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IPCA foi de 1,01% em fevereiro, ou 0,47 p.p acima de janeiro, aponta IBGE

IPCA foi de 1,01% em fevereiro, ou 0,47 p.p acima de janeiro, aponta IBGE

Redação EuQueroInvestir

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11 Mar 2022 às 12:19 · Última atualização: 11 Mar 2022 · 6 min leitura

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11 Mar 2022 às 12:19 · 6 min leitura
Última atualização: 11 Mar 2022

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro foi de 1,01%, 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,54%).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata-se da maior variação para um mês de fevereiro desde 2015, quando o índice foi de 1,22%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,56% e, nos últimos 12 meses, de 10,54%. Em fevereiro de 2021, a variação havia sido de 0,86%.

Conforme a autarquia, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em fevereiro. O maior impacto (0,31 ponto percentual) e a maior variação (5,61%) vieram de Educação.

Também informou que, na sequência, Alimentação e bebidas (1,28%), que acelerou em relação a janeiro (1,11%) e contribuiu com 0,27 ponto percentual. Os dois grupos representaram cerca de 57% do IPCA de fevereiro. Transportes (0,46%), cuja variação havia sido negativa em janeiro (-0,11%), e Habitação (0,54%) também se destacaram. Os demais grupos ficaram entre 0,29% (Comunicação) e a segunda maior variação do mês, de 1,76% (Artigos de residência).

IPCA: demais grupos pesquisados

Ainda de acordo com o levantamento, no grupo Educação (5,61%), são incorporados no IPCA, em fevereiro, os reajustes habitualmente praticados no início do letivo. O maior impacto (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,67%), com destaque para o ensino fundamental (8,06%), a pré-escola (7,67%) e o ensino médio (7,53%). Os preços dos cursos de ensino superior e de pós-graduação subiram 5,82% e 2,79%, respectivamente. E os cursos diversos, por sua vez, tiveram alta de 3,91%, sendo que a maior variação dentro do item veio dos cursos de idioma (7,29%).

Já resultado de Alimentação e bebidas (1,28%) foi influenciado pela alta mais intensa dos alimentos para consumo no domicílio (1,65%). Destacam-se, em particular, os aumentos nos preços da batata-inglesa (23,49%) e da cenoura (55,41%), que contribuíram conjuntamente com cerca de 0,08 p.p. no índice do mês. No caso da cenoura, as variações foram desde 39,26% em São Paulo até 88,15% em Vitória. Além disso, as frutas subiram 3,55%, variação próxima à do mês anterior (3,40%). Por outro lado, foram registradas quedas mais intensas nos preços do frango inteiro (-2,29%) e do frango em pedaços (-1,35%). Em janeiro, os recuos haviam sido de -0,85% e -0,71%, respectivamente

Os alimentos para consumo fora do domicílio (0,30%) tiveram variação similar à verificada no mês anterior (0,25%). Enquanto o lanche passou de queda de 0,41% para alta de 0,85%, a refeição seguiu movimento inverso, desacelerando de 0,44% para 0,02%.

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Transportes, Habitação e mais

No grupo dos Transportes (0,46%), a maior contribuição (0,05 p.p.) veio dos automóveis novos (1,68%), cujos preços subiram pelo 18º mês consecutivo. Além disso, os preços dos automóveis usados (1,51%) e das motocicletas (1,72%) também seguem em alta. Outros destaques foram o seguro voluntário de veículo (3,24%), o conserto de automóvel (0,92%) e o ônibus urbano (0,45%), este último por conta dos reajustes nas passagens aplicados em capitais como Fortaleza (4,38%), Recife (4,27%), Campo Grande (2,80%) e Vitória (1,73%). Além disso, os preços dos ônibus intermunicipais (0,38%) e interestaduais (1,36%) também subiram em alguns locais. E a alta do subitem táxi (0,88%), por sua vez, deve-se ao reajuste de 9,75% nas corridas no Rio de Janeiro (3,87%).

