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A melhor estratégia de investimento no exterior: descubra qual é hoje, às 18h15

A melhor estratégia de investimento no exterior: descubra qual é hoje, às 18h15

Olá, Investidor Inteligente, tudo bem? Nas últimas semanas, observei uma certa “euforia” na demanda por investimentos no exterior. Aqui dentro da própria EQI pude observar que os negócios envolvendo a internacionalização de capital se multiplicaram por, no mínimo, 3 vezes. As explicações para esse fenômeno me parecem bastante claras: Receio de muitos investidores quanto às […]

Olá, Investidor Inteligente, tudo bem?

Nas últimas semanas, observei uma certa “euforia” na demanda por investimentos no exterior.

Aqui dentro da própria EQI pude observar que os negócios envolvendo a internacionalização de capital se multiplicaram por, no mínimo, 3 vezes.

As explicações para esse fenômeno me parecem bastante claras:

  1. Receio de muitos investidores quanto às atitudes do novo governo no que se refere à responsabilidade fiscal e à segurança jurídica; e…
  1. Os ativos no exterior, notadamente nos EUA, estão a preços muito mais atrativos se compararmos há 1 ano atrás.
gráfico S&P 500
Gráfico S&P 500. Fonte: Google Finanças

Além disso, as notícias lá de fora me parecem mais suaves…

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A inflação já começou a cair e, com isso, os juros futuros também cederam. 

Por outro lado, o mercado de trabalho ainda se encontra extremamente aquecido, o que leva o mercado como um todo a acreditar na hipótese de “soft landing” (ou “pouso suave”) da economia norte-americana.

Aliás, o fato de o mercado de trabalho estar bastante aquecido é um ponto de grande indefinição, frente aos próximos passos da política monetária do FED.

Entende-se que, se o desemprego continuar excessivamente baixo e os salários altos, a inflação não poderá ceder sem um aumento maior ou mais demorado da taxa de juros.

O mercado como um todo está tentando “descobrir” qual é a trajetória dos juros norte-americanos.

A dúvida é o tamanho e a duração da alta…

Alguns acreditam que os juros começarão a ceder ainda este ano, mesmo o FED tendo repetidas vezes informado que seria só ano que vem!

Outros, pensam o contrário…

gráfico de juros EUA
Fonte: Bloomberg e BTG Pactual

Mas, vamos combinar…

Essa discussão do ponto exato da inflexão da curva de juros não deveria ser relevante para o Investidor Inteligente.

Por quê?

Primeiro, porque não é possível prever qual será o desfecho.

Nem o FED sabe até onde vão os juros (tal decisão dependerá do comportamento de outros indicadores).

Segundo, porque dentre os motivos de se investir nos EUA (ou outro país) não consta (ou não deveria constar) o ganho especulativo de curto prazo.

Me recordo de um cliente que me repetia a frase:

“Quem treida só ganha trocado”.

É verdade…

Você deve levar parte do seu recurso para o exterior para diversificar (reduzir) o risco de mercado dos investimentos e para formar um patrimônio relevante, em outra jurisdição, que “aconteça o que acontecer no Brasil, você estará a salvo”.

E, pensando nisso, a pergunta que nos vem é:

“Como investir de forma segura, mesmo diante de todas as incertezas?”

Como investir nas incertezas?

Primeiramente, lógico, para iniciar seus investimentos no exterior, você deverá abrir uma conta em uma corretora, que forneça o acesso aos investimentos internacionais aos brasileiros. 

Caso queira esclarecimentos sobre isso, clique aqui.

Mas, quando pergunto o “como investir”, não me refiro à parte burocrática (conta, câmbio, documentação, etc).

Me refiro à estratégia de investimentos, que te permita sucesso a longo prazo.

E aí, outras dúvidas passam a povoar a mente do investidor…

“O dólar vai subir?”…

“O dólar vai cair?”…

“É melhor investir em renda fixa ou renda variável?”…

“Agora é a melhor hora de enviar recursos ao exterior?”.

Essas são algumas das dúvidas importantes que a sua estratégia deverá responder.

