O BTG Pactual (BPAC11) publicou, nesta quinta-feira (12), o relatório de análise das ações da Light (LIGT3). Mesmo com alguns números negativos no primeiro trimestre de 2022, o banco recomenda a compra de papéis da companhia do setor de energia pelo preço-alvo de R$ 12,00.
No período, a empresa apresentou ebitda consolidado de R$ 523 milhões, inferior à projeção da instituição financeira, que era R$ 568 milhões. No entanto, o BTG aponta que “quando ajustado pelo VNR (-R$ 46 milhões), o ebitda ajustado teria totalizado R$ 569, em linha com nossas estimativas”.
Além disso, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 109 milhões, resultado “impactado, principalmente, por taxas de juros mais altas”.

Entre os números por segmento, o setor de distribuição apresentou o ebitda de R$ 392 milhões, acima da previsão do BTG (R$ 380 milhões).
Já no segmento de geração, o ebitda foi de R$ 194 milhões (3% acima da projeção do banco), o que representa uma redução de 16% no ano, por conta de uma “menor energia alocada no trimestre e preços spot mais baixos”, diz o documento.
Segundo o relatório, pode demorar para que os investidores se entusiasmem com os ativos da Light, sobretudo, por conta do cenário macro mais difícil. Todavia, o banco revela que algumas variações mostram sinais de melhoras, como a opex e a inadimplência.
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Apesar das perdas, Light (LIGT3) faz bom trabalho em custos e inadimplência
No primeiro trimestre, a Light registrou perdas de 26,59% no segmento de energia, número praticamente o mesmo do apresentado no mesmo período de 2021 (26,63%). Além disso, o volume teve queda de 2,7%, em razão do consumo baixo das concessionárias e dos clientes residenciais.
Por outro lado, os gastos gerenciais caíram 6,6% e as despesas com inadimplência foram de R$ 117 milhões, uma redução de 22% ao ano.
O relatório revela também que a empresa “implantou R$ 268 milhões em investimentos no segmento de distribuição, sendo R$ 155 milhões em ‘regularização de clientes’, troca de medidores e blindagem da rede ( 103% a/a), que já estão apresentando resultados animadores em algumas áreas de atuação da concessão da Light”.
Ademais, a arrecadação também obteve aumento, para 97,5%, o que representa 1,2 ponto percentual acima do primeiro trimestre do ano passado.
BTG assume perdas de energia
O BTG, ao recomendar o preço-alvo de R$ 12,00 para ações da Light, assume as perdas de energias estáveis da companhia em 2022. Além disso, destaca que, de 2023 a 2026, reconhe “uma redução anual de energia de 80bps, com perdas totais ainda 190bps acima do nível regulatório em 2026. Isso leva a um desempenho inferior total de R$ 266 milhões em perdas de energia em 2026”.
A instituição acrescenta também que assume que “a inadimplência permanece em 3,0% (inadimplência/receita bruta) em 2022, atingindo 2,5% em 2023 e 2024, antes de atingir 2,0% em 2025 e depois permanecendo nestes níveis”.
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