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Inflação: entenda como ela mina poder de compra e afeta investimentos

Inflação: entenda como ela mina poder de compra e afeta investimentos

Osni Alves

Osni Alves

09 Ago 2022 às 12:32 · Última atualização: 09 Ago 2022 · 15 min leitura

Osni Alves

09 Ago 2022 às 12:32 · 15 min leitura
Última atualização: 09 Ago 2022

Imagem mostra uma moeda sendo pressionada e medida por ferramenta de medição, ilustrando a inflação.

A Inflação mina o poder de compra da população e afeta os investimentos. Ela é chamada, de maneira lúdica, de dragão da economia, pois, como o ser mitológico, incendeia a plantação, assusta as pessoas e interfere na cadeia de negócios.

Trata-se de uma maneira figurada de dizer que ela prejudica o trabalho – e o trabalhador – bem como se coloca como empecilho para o bom andamento dos negócios. Por isso a autoridade monetária tenta “prendê-la” à meta de inflação, mas nem sempre obtém sucesso.

No decorrer deste artigo, preparado pela EQI Investimentos, você vai aprender tudo o que precisa para enfrentar esse dragão e proteger seus recursos da melhor maneira possível, bem como entender porque ela existe e seus efeitos na economia. Então, siga conosco!

Inflação é a elevação generalizada dos preços

De maneira conceitual, pode-se dizer que a inflação é a elevação generalizada dos preços. Porém, entenda que o aumento dos preços é algo bastante comum na vida cotidiana, entretanto, o diferencial aqui é o termo generalizado.

Este fenômeno pode ser compreendido ao analisar as subidas constantes no preço dos combustíveis. Trata-se de uma elevação generalizada, ou seja, aumenta o custo da produção e, assim, sobe o valor do repasse aos proprietários de postos e toda a cadeia relacionada, como transporte e distribuição e, por fim, há repasse desta subida ao consumidor final.

Acontece que no dia a dia não nos damos conta de que aquele pãozinho saboroso na padaria é feito de trigo e este insumo precisa ser transportado até o local onde será misturado a outros ingredientes, colocado no forno e, após finalizado, comercializado.

Pois é, dos itens mais simples da economia popular aos mais sofisticados do mercado de luxo, há uma gama de elementos que devem ser colocados em análise para se compreender a inflação. Inclusive a demanda, ou elevada procura por um bem.

Quando a oferta e a demanda se encontram

Quando a oferta e a demanda se encontram, a exemplo do combustível ou do pãozinho, há uma supervalorização do bem e, consequentemente, ele passa a valer mais. Ou seja, se há muita gente interessada em um determinado bem, quem o produz pode elevar o preço para melhorar o próprio lucro.

Desta forma, se quem produz aumenta o preço, quem comercializa, ou o intermediário, também poderá repassar essa alta ao consumidor final. Imagine que em seu bairro haja três padarias, mas você faz questão de comprar em apenas uma delas, que detém sua preferência por apresentar os itens mais adequados ao seu paladar. Você vai adquirir mesmo pagando mais, e se sujeita a pagar mais porque considera o retorno superior.

Agora, além de você, boa parte dos seus vizinhos manifesta preferência por esta mesma padaria e seus produtos comercializados. Bem, significa dizer que a empresa em questão vai auferir os melhores lucros mas, ao mesmo tempo, precisa comprar mais, ter mais estoque, ter mais gente trabalhando em toda a cadeia. Para não colapsar, vai ter que investir mais para manter este ciclo funcionando.

É desta maneira que o governo tenta conter o avanço da inflação. Se há muita gente consumindo e os preços vão ficando demasiadamente elevados, a autoridade monetária aumenta os juros do mercado para, desta forma, frear o consumo e conter a inflação.

Entretanto, se a economia está desaquecida e o governo precisa incentivar o consumo, vai baixar os juros para que as pessoas captem mais dinheiro, ou obtenham melhores retornos em certos tipos de investimentos para, assim, comprarem mais.