Imagem de "porquinho cofre", apontado para a frase "mantenha-se calmo e faça dinheiro" em inglês

Me recordo de uma das estratégias mais vencedoras e mais conhecidas quando o assunto é investimento em dólar:

A chamada “Dollar Cost Averaging (DCA)”.

Em português, chamamos de custo/preço médio do dólar.

A estratégia é bastante simples: enviar periodicamente um valor predeterminado para o exterior, sem olhar o preço dos ativos (timing) e sem fazer um grande aporte de uma só vez.

Dessa forma, você ficará com um preço médio dos dólares enviados.

Por exemplo: digamos que você tenha cerca de R$ 100.000 para enviar para o exterior.

E digamos que o dólar teve os seguintes preços:

  • Mês 0 (hoje): R$ 5,50
  • Mês 1 (daqui 1 mês): R$ 5,00
  • Mês 2 (daqui 2 meses): R$ 4,50
  • Mês 3 (daqui 3 meses): R$ 5,00
  • Mês 4 (daqui 4 meses): R$ 6,00

Se você comprar tudo de uma vez, fará com o dólar a R$ 5,50.

Logo, você conseguirá comprar 18.181 dólares.

E no final de 4 meses, com o dólar a R$ 6,00, você terá o montante de R$ 109.090,90.

Agora, digamos que você fez a estratégia do “Dollar Cost Averaging” e dividiu o seu capital em 5 parcelas iguais de R$ 20.000.

  • Compra 1: 20.000 / 5,50 = 3.636 USD
  • Compra 1: 20.000 / 5,00 = 4.000 USD
  • Compra 1: 20.000 / 4,50 = 4.444 USD
  • Compra 1: 20.000 / 5,00 = 4.000 USD
  • Compra 1: 20.000 / 6,00 = 3.333 USD
  • Total: 19.413 USD

No primeiro cenário, o custo médio do dólar foi de R$ 5,50.

No segundo caso, o preço-médio do dólar ficou em R$ 5,20!

Nesse exemplo, você teria conseguido formar mais patrimônio ao aplicar a estratégia DCA, do que comprando tudo de uma vez.

Logicamente, se o dólar tivesse disparado depois do Mês 0 e não tivesse caído, teria sido melhor comprar tudo de uma vez…

Mas, o grande ganho dessa estratégia é o de não precisar “chutar” para onde vai o dólar.

Como há o envio periódico e certo de reais para o exterior, o preço do dólar não importa muito…

No final de vários meses ou anos de envio e de internacionalização de capital, você terá um preço médio de dólar muito provavelmente bem abaixo do dólar atual.

Isso porque, no longo prazo, há uma clara tendência de desvalorização do real e valorização do dólar.

(Em termos técnicos, como os EUA são mais produtivos e crescem mais do que o Brasil, há essa tendência).

“Bom, Denys, gostei da ideia. Mas onde devo investir? Agora devo aportar mais em renda fixa ou renda variável?”

Montando seu portfólio

Tanto no Brasil quanto no exterior, a melhor forma de investir é montando um portfólio…

Uma alocação, composta de várias classes de ativos que sejam descorrelacionadas entre si, criando pesos e contrapesos.

(Quando um ativo cai, o outro sobe, compensando a perda do primeiro).

Essa alocação vai depender do seu perfil de investidor: conservador, moderado ou sofisticado.

Então, se você é mais conservador, no exterior deverá priorizar Bonds curtos e de boas empresas.

Se é mais sofisticado, quem sabe já pode ser a hora de começar a comprar ações e REITs (bem parecidos com os nossos fundos imobiliários).

Agora, se você gostaria de saber mais detalhes sobre este assunto, então fica o convite…

Assistir a live do Investidor Inteligente especialmente focada em investimentos internacionais!

Desta vez, tivemos a participação de Rodrigo Samaia, Head de Produtos Internacionais da EQI, e você vai descobrir:

  • Qual é o atual cenário de investimento no exterior
  • Como investir no exterior
  • Detalhes sobre DCA (Dollar Cost Averaging)
  • Como montar uma carteira (alocação) diversificada e rentável
  • Quais as melhores oportunidades do momento (dentre renda fixa e renda variável)
  • Bonds curtos, longos, ações e REIT: Como escolher?

Por Denys Wiese, estrategista da EQI Investimentos.