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Marcação a mercado tem a ver com valor justo de um ativo; saiba tudo aqui

Marcação a mercado tem a ver com valor justo de um ativo; saiba tudo aqui

Osni Alves

Osni Alves

02 Mai 2022 às 10:45 · Última atualização: 04 Mai 2022 · 13 min leitura

Osni Alves

02 Mai 2022 às 10:45 · 13 min leitura
Última atualização: 04 Mai 2022

O termo marcação a mercado, muito comum no mundo dos investimentos, tem a ver com valor justo de um ativo.

O termo marcação a mercado, muito comum no mundo dos investimentos, tem a ver com valor justo de um ativo. Entretanto, não são todas as pessoas que dominam esse mecanismo.

Por isso, a EQI Investimentos preparou esse artigo de maneira a esclarecer tudo sobre a contabilidade de valor justo de ativos ou passivos com base no preço de mercado atual.

Desta forma, te convidamos a prosseguir na leitura deste conteúdo até o final. Bora lá?!

O que é e para que serve a marcação a mercado?

A marcação a mercado serve para atualizar diariamente o preço de um ativo ou passivo e o resultado dessa indicação poderá fazer com que o investidor decida pela realização do investimento ou realocação.

No segmento de renda fixa, por exemplo, é muito comum que o investidor acompanhe suas aplicações periodicamente e, ao fazer isso, ele percebe que o valor da quantia varia diariamente. Ou seja, há uma atualização constante.

Acontece que a renda fixa não é … fixa. Isso porque existem dois tipos de renda fixa, sendo eles a pós-fixada e a prefixada.

Para se ter ideia, a pós-fixada segue algum índice de referência. No Brasil, costuma-se indexar os investimentos ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e à taxa Selic, no caso do Tesouro Direto Selic.

Assim, como os investimentos pós-fixados possuem sua rentabilidade atrelada a algum índice, quando esse índice varia, a taxa do investimento também varia. Portanto, não são fixos.

E o prefixado em relação à marcação a mercado?

Boa pergunta. O título prefixado possui uma variação maior ainda. Esse tipo de título possui um valor fixo, já estipulado, na sua data de vencimento. Então, se você segurar o título até o vencimento, terá a rentabilidade contratada no momento da compra do título.

Porém, é preciso esclarecer que a taxa do título possui uma marcação a mercado, ou seja, todos os dias úteis os investidores fazem novas negociações que interferem no valor dessa taxa. Em momentos em que o mercado precifica um maior risco no ativo, as taxas costumam subir, quando o contrário ocorre, as taxas costumam cair.

É por isso que os preços dos títulos variam de maneira contrária às taxas: quando as taxas sobem, os preços dos títulos caem, quando as taxas caem, os preços dos títulos sobem.

Com essa explicação, fica mais fácil compreender, agora, que marcação a mercado é uma atualização diária tanto nos preços de títulos de renda fixa (como Tesouro Selic e CDBs), quanto em produtos de renda variável, incluindo fundos de investimento. Esse ajuste pode acontecer tanto para baixo quanto para cima.

O mecanismo tem reação ao preço de venda do dia?

É exatamente isso, pois a marcação de um ativo passa pelo preço de venda – ou seja, é o preço que você conseguiria de volta caso vendesse o seu ativo hoje.

Isso faz com que na renda fixa a marcação a mercado seja um fator importante para quem quer pedir o resgate antecipado de algum título e, dentre os títulos ajustados por esse recurso estão:

  • CDB;
  • CRI e CRA;
  • Tesouro Direto;
  • LCI e LCA.

Entendi o que é e o que faz, mas como funciona esse recurso?

Esta é uma excelente pergunta e pode-se dizer que a marcação a mercado acontece levando em consideração principalmente três fatores: o contexto econômico (com fatores como a taxa Selic, a inflação, acontecimentos na política, mercado externo etc), o apetite dos investidores (demanda por um determinado ativo) e o valor dos novos títulos que estão sendo emitidos no mercado.

Para ilustrar, suponha que o investidor tenha adquirido nesta data um título do Tesouro Direto prefixado com uma taxa de remuneração de 5% ao ano. Caso ele tenha alocado R$ 1.000 nesse investimento, pode-se dizer que, no termo técnico, esse é o Preço Unitário (PU), ou seja, o preço que o comprador pagaria no início do investimento.

Mais à frente a taxa básica de juros sobe e leva consigo ao reajuste de vários outros títulos que acabam pagando mais.

Nesse cenário, significa dizer que este investimento vai ficar menos atraente, ter menos demanda dos investidores e, consequentemente, valer menos, e é exatamente aí que entra a marcação a mercado, reajustando o valor do título em questão sendo que, neste caso, para baixo.