Quando a oferta e a demanda não se encontram

Utilizando o mesmo exemplo anterior, uma padaria, por melhor que seja, mas que não consegue atender o volume de procura (oferta), verá seus preços caírem, pois ela precisa urgentemente encontrar o ponto de equilíbrio para segurar sua clientela.

Significa dizer que mesmo o item mais saboroso do bairro não é suficiente para sanar a frustração de chegar no balcão e não ter mais o bem para compra. Agora, transporte esse conceito para outros bens produzidos: roupas, tênis, automóveis, eletrônicos e afins.

Claro que essa tese somente se aplica quando não há o apego à marca envolvido. Se houver este elemento, o consumidor é, na verdade, um fã e poderá esperar longos meses para obter o bem almejado. É isso o que ocorre com algumas marcas de eletrônicos e outros bens industrializados.

Diferentemente de um bem onde haja apego de marca, por exemplo, acontece o seguinte: o consumidor vai à loja para adquirir uma geladeira. Ele tem determinadas especificações, indiferentemente da fabricante. Via de regra, o produto deve ter tantos litros e ser da cor tal.

Se a primeira loja estiver em falta, ele vai à segunda e terceira consecutivamente, pois a aquisição não está condicionada a nenhum fator extremo. E ele vai adquirir o produto de um jeito ou de outro naquele dia. E ponto!

Agora, suponha que todas as lojas da cidade estão em falta deste item e, assim, para manter o volume de vendas estas varejistas começam a fazer promoções atípicas para incentivar a compra e, consequentemente, as condições de aquisição: entrega em 20 ou 30 dias. Significa dizer que o comprador vai pagar menos (preço em queda), além de fazê-lo em condições estendidas.

Muita moeda circulando na economia é um problema

Outro conceito para inflação diz respeito ao excesso de moeda circulante na economia. Acontece que esse aumento da quantidade de dinheiro gera uma alteração no equilíbrio Oferta X Demanda para o lado da demanda, de forma que passam a existir mais compradores que vendedores para os produtos e consequentemente os preços passam a subir.

Outros conceitos de inflação são:

  •  Inflação monetária: emissão de dinheiro fora do controle por parte do governo. Este é o conceito correto de inflação.

Inflação de demanda: demanda por produtos (aumento do consumo) maior do que a capacidade de produção do país. A inflação de demanda é normalmente causada pela inflação monetária. Interessante dizer que conceitualmente, não é considerada “inflação” e sim aumento de preços.

  • Inflação de custos: aumento nos custos produtivos ou custos de produção (maquinário, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos. Também é causada pela primeira e assim como no exemplo anterior, conceitualmente não é “inflação” e sim aumento de preços.

A elevação dos preços na vida das empresas

Bom, como já tratamos da inflação na vida comum, do cidadão e da média geral da população, vamos abordar os efeitos dessa elevação dos preços no ambiente empresarial.

Todo gestor ou empreendedor monitora os índices de inflação para, assim, projetar suas próximas ações. Se o cenário é de alta, ele poderá postergar a compra de máquinas e equipamentos que seriam utilizados para aumentar a capacidade instalada de sua indústria.

Se o cenário é de baixa no custo dos insumos, produtos e até outras moedas, ele poderá dar prosseguimento no planejamento estratégico adquirindo maquinário ou contratando pessoal. Trata-se de um movimento bastante comum no dia a dia das empresas.

O principal índice brasileiro que trata da inflação e que deve ser acompanhado por empresários, investidores e profissionais, bem como todos os que se interessam em fazer o dinheiro render, é o IPCA. Tem ainda o IGPM.

  • IPCA

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da inflação oficial do país. Nele são considerados gastos com alimentação, artigos de residência, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais.

