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Ibovespa recua pelo segundo dia seguido com cautela sobre guerra no Irã

Ibovespa recua pelo segundo dia seguido com cautela sobre guerra no Irã

O giro financeiro foi fraco, de R$ 26,3 bilhões, sinalizando proteção aos investimentos

O Ibovespa fechou a sexta-feira (27) em queda de 0,64%, aos 181.556,76 pontos, pressionado pela aversão ao risco diante das incertezas em torno do conflito no Irã, que completou um mês. O giro financeiro foi fraco, de R$ 26,3 bilhões, sinalizando que os investidores preferiram se manter na defensiva em vez de assumir novas posições.

A cautela veio da combinação entre o prolongamento da guerra e os rumores contraditórios sobre uma possível negociação de paz — cenário que, paradoxalmente, amplifica a incerteza. O mercado teme que eventuais avanços diplomáticos possam ser interrompidos por novos ataques norte-americanos na região, mantendo o ambiente de tensão geopolítica elevada.

A queda desta sexta foi menos intensa do que a registrada em Nova York, onde as bolsas americanas sofreram perdas mais expressivas sob o mesmo conjunto de fatores. Ainda assim, foi o segundo recuo consecutivo do índice brasileiro, o que reflete o contágio do humor externo sobre os ativos locais.

Na contramão do mercado, a Petrobras foi destaque positivo entre as blue chips. As ações ordinárias (PETR3) avançaram 2,89%, a R$ 49,41, e as preferenciais (PETR4) subiram 1,74%, a R$ 54,30, reagindo diretamente à disparada do petróleo no mercado internacional — efeito colateral clássico de crises no Oriente Médio sobre a commodity. A Vale (VALE3) conseguiu encerrar com leve alta de 0,11%, a R$ 79,00, mas sem fôlego para