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IRB Brasil (IRBR3): Luiz Barsi mantém investimento de olho em recuperação

IRB Brasil (IRBR3): Luiz Barsi mantém investimento de olho em recuperação

Fernando Cesarotti

Fernando Cesarotti

08 Set 2022 às 19:42 · Última atualização: 09 Set 2022 · 4 min leitura

Fernando Cesarotti

08 Set 2022 às 19:42 · 4 min leitura
Última atualização: 09 Set 2022

Considerado um dos maiores investidores individuais na B3, Luiz Barsi tem mantido sua posição no IRB Brasil (IRBR3), apesar das dificuldades enfrentadas pela empresa nos últimos anos e da desvalorização das ações desde que elas foram incluídas em sua carteira.

A filha do investidor, Louise Barsi, foi eleita neste ano para o Conselho Fiscal da empresa com o objetivo de representar os acionistas minoritários e acompanhar de perto o processo de recuperação da empresa, que recentemente realizou mais um follow-on, com venda de ações na B3 em busca de capitalização.

Desde 2020, o IRB tem apresentado dificuldades financeiras. Em 2020, passou a ser investigado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) sob suspeita de falta de liquidez. A IRB se defendeu, alegando questões burocráticas, mas o valor das ações desabou e a situação ainda não foi recuperada.

Quando Barsi investiu um sua posição de ações do IRB, os papeis estavam estimados em R$ 6. Nesta quinta-feira, foram negociados a aproximadamente R$ 1,20, com leve alta, depois de chegar a um pico de R$ 3 em 29 de março, época da eleição do novo conselho.

Segundo Louise, a posição do IRB é relativamente pequena dentro do portfólio da família, e a confiança na recuperação faz com que não haja pressa em se desfazer dessa posição, ainda mais agora que ela segue mais de perto o andamento da companhia e que outras ações do portfólio têm apresentado boa valorização.

IRB Brasil (IRBR3): de estatal a corporation

O Instituto de Resseguros do Brasil foi fundado em 1939 pela governo, durante o período do Estado Novo de Getúlio Vargas, com o objetivo de reter no país os investimentos de riscos das seguradoras nacionais que antes eram transferidos para o exterior para reesguradoras que atuavam no exterior.

A empresa foi estatal monopolista no setor até 2007, quando perdeu o monopólio do setor de resseguros. Em 2013, foi privatizada e, em 2017, realizou sua IPO na B3 (B3SA3), arrecadando cerca de R$ 2 bilhões.

Em 2019, após dois bem-sucedidos follow-ons, no valor de aproximadamente R$ 10 bilhões, o Acordo de Acionistas foi rescindido e a Companhia se tornou uma corporation. ou seja, empresa sem controladores.

Hoje, o IRB é uma corporation, ou seja, não tem um grande controlador: os maiores acionistas são Bradesco Seguros, empresa do grupo Bradesco (BBDC3), com 15,8% das ações, e Itaú Seguros, do grupo Itáu Unibanco (ITUB4), com 11,5%, de acordo com a empresa.

Perdas fortes e recuperação lenta

No balanço de 2021, apresentado em fevereiro, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 371 milhões. Segundo análise do BTG Pactual (BPAC11), dados da Susep já indicavam pera, mas o valor acabou sendo maior que o esperado pelo mercado.

Em agosto, o BTG Pactual apontou recomendação neutra para as ações, no preço-alvo de R$ 1,70. “Reconhecemos que esperávamos que o IRB Brasil estivesse em uma situação mais confortável agora e sinalizamos que nossa capacidade de prever resultados até agora se mostrou muito baixa”, disseram os analistas,

Nesta semana, a BlackRock, uma das maiores gestoras internacionais de investimentos, anunciou ter feito uma aquisição de ações de forma a atingir cerca de 5% da propriedade da empresa, aproveitando o deságio no preço após o último follow-on e de olho numa valorização nas próximas semanas.

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