O indicador reflete o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. É o índice que remunera os Títulos do Tesouro do tipo pré + inflação (NTN-B). Estes títulos formam a base para os fundos de inflação, que serão utilizados em muitas carteiras de investimentos.

  • IGPM

O IGP-M (Índice Geral de Preços), por sua vez, é calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e registra a inflação de preços de uma forma mais ampla, monitorando desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

É comumente utilizado na correção de aluguéis e taxas públicas, como contas de energia elétrica. Abrange todas as faixas de renda. É um índice bastante utilizado como comparativo ao IPCA, já que para muitos, reflete de forma mais verossímil os preços na economia.

A inflação e os investimentos

Com a alta da inflação, temos altas taxas de juros para controlá-la. Isso impede empresas de aumentarem sua capacidade produtiva, já que os riscos com empréstimos se tornam pouco atrativos neste caso, sem contar na desconfiança com o futuro que este cenário provoca (o que acaba bloqueando expansões em suas plantas, por exemplo).

Resumindo: o descontrole orçamentário do governo gera uma bola de neve onde o governo “imprime” cada vez mais moeda (sem valor) para pagar suas dívidas.

Se você é daqueles que têm medo da inflação e não quer perder poder de compra, fuja da poupança! A poupança é o “investimento” queridinho dos brasileiros, mas é uma péssima opção para quem quer ganhar mais e ter uma vida financeira tranquila. Nós colocamos a palavra investimento entre aspas porque a poupança nem pode ser considerada um investimento.

A rentabilidade da poupança é baixíssima. Se a Selic for menor ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial). Já se a Selic for superior a 8,5% ao ano, ela tem rentabilidade fixa: 0,5% mais a TR.

Ela pode render tão pouco que pode ficar abaixo da inflação, ou seja, parece que você está ganhando dinheiro, mas, na realidade, você está perdendo o seu poder de compra. E isso ninguém quer, certo?

O objetivo do investimento é, no mínimo, manter o seu poder de compra. Não precisa ter medo da inflação! Existem diversos tipos de investimentos que podem te ajudar a aumentar o poder de compra e ainda ganhar mais dinheiro.

Tipos de investimentos que você deve conhecer e acompanhar

Você provavelmente já ouviu falar no programa de investimento em títulos públicos: o Tesouro Direto. Ele está sendo cada vez mais procurado pelos brasileiros por serem títulos simples, seguros e que rendem mais que a poupança. E o melhor, dá para investir a partir de R$ 30!

A segurança dos títulos públicos está nas mãos do próprio Tesouro Nacional. Eles não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mesmo porque não há essa necessidade. Afinal, é praticamente impossível que o governo deixe de pagar os investidores. Mesmo com uma situação econômica muito ruim, os bancos quebrariam antes do Tesouro Nacional. Ou seja, investir no Tesouro Direto é a opção mais segura do Brasil.

Além disso, é um tipo de investimento rentável. Ao entrar na plataforma de investimentos do governo, existem cinco tipos de títulos públicos: Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com juros semestrais, Tesouro Prefixado, Tesouro Prefixado com juros semestrais e Tesouro Selic.

Há alguns títulos públicos que vão te manter sempre acima da inflação, ganhando poder de compra. São eles:

  • Tesouro IPCA+

É pós-fixado, ou seja, indexado a um indicador. O indicador é o IPCA, o índice oficial que mede a inflação no Brasil. Em outras palavras, você vai receber a taxa definida no dia da compra do título + a variação do IPCA do período. Isso significa que o seu rendimento SEMPRE estará acima da taxa da inflação!

  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais

É exatamente a mesma coisa que o Tesouro IPCA+, mas, ao invés de você receber toda a rentabilidade no prazo de vencimento, você receberá em parcelas semestrais.

Resumindo: aplicando seu dinheiro no Tesouro IPCA+ (seja com juros semestrais ou não), você sempre estará acima da inflação. Se quiser ver os títulos do Tesouro Direto disponíveis no dia de hoje, clique aqui.