Mas e se a taxa de juros cair?

Bom, caso a taxa de juros faça um movimento diferente do que indicado no último parágrafo, os novos títulos vão acabar pagando menos e o investimento anterior – renda fixa com R$ 1.000 alocados (PU) – acaba ficando mais interessante por se valorizar.

Isso tudo ilustra uma oscilação que faz com que o investidor acabe ganhando mais ou menos dinheiro do que pretendia. Investidores de primeira viagem acham que sempre vão ganhar a mais, mas o mercado é um organismo vivo que vai se ajustando dia após dia e isso implica na rentabilidade dos papéis.

Por isso, nem sempre quando a taxa de juros sobe se ganha mais dinheiro, como visto neste caso em especial, já que o Preço Unitário (PU) caiu.

Porém, na outra ponta, quando a taxa de juros aumenta, o Preço Unitário do título cai. Em contrapartida, quando a taxa diminui, o Preço Unitário sobe.

Entender esse movimento ajuda a saber quando vender ou segurar um título?

É exatamente isso! Quando o investidor entende o que é e como funciona a marcação a mercado, esse conhecimento acaba ajudando-o a saber a hora certa de vender ou segurar um título.

Na prática, se ele vender o título antes da data de vencimento, vai receber o preço de mercado daquele dia, e este poderá ser maior ou menor do que se pretendia inicialmente de acordo com as mudanças na taxa de juros.

Mas uma ressalva é importante: a marcação a mercado acontece de forma diferente em cada tipo de ativo. Alguns fatores interferem nesse cálculo, mas cada caso tem suas particularidades.

Quais as diferenças em relação a cada tipo de ativo?

Bom, a liquidez, por exemplo, pode ser alterada, visto que a marcação a mercado acontece com uma frequência diferente para ativos com maior ou menor liquidez, como títulos públicos.

Por liquidez, entenda a velocidade com que o investidor consegue vender um investimento e, assim, transformar esse ativo em dinheiro.

Por isso, em investimentos de maior liquidez a marcação a mercado é mais rápida e se baseia no fechamento dos preços ao fim do dia.

Para se ter ideia, o próprio Tesouro Direto divulga esses valores todos os dias por meio do programa de compra de títulos do Tesouro Nacional. Aqui, as principais referências são as expectativas futuras para indicadores macroeconômicos, como a taxa DI e a inflação.

Na outra ponta, os investimentos de menor liquidez têm os seus valores marcados de acordo com a estimativa de preço justo para a sua negociação.

Então, o tipo de rentabilidade influencia na base de cálculo?

Sim, o tipo de rentabilidade influencia na base de cálculo, pois o preço diário dos títulos de renda fixa depende do tipo de rentabilidade de cada investimento.

Tanto é assim que o pós-fixado tem seu preço ajustado diariamente pela variação da taxa referência para a remuneração, seja ela a Selic ou o CDI.

Os prefixados, por sua vez, que são atrelados à inflação, oscilam segundo as expectativas do mercado para a taxa Selic durante todo o período até o vencimento do investimento.

Assim, quando o mercado espera uma alta nos juros, a rentabilidade final do seu título deve subir, enquanto o preço atual dele tende a diminuir. Se a expectativa for de baixa nos juros, a rentabilidade diminui e o preço sobe.

Pode-se dizer que o mesmo acontece com os títulos atrelados à inflação, por exemplo o Tesouro IPCA+.

Então não vale a pena resgatar o investimento antecipadamente?

Opa, não significa que não valha resgatar antecipadamente, visto que a marcação a mercado só é levada em consideração quando se pretende realizar o investimento antes do prazo. Ao contrário, esse mecanismo está aí para te mostrar se, naquele cenário, é melhor resgatar ou não. Pode ser que sim, mas também pode ser que não.

Mas uma coisa é certa: se o investidor segurar o título até a data de vencimento, ele vai receber exatamente o que foi calculado na prévia do investimento. Acontece que muita gente, por diversas razões, acaba antecipando o resgate e isso cabe a cada um.

Assim, por meio da marcação a mercado há transparência na operação, ou seja, ela ajuda a refletir o real valor do investimento.

Tanto é assim que o recurso é utilizado como padrão para atualização dos papéis desde 2002, por decisão do Banco Central do Brasil.

A marcação a mercado ajuda a equilibrar a rentabilidade entre os investidores, garantindo transparência e confiabilidade ao mercado. Antes disso, os ativos tinham seus preços baseados na curva do valor teórico desses papéis.

Ela serve para outros tipos de investimentos?

Por certo que sim. A marcação a mercado serve também, por exemplo, para fundos de investimento, modalidade em que investidores compram um determinado número de cotas do fundo. Essas cotas terão seus preços definidos pela marcação a mercado.

