A Binance e o Mercado Bitcoin confirmaram ataques hackers ocorridos entre 29 de outubro e 2 de novembro, que provocaram a suspensão temporária de serviços nas duas plataformas. Em comunicados, as corretoras anunciaram medidas para recuperar os ativos e afirmaram que seus clientes não terão perdas em razão dos incidentes.
O ataque à Binance ocorreu na quinta-feira (29) e resultou no desvio de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em criptoativos, segundo a empresa. A corretora suspendeu os saques enquanto investigava o caso e revisava seus sistemas.
No sábado (31), a companhia informou que havia recomposto 90% do valor afetado. Para cobrir as perdas, anunciou o uso de recursos próprios, do Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU) e de parte do fundo de seguro de operações de futuros.
Binance diz ter coberto 95% do valor roubado
A retomada dos saques começou no domingo (1) para determinados ativos e redes. De acordo com a Reuters, os clientes retiraram US$ 3,64 bilhões líquidos da plataforma em nove horas e meia naquele dia. O número representa a diferença entre saques e depósitos, separadamente do valor roubado.
Ontem (2), a Binance atualizou para aproximadamente 95% a parcela recomposta. Os 5% restantes envolviam tokens com menor liquidez, cuja compra em grandes quantidades demanda mais tempo, conforme citou a corretora.
Nesta terça-feira (3), a empresa anunciou outra etapa de liberação dos saques, abrangendo mais criptomoedas e redes. A reabertura ocorre gradualmente, conforme a conclusão das verificações de segurança. A Binance reiterou que assumirá o impacto financeiro do ataque.
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Mercado Bitcoin garante que clientes não perderão ativos
O Mercado Bitcoin identificou o incidente na madrugada de segunda-feira. Em nota enviada à reportagem, a empresa garantiu que seus clientes não terão perda de ativos.
“Assim que o incidente foi detectado, o Mercado Bitcoin acionou seus protocolos de governança, notificou as autoridades competentes e, por segurança, decidiu tirar a plataforma temporariamente do ar até ter condições seguras para a retomada. A empresa informará o prazo de retomada nas próximas atualizações, que serão divulgadas de forma centralizada em seus canais oficiais”, afirmou.
Segundo a nota, cerca de US$ 38 milhões em ativos permanecem envolvidos no incidente. Outros US$ 11 milhões já foram bloqueados com apoio de emissores e parceiros especializados, como Tether, Circle, BRL1, Paxos e Chainalysis.
A corretora informou que identificou outros ativos passíveis de bloqueio e continua trabalhando para ampliar a recuperação.
O MB também alertou que não solicita senhas, códigos de verificação ou frases de recuperação, nem oferece reembolsos por links, WhatsApp ou telefone. As atualizações serão divulgadas pelo aplicativo, site e perfis oficiais no Instagram e no X.






