Bitcoin acumula uma queda de cerca de 38% desde a máxima histórica de US$ 125.071 atingida em outubro de 2025. Para quem está com o portfólio no vermelho, a tentação de apertar o botão de venda é grande. Mas um relatório da plataforma Nexo sugere que essa é, na maioria das vezes, a pior decisão possível.

O ponto de partida do framework proposto pelo relatório é uma única pergunta: “Você realmente precisa desse dinheiro nos próximos 12 meses?”

Não se trata de saber se o dinheiro seria útil ou se você se sentiria melhor em caixa. A questão é objetiva: há uma obrigação financeira concreta e próxima que esse capital precisa cobrir? “Se a resposta for não, vender durante uma queda quase nunca é a decisão ótima”, afirma o relatório da Nexo.

Para quem não precisa do dinheiro, o guia apresenta quatro caminhos. O primeiro é simplesmente não fazer nada — e o relatório defende que essa é uma escolha ativa e racional.

“Não fazer nada é uma decisão ativa. Significa que você confirmou que sua tese está intacta e que segurar durante a volatilidade é a escolha certa”, explica o documento.

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O argumento histórico é poderoso: o Bitcoin caiu 83% entre novembro de 2021 e novembro de 2022 e atingiu nova máxima em 2025.

“Todo grande ativo cripto que sobreviveu aos primeiros cinco anos se recuperou até de suas piores quedas”, ressalta o relatório.

Acumular

A segunda opção é comprar mais, por meio do método de aportes regulares, o chamado dollar-cost averaging. Mas o relatório é cauteloso:

Comprar mais estendendo sua posição financeira converte uma estratégia calculada em uma perigosa.” A recomendação vale apenas para quem tem convicção na tese e capital disponível que não será necessário em outro momento.

Trabalhar o portfólio

A terceira saída é fazer o portfólio trabalhar enquanto o mercado se recupera, gerando rendimentos sobre os ativos mantidos. A quarta — e menos conhecida — é usar as criptomoedas como garantia para uma linha de crédito, obtendo liquidez sem precisar vender.

“A lógica estratégica é a mesma que investidores ricos usam com imóveis e ações há gerações: tomar emprestado contra ativos em valorização em vez de vendê-los”, aponta o relatório.

O guia também lista o que definitivamente não fazer: vender apenas porque o preço está caindo, comprar mais com dívida, migrar para stablecoins sem um plano de retorno e, sobretudo, agir impulsivamente.

“Espere 48 horas antes de tomar qualquer decisão irreversível. A maior parte da urgência que você sente durante uma queda brusca é emocional”, conclui o relatório da Nexo. No mercado de cripto, a paciência costuma ser o ativo mais valioso.