O Hyperliquid (HYPE) é o nome em que Mercado Bitcoin e 21Shares em comum nas recomendações de cripto para o mês de junho. As duas casas chegam ao ativo por caminhos diferentes, mas com a mesma leitura de fundo, a de que a infraestrutura de derivativos descentralizados virou uma das frentes mais consistentes do setor.
A 21Shares, emissora de ETPs de criptoativos destaca que o HYPE acumula alta de mais de 100% no ano, enquanto o Bitcoin (BTC) recua cerca de 10% no mesmo período.
Esse cenário revela um momento em que o mercado está mais defensivo, com o Bitcoin operando na região dos US$ 73 mil depois de testar os US$ 82 mil semanas atrás. Apesar disso, as recomendações para junho seguem construtivas, com o Bitcoin como base e um grupo de altcoins selecionadas para capturar narrativas específicas.
Hyperliquid no centro
Para o Mercado Bitcoin, a tese do HYPE está na infraestrutura.
A plataforma é uma corretora descentralizada voltada a contratos perpétuos e derivativos, com experiência de uso próxima à de uma exchange centralizada, alta velocidade e taxas baixas.
“A rede se fortaleceu pelo crescimento no volume de negociações e da geração de taxas dentro do próprio ecossistema, fortalecendo a percepção de que a Hyperliquid pode se consolidar como uma das principais infraestruturas descentralizadas, especialmente em um contexto de expansão global dos mercados de derivativos digitais”, avalia Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.
A 21Shares mostra que essa tese já está em curso. A estreia do primeiro ETF americano do ativo levou o HYPE à descoberta de preço, e a chamada tese de exchange universal ganhou tração ao ponto de mercados tradicionais responderem por cinco dos dez ativos mais negociados na plataforma. A desconexão entre a alta do HYPE e a queda do Bitcoin no ano, para a casa, é real e sustentada pela adoção crescente da plataforma.
Ainda assim, o ativo é volátil e concentra risco. A valorização expressiva em poucos meses convive com a possibilidade de correções igualmente fortes, característica comum a tokens de projetos mais jovens e de menor capitalização.
Bitcoin como âncora
No Bitcoin, as duas casas concordam no destino, mas divergem no momento. O Mercado Bitcoin recomenda o ativo por seu papel de reserva de valor e pelo avanço da adoção institucional, de empresas de tecnologia a fundos e governos, com a demanda dos ETFs à vista nos Estados Unidos como impulso de curto prazo.
A 21Shares trata o mesmo motor, os fluxos de ETF, sob outra ótica. Depois de um começo de ano forte, a demanda virou em maio, com mais de US$ 2 bilhões em saídas na segunda metade do mês e as primeiras semanas negativas consecutivas em mais de dois meses.
“Mesmo assim, a casa enxerga uma correção dentro de um ciclo ainda intacto, sustentada pela acumulação dos investidores de longo prazo, que seguem comprando em vez de distribuir”, escreve Maximiliaan Michelsen, da equipe de pesquisa da 21Shares.
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As outras apostas
A lista do Mercado Bitcoin para junho vai além do Bitcoin e do Hyperliquid. A Solana (SOL) entra pela força da rede, com mais de 240 aplicações descentralizadas e valor total bloqueado de US$ 10,7 bilhões, o segundo maior entre todas as chains, segundo a casa. A expectativa de um ETF à vista na bolsa americana, possivelmente com staking, é citada como gatilho para a entrada de capital institucional.
O Ethereum (ETH) aparece pela base que sustenta boa parte dos projetos de DeFi e NFTs, em um momento em que a busca por blockchains escaláveis e a reprecificação de ativos de risco favorecem a rede. A casa projeta valorização moderada, apoiada no crescimento de transações em staking e em soluções de layer 2.
Já a Near Protocol (NEAR) entra pela narrativa de inteligência artificial, com a tecnologia de sharding Nightshade e o foco em Web3 e em aplicações para o usuário comum.