  • LCI/LCA

Os títulos de renda fixa privada também podem ser boas opções para ganhar da inflação. Dentre as opções existentes, duas se destacam: a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Ambas são emitidas por bancos e são muito seguras, já que a garantia se dá pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Caso a instituição financeira quebre, você vai receber o seu dinheiro de volta! Isso, é claro, se você estiver dentro das regras do FGC: investimentos de até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira sob o teto de R$ 1 milhão.

LCI e LCA são dois títulos praticamente idênticos, mas com exceção de um detalhe. Na LCI, o seu dinheiro vai para o setor imobiliário diretamente – não pode ir para outras áreas! Na LCA, vai direto para o agronegócio.

Vale lembrar que esses títulos são isentos de Imposto de Renda e que a liquidez só pode ser no vencimento. Isto é, nada de resgatar o dinheiro a qualquer momento. O seu investimento fica “preso” até o prazo de vencimento. Dá para investir em LCI e LCA com a partir de R$ 1.000.

Existem LCIs e LCAs que são pós-fixadas e atreladas ao IPCA ou IGP-M. Não são tão fáceis de encontrar, mas é uma ótima opção para quem quer sempre ganhar poder de compra.

A maioria dos títulos são atrelados ao CDI (uma taxa bem próxima à SELIC), mas isso também não é um problema. Basta fazer uma pequena projeção para ver se a rentabilidade estará acima da inflação e pronto, é só investir! Se interessou por esse tipo de investimento? Dê uma olhada nas opções em LCI ou LCA.

  • Fundos de inflação

Os fundos de investimento são opções diferenciadas para aplicar o seu dinheiro. Eles são um serviço e não um produto e isto faz com que o investidor possa ter menos trabalho e mais rentabilidade. O ponto negativo é que eles não são garantidos pelo FGC: mais risco significa mais rendimento.

Em um fundo, os cotistas (investidores) deixam o seu dinheiro com o gestor do fundo. Ele fará a distribuição desse valor de acordo com a característica daquele fundo em especial. Existem centenas de tipos de fundo de investimento, mas, como o foco aqui é a inflação, vamos falar sobre os fundos de inflação.

Os fundos de inflação têm o objetivo de superar o índice de inflação. O dinheiro do cotista vai para, principalmente, títulos do Tesouro Direto atrelados ao IPCA. O gestor do fundo tem a função de comprar diversos títulos com diferentes taxas e prazos de vencimento para criar uma carteira que esteja sempre acima da inflação brasileira.

Recorrendo a assessores para se municiar de todas as informações

Mesmo compreendendo tudo acerca de investimentos, é recomendável também contar com profissionais especializados na hora de fazer levantamentos, cálculos e decidir por vender ou segurar.

A EQI Investimentos, por exemplo, conta com mais de mil profissionais treinados para oferecer sempre a melhor assessoria sobre todo tipo de investimento. A empresa atende por telefone, chat, e-mail e coloca seu time à disposição para ligar aos interessados também.

Além disso, mantém no ar o portal Euqueroinvestir.com com notícias, artigos e análises de maneira a manter seu público sempre bem-informado. E não apenas isso, mas também um canal no YouTube com aulas, análises, call de mercado e tudo o que é essencial ao investidor, seja ele iniciante ou alguém com uma carteira robusta.

EQI é BTG Pactual (BPAC11)

A EQI alcançou, recentemente, R$ 16 bilhões sob custódia, o que faz dela uma das maiores assessorias do país. Isso se dá também por conta dos muitos escritórios em cidades importantes, sendo capitais ou não.

Além disso, a EQI é associada do BTG Pactual (BPAC11), ou seja, tratar com a EQI é tratar com o maior banco de investimentos do Brasil, o que garante agilidade e segurança, além de uma infinidade de opções e operações à disposição do investidor.

  • Quer saber mais sobre inflação e como investir? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!
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