A Cogna (COGN3) reportou queda de 76,2% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025, em um balanço marcado também por pressão no EBITDA recorrente. No período, o lucro somou R$ 220 milhões, ante R$ 925,8 milhões no mesmo intervalo de 2024. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu 28,9%, para R$ 625,5 milhões, ante R$ 879,9 milhões em 2024.
O EBITDA recorrente atingiu R$ 769,1 milhões no trimestre, queda de 5,3% na comparação anual, enquanto a margem recuou 2,7 pontos percentuais, para 34,9%. Apesar da piora no trimestre, no acumulado de 2025 o indicador avançou 5,7%, para R$ 2,299 bilhões.
A receita líquida da companhia, por sua vez, cresceu 1,9% entre outubro e dezembro, para R$ 2,201 bilhões, e somou R$ 7,017 bilhões no ano, alta de 9,3%.
Cogna atribui pressão no trimestre a efeitos pontuais em Saber e Kroton
Na mensagem da administração, a companhia afirmou que os números do trimestre “podem gerar surpresa”, mas argumentou que a leitura fica distorcida por eventos específicos em Saber e Kroton.
Segundo a Cogna, o adiamento, pelo governo federal, do cronograma de compras de livros do Ensino Médio no âmbito do PNLD retirou cerca de R$ 166,6 milhões de receita líquida e R$ 52,3 milhões de EBITDA recorrente no 4T25, com o faturamento sendo deslocado para o primeiro trimestre de 2026.
A empresa também destacou que a base de comparação da Kroton foi impactada por uma reversão de provisão de contingências de R$ 35 milhões no quarto trimestre de 2024.
“Desconsiderando os efeitos em Saber e em Kroton descritos acima, teríamos um crescimento de EBITDA recorrente em Cogna de aproximadamente 5,7% no 4T25 e não mais um decréscimo de 5,3%”, afirmou a administração.
No lucro líquido, a Cogna seguiu a mesma linha de argumentação. A companhia lembrou que o resultado de 2024 havia sido beneficiado por reversões de contingências ligadas a processos de Imposto de Renda sobre ágio, no montante de R$ 806,8 milhões. Segundo a administração, ao excluir esse efeito, o lucro líquido de 2024 teria sido de R$ 73,1 milhões, o que faria o lucro de 2025 representar um avanço de R$ 552,4 milhões.
Apesar da pressão nos indicadores trimestrais, a geração de caixa foi um dos pontos positivos do balanço. Em 2025, a geração de caixa operacional após capex cresceu 22%, para R$ 1,274 bilhão, enquanto a geração de caixa livre avançou 81,1%, para R$ 716,2 milhões.
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