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Inflação deve cair entre abril e maio, diz presidente do Banco Central

Inflação deve cair entre abril e maio, diz presidente do Banco Central

Redação EuQueroInvestir

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22 Fev 2022 às 20:18 · Última atualização: 22 Fev 2022 · 3 min leitura

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22 Fev 2022 às 20:18 · 3 min leitura
Última atualização: 22 Fev 2022

Neto

Divulgação

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a inflação deve iniciar o seu movimento de queda entre os meses de abril e maio. Apesar da onda inflacionária no mundo, o “Brasil saiu na frente no ajuste monetário”, exalta o mandatário do BC. Por isso, o país tem sido reconhecido internacionalmente pelos seus esforços.

A afirmação foi feita durante o CEO Conference, evento organizado pelo Banco BTG Pactual (BPAC11), nesta terça-feira (22). Vale lembrar que a participação no evento é totalmente online e gratuito. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Campos Neto aponta explicou, na sua exposição, sobre os motivos da inflação alta, antes considerada como transitória, se transformou em fenômeno mais longínquo, mesmo com a retomada econômica após os maiores picos de caso durante a pandemia de covid-19.

Com a retomada da recuperação econômica no mundo, considerada relativamente rápida, a inflação cresceu praticamente no mesmo ritmo. Então, ela está presente em praticamente no mundo inteiro.

“Estamos em processo de aceleração inflacionária ainda em boa parte do mundo. […} Haja vista que a inflação americana subiu no mesmo patamar da brasileira”, relata o presidente do Bacen.

Apesar disso, o Brasil conseguiu sair na frente nos ajustes monetários e tem a expectativa da inflação cair entre os meses de abril e maio, no mais tardar no segundo de semestre.

Segundo Campos Neto, parte do reconhecimento sobre o desempenho do Banco Central é que o Real se transformou na melhor moeda nos últimos 12 meses, como indica o relatório de recuperação de fluxos.

Ele ainda argumenta que a percepção da diminuição da inflação já permitiu um aumento na confiança dos consumidores. Outro reflexo disso é o aumento na liberação de crédito para pessoas físicas, micro, pequenas e médias empresas no Brasil.

Inflação alta nos EUA atrapalha medidas no Brasil

Mesmo com os esforços para brecar o aumento de preços no Brasil, Campos Neto reconhece que a inflação alta nos EUA atrapalha a aplicação de qualquer medida aqui em nosso país.

“Os EUA devem conviver com a inflação mais alta por mais tempo. Um movimento mais rápido lá, ajudaria a combater a inflação nos emergentes. Por outro lado, um movimento mais rápido do Fed, banco central americano, pode afetar os fluxos financeiros e afetar os emergentes”, afirma.

Uma das principais medidas para combater a inflação no mundo é o aumento na taxa básica de juros. Ainda que o aumento dos juros tende a diminuir o consumo no mercado interno, ele promove um maior fluxo de dólares no Brasil. Fato que pode valorizar ainda mais o Real.

BC de olho nos criptoativos

Roberto Campos Neto aproveitou a ocasião para debater o aumento da movimentação bancária. Inicialmente, ele destacou sobre a importância do PIX na vida dos brasileiros e o crescimento da bancarização que essa modalidade de pagamentos trouxe. Mas ele deu maior destaque para os criptoativos.

“A gente tem olhado para os criptoativos. Eu não gosto de chamá-los de criptomoedas porque entendo que ele não tenha características de moeda. Então, eu gosto de chamar de criptoativo”, afirmou.

Ele salienta sobre o aumento do número de plataformas que organizam as negociações dos criptos e sobre o potencial que eles têm no mercado brasileiro. Embora não tenha indicado um número, o presidente do BC afirmou que houve um crescimento bastante expressivo em investimentos no criptoativos.

Ele ressalta que os criptos têm como característica fundamental fomentar e aumentar a inclusão da tecnologia nas negociações financeiras. Logo, este movimento é muito importante para o sistema financeiro.

Inclusive, o Banco Central trabalha para criar o Real Digital, que será a primeira moeda digital feita pela instituição. Segundo Campos Neto, o ativo deve ser colocado no mercado a partir do segundo semestre.

 

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