Da mesma maneira, na hora de vender ele saberá o preço do ativo por meio do mecanismo e, assim, vai receber o valor por cota referente à marcado a mercado do último dia de cotização daquele resgate.

Para além disso, a marcação a mercado em fundos de investimento tem outra função muito importante, que é garantir que cada cotista receba uma remuneração proporcional à sua participação, independentemente de quantas pessoas entrarem e saírem do fundo no período.

Pode-se dizer, ainda, que negociar as cotas pelo seu valor de mercado evita a transferência de riqueza e o acúmulo de prejuízo final. A curva de valor teórico é uma referência para investidores que pretendem levar o título até o vencimento.

Como calcular a marcação a mercado?

O cálculo de marcação a mercado varia conforme as grandezas que influenciam os investimentos.

No caso do tesouro direto, por exemplo, é possível seguir a fórmula abaixo para precificar seu título:

Preço = Valor Nominal / (1 + Taxa) ^ Dias de investimento / 252

Note que:

O Valor Nominal do tesouro direto corresponde sempre a R$1.000,00;

^ corresponde à representação do expoente, sendo a potência (1+ Taxa);

A taxa de juros corresponde à rentabilidade do investimento, sendo Selic, CDI ou IPCA;

O número 252 corresponde à média de dias úteis no ano;

Os dias de investimento correspondem aos dias úteis da duração de rentabilidade do título.

Tá, e daí?

Bom, aprendemos que marcação a mercado é a atualização diária da precificação dos investimentos de Renda Fixa, ativos de Renda Variável e Fundos de Investimentos.

Vimos que esse mecanismo serve para acompanhar os investimentos, bem como ver a rentabilidade dos papéis em caso de resgate antecipado, algo que não é muito recomendado, mas vai da necessidade do investidor.

Vimos ainda que a renda fixa não é realmente fixa, em razão de estar vinculada a um indexador variável e o preço do título pode ser outro, se resgatado antecipadamente.

Esse panorama mostra que a marcação a mercado pode ser considerada a “reprecificação” diária feita a partir da atualização dos valores dos investimentos de Renda Fixa, produtos da Bolsa de Valores e cotas de Fundos de Investimentos.

Assim, por se tratar de ajuste diário, geralmente ocorrem mudanças nos preços tanto para baixo quanto para cima, de acordo com os fatores envolvidos.

Compreendemos que a importância desse recurso está no fato de que ele mostra exatamente o preço de um ativo no dia e isso ajuda a compreender as oscilações diárias e ajuda na tomada de decisão, seja pela venda ou pela manutenção do produto em carteira.

Sem o auxílio desse recurso, o investidor fica às escuras e caso venha a se desfazer do título antes do prazo oficial de resgate poderá ganhar a mais, o mesmo que estabelecido no dia da compra ou, muito provavelmente, menos do eu pretendia quando obteve o título.

Recorrendo a assessores para se municiar de todas as informações

Mesmo compreendendo tudo acerca de marcação a mercado, é recomendável também contar com profissionais especializados na hora de fazer levantamentos, cálculos e decidir por vender ou segurar.

A EQI Investimentos, por exemplo, conta com mais de mil profissionais treinados para oferecer sempre a melhor assessoria sobre todo tipo de investimento. A empresa atende por telefone, chat, e-mail e coloca seu time à disposição para ligar aos interessados também.

Além disso, mantém no ar o portal Euqueroinvestir.com com notícias, artigos e análises de maneira a manter seu público sempre bem-informado. E não apenas isso, mas também um canal no YouTube com aulas, análises, call de mercado e tudo o que é essencial ao investidor, seja ele iniciante ou alguém cum uma carteira robusta.

EQI é BTG Pactual (BPAC11)

A EQI alcançou, recentemente, R$ 14 bilhões sob custódia, o que faz dela uma das maiores assessorias do país. Isso se dá também por conta dos muitos escritórios em cidades importantes, sendo capitais ou não.

Além disso, a EQI é associada do BTG Pactual (BPAC11), ou seja, tratar com a EQI é tratar com o maior banco de investimentos do Brasil, o que garante agilidade e segurança, além de uma infinidade de opções e operações à disposição do investidor.

Inclusive, o investidor que quiser se aprofundar ainda mais acerca da marcação a mercado pode obter, gratuitamente, um documento do próprio BTG. O objetivo, com isso, é municiar o investidor com todos os recursos possíveis, de maneira que ele conheça cada vez mais e se sinta seguro e confortável para fazer seus movimentos no mercado de capitais.

  • Quer saber mais sobre marcação a mercado e aprender a investir? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!
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