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Como o resultado do IPCA impacta os investimentos?

Como o resultado do IPCA impacta os investimentos?

Claudia Zucare

Claudia Zucare

11 Jul 2022 às 06:41 · Última atualização: 11 Jul 2022 · 5 min leitura

Claudia Zucare

11 Jul 2022 às 06:41 · 5 min leitura
Última atualização: 11 Jul 2022

imagem de moedas de real empilhadas: IPCA e investimentos

Reprodução/Pixabay

Na última sexta-feira (8) foi divulgado o IPCA, indicador oficial de inflação do país, pelo IBGE.

A inflação subiu 0,67% em junho, ante 0,47% de junho. A projeção era de alta de 0,71%. 

Mas de que forma, hoje, o IPCA impacta os investimentos?

gráfico IPCA
IPCA. Fonte: IBGE

“No mês de junho, o IPCA veio abaixo das expectativas, essa queda de inflação veio principalmente da redução dos impostos sobre combustíveis, que já teve impacto. Além disso, o preço das commodities está caindo, isso deu uma folga. O entanto, a inflação de serviços está aumentando, devido à retomada do mercado de trabalho.

Olhando para uma perspectiva macro, para os próximos meses, vamos ter uma deflação de preços, com maior resultado dos cortes de impostos. Leio os dados com certo otimismo.

A teoria dos ciclos econômicos diz que juros altos reduzem a inflação, e é o que tende a acontecer no segundo semestre. Isso abre espaço para juros mais baixos a partir do ano que vem, possivelmente após março, em decorrência dos EUA, onde a alta de juros deve se estender até janeiro de 2023”, avalia Denys Wiese, head de renda fixa da EQI Investimentos.

Com juros futuros mais baixos, ele diz, há uma retomada da economia, com financiamentos mais baratos e população consumindo mais.

Ouça aqui o áudio de Wiese na íntegra:

IPCA impacta os investimentos: até onde vai a inflação?

Segundo o último relatório de inflação do Banco Central, a projeção para o IPCA em 2022 é de 8,8% ao ano, depois de atingir um pico de 12% ao ano no segundo trimestre de 2022.

Vale lembrar que o limite superior intervalo de tolerância é 5% (a meta é 3,5%). Ou seja, novamente a inflação deve estourar a meta estipulada pelo BC. 

Já para 2023, a inflação projetada cai para 4%. E, em 2024, para 2,7%. As metas para esses anos são 3,25% e 3%, respectivamente, e as expectativas seguem, portanto, ainda sem estourar o teto de tolerância. 

Como fica a Selic neste cenário?

Com isso, a EQI Asset mantém a projeção de alta de 0,5 ponto porcentual da Selic, taxa básica de juros, na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), dia 3 de agosto, levando a Selic para 13,75%. É a mesma projeção captada pelo Boletim Focus – levantamento feito pelo Banco Central junto às principais instituições financeiras.

“Em resumo, os números da inflação estão melhores do que o esperado, mas ainda não mostram aquela inflação que o Banco Central gostaria de ver para poder encerrar o ciclo de alta de juros. A gente está mantendo a nossa expectativa de 50 pontos base na próxima reunião do Copom, levando a taxa Selic para 13,75%”, afirmou Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset.

Depois, a taxa deve ser mantida nesse patamar pelo menos até abril de 2023. Para só então iniciar um ciclo de queda de juros. 

gráfico escalada da Selic
Selic atualmente em 13,25%. Fonte: EQI

Tá, e aí? O que isso significa para o investidor?

“Nesse cenário, de inflação menor e juros menores um pouco mais para a frente, é um bom momento para comprar pré-fixados. Isso porque os juros não voltam para esse patamar atual tão cedo”, aponta Denys Wiese, head de renda fixa da EQI Investimentos.

“Já nos títulos IPCA+, com a inflação menor, o carrego virá menor, mas só que, com o juro real menor lá na frente, há a possibilidade de ganho de capital”, ele explica.

Os títulos atrelados ao CDI, diz, vão cair junto aos juros em um provável cenário para 2023.  “Quanto maior o tempo de juros altos, melhor para o CDI”, simplifica.

Na renda variável, segue a cautela. “Para ações e fundos imobiliários, inflação menor indica juros menores, o que e bom. Mas é ano eleitoral e com cenário macro repleto de incertezas, então cabe cautela”, recomenda.

Ilustração com indicação de investimento de acordo com a fase do ciclo econômico. Fonte: EQI
Onde investir, de acordo com a fase do ciclo econômico. Fonte: EQI

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