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Ação da Magalu em baixa, é hora de comprar? Descubra agora!

Ação da Magalu em baixa, é hora de comprar? Descubra agora!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

27 Mai 2022 às 16:23 · Última atualização: 27 Mai 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

27 Mai 2022 às 16:23 · 6 min leitura
Última atualização: 27 Mai 2022

Divulgação

Os resultados atuais da Magazine Luiza (MGLU3) não vêm agradando o mercado. Também não é para menos, pois somente em 2022 as ações já despencaram mais de 40%.

No entanto, a empresa já foi a queridinha da bolsa. O que aconteceu para que o cenário se revertesse de modo tão abrupto assim?

É isso que você saberá lendo o artigo a seguir.

Siga na leitura e fique por dentro de tudo agora e veja se a baixa é uma oportunidade ou não!

Qual é o histórico de cotação do Magazine Luiza (MGLU3)?

Antes de entrar nos méritos que levaram ao recente desempenho das ações do Magazine Luiza, convém analisar como seu principal papel se comportou na bolsa de valores nos últimos anos.

Até 2017, o título negociado sob o ticker MGLU3 não era lá muito notado pelo mercado. No entanto, a partir do final daquele ano, mais ou menos, uma escalada impressionante do valor da ação teve início.

Foi quando a “Magalu” alcançou uma grande notoriedade entre os participantes do mercado. Subindo a galope e a passos largos, o papel alcançou algo em torno de 900% de valorização entre 2018 e o início da pandemia, em 2020.

gráfico com cotação da ação do Magazine Luiza

Reprodução/Google

Nada parava a subida. Eram necessários desdobramentos sucessivos para que o preço da ação ficasse abaixo de R$ 100. Somente o forte impacto causado pela crise da pandemia freou o crescimento.

No entanto, até essa parada foi temporária, pois rapidamente o papel se recuperou. Depois de perder quase 50% do seu valor em pouco mais de 2 meses, a ação retomou seu ritmo de crescimento.

De março de 2020 até novembro do mesmo ano, nova curva de alta. Dessa vez, a valorização alcançou mais de 55%. Foi aí então que o cenário começou a se reverter de uma forma bastante agressiva, pode-se dizer.

De novembro de 2020 (quando alcançou o pico) até o início de 2022, a perda no valor dos papéis foi de nada menos que 77%. Sim, isso mesmo, esse foi o valor do “enxugamento” na cotação das ações do Magazine Luiza.

Infelizmente, a queda não parou: em 2022, a perda acumulada já chega a mais de 40%. Diante de tanta desvalorização, todo o mercado se pergunta o que será do futuro da empresa varejista.

O que explica o desempenho do Magazine Luiza (MGLU3) ?

Os números do Magazine Luiza não vem agradando o mercado. Depois de um período de crescimento nas vendas pelos canais online, impulsionado sobretudo pela crise da pandemia, a realidade se mostra outra no momento.

O crescimento verificado entre o primeiro trimestre de 2021 e o primeiro trimestre de 2022 foi tímido, de apenas 2% a mais. Isso denota uma estabilização e não um crescimento real.

Além do que esse pequeno aumento foi tido em grande parte pelo aumento da venda de serviços, e não necessariamente de produtos. Outro ponto relevante foi o aumento de preços.

As demissões também foram outro forte impactador dos resultados, com um consumo de caixa de R$ 86 milhões, ainda que tenha havido um crédito fiscal de R$ 25 milhões.

No final das contas, tudo isso levou ao registro de um prejuízo líquido ajustado de R$ 160 milhões no primeiro trimestre do corrente ano.

A deterioração nos resultados financeiros e a alta da Selic contribuíram para o apurado negativo. Além disso, houve a necessidade de queima de caixa de nada menos que R$ 2,9 bilhões.

Como o Magazine Luiza (MGLU3) se pronuncia em relação aos resultados atuais?

O principal pronunciamento em relação a atual situação dos papéis da companhia vem de seu CEO, Frederico Trajano. Para ele, é normal que os investidores cobrem da empresa um resultado positivo da parte de tecnologia.

Além disso, é difícil para quem tem o papel aceitar uma queima de caixa agressiva, como foi registrado no anúncio dos resultados ocorridos mais recentemente.

Outro ponto que Trajano observa é que, segundo ele, a queda no valor das ações é percebido por todo o setor e não se limita à sua empresa.

O CEO diz que as ações de companhias de tecnologia e de varejo estão sofrendo com a alta da Selic, já que há uma migração de capital da renda variável para a renda fixa.

E a Magalu se coloca como uma empresa com forte atuação em ambos os ramos. É como se ela estivesse sendo duplamente penalizada pelo momento que passa a bolsa de valores no Brasil.

Quais são as ações do Magazine Luiza (MGLU3) para retomar o crescimento?

Diante de todo esse cenário, é totalmente crível buscar saber quais serão as soluções adotadas para crescer novamente. E de fato, a companhia já vem implementando novas ações.

A principal delas é retomar o conceito sobre o qual a companhia foi fundada, que é justamente atuar em mercados ainda não explorados e, portanto, com baixa concorrência.

Estamos falando de aumentar a capilaridade e fazer com que pequenos varejistas se unam à rede de vendas do Magazine Luiza para aumentar as vendas.

Para isso, foi dada largada em uma iniciativa que a empresa denominou de “Caravana Parceiro Magalu”. A ideia é viajar todo o país buscando parceiros para a rede justamente em pequenos municípios.

Entre as ações da caravana, estão a formalização de vendedores e seu treinamento, para que aprendam a acessar os sistemas de vendas da Magalu e passem a utilizar sua rede logística para acelerar as vendas.

Tudo isso conta com uma forte capitania da imagem de Luiza Trajano, presidente do conselho da empresa. A rede aposta no carisma em torno de Luiza para convocar o maior número de vendedores possível.

É hora de comprar o papel?

Apesar de todos os acontecimentos, o BTG recomenda compra para a Magalu e prevê um preço alvo para as ações da companhia em R$ 16,00. A informação foi divulgada em relatório que analisa os dados divulgados do primeiro trimestre de 2022.

Para o banco, o e-commerce segue sendo uma tese estrutural positiva, embora tenha, segundo a instituição, “um grande ruído de curto prazo, ao qual o MGLU está altamente exposto”.

Os debates globais a respeito da espiral inflacionária e do aumento das taxas de juros representam um efeito no custo de capital próprio e, além disso, o BTG menciona outras três preocupações que devem persistir para a empresa no curto prazo: “(i) desaceleração no ecommerce local, também impactado pela reabertura total das operações de lojas físicas (ii) concorrência de players nacionais e internacionais (mais descontos, subsídios e CAC crescente) e (iii) preocupações com margens sustentáveis para os players de e-commerce, dada a perspectiva mais competitiva à frente”.

resultados do 1TRI21 Magazine Luiza

Balanço 1TRI22. Reprodução Magazine Luiza

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