Ainda em Transportes, os combustíveis (-0,92%) se destacaram com queda pelo terceiro mês consecutivo, sendo a mais acentuada a do etanol (-5,04%). Já o preço da gasolina recuou 0,47%. Por outro lado, foram verificadas altas nos preços do óleo diesel (1,65%) e do gás veicular (2,77%).

No grupo Habitação (0,54%), as maiores contribuições vieram de aluguel residencial (0,98%) e condomínio (0,83%), com impactos de 0,04 p.p. e 0,02 p.p., respectivamente. Além disso, a energia elétrica teve alta de 0,15%, após a queda de 1,07% observada em janeiro. Vale lembrar que, desde setembro, permanece em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. O resultado do mês também foi influenciado pela alta da taxa de água e esgoto (0,65%) e do gás encanado (0,45%).

Entre os Artigos de residência (1,76%), grupo com a segunda maior variação no índice do mês, destacam-se as altas de eletrodomésticos e equipamentos (3,18%) e de mobiliário (2,43%), que contribuíram com 0,03 p.p. cada. Nos últimos 12 meses, os itens acumulam variações de 17,85% e 18,31%, respectivamente.

Índices regionais e INPC

Quanto aos índices regionais, todas as áreas tiveram variação positiva em fevereiro. A maior variação ficou com o município de São Luís (1,33%), por conta dos cursos regulares (7,14%) e das carnes (3,01%). Já o menor resultado foi observado na região metropolitana de Porto Alegre (0,43%), influenciado pela queda no preço da gasolina (-4,33%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de fevereiro teve alta de 1,00%, que ficou acima da registrada no mês anterior (0,67%). Essa é a maior variação para um mês de fevereiro desde 2015, quando o índice foi de 1,16%. No ano, o INPC acumula alta de 1,68% e, nos últimos 12 meses, de 10,80%, acima dos 10,60% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2021, a taxa foi de 0,82%.

Os produtos alimentícios passaram de 1,08% em janeiro para 1,25% em fevereiro. Os não alimentícios também tiveram alta superior em fevereiro (0,92%) na comparação com o mês de janeiro (0,54%).

No que diz respeito aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta de preços em fevereiro. O menor resultado foi observado na região metropolitana de Porto Alegre (0,40%), em função da queda nos preços da gasolina (-4,33%). A maior variação, por sua vez, ficou com o município de São Luís (1,35%), principalmente por conta das altas dos cursos regulares (7,67%) e dos itens de higiene pessoal (2,27%).

Tá, e daí?

Para o BTG Pactual (BPAC11), o avanço do IPCA no mês de fevereiro foi impulsionado pelos reajustes anuais das mensalidades escolares e pela menor deflação em Passagens áreas e Combustíveis. Além disso, a persistência das pressões inflacionarias em Alimentação no Domicílio, Serviços e Bens Industriais manteve o índice em patamar elevado.

O banco de investimentos também disse, por meio de relatório ao mercado, que a leitura acima do esperado reflete surpresas em Artigos de Residência e Saúde e Cuidados Pessoais.

“Dessa forma, observamos a continuidade de uma composição amplamente desfavorável, com a média dos núcleos acelerando para 1,0% e o indicador de difusão em 74,8%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,56%”, destacou.

E para frente?

Ainda de acordo com o BTG, os indicadores de inflação para o mês de março devem sofrer relevante deterioração devido ao reajuste no preço dos combustíveis nas distribuidoras promovido pela Petrobras, com elevação de 18,7% para a gasolina e 24,9% para o diesel.

Além disso, a manutenção dos preços das commodities em patamares elevados, especialmente para o petróleo, a soja, o milho e o trigo, impactados pelas preocupações com as possíveis restrições de oferta, que já estavam apertadas, refletindo tensões geopolíticas e o cenário climático adverso, podem provocar novas revisões nas expectativas de inflação no curto prazo.

“Por outro lado, a aprovação do projeto que estabelece um valor fixo para a cobrança de ICMS sobre os combustíveis, aprovado no Congresso ontem, pode ter impacto baixista sobre os combustíveis e, consequentemente, sobre a inflação”, frisou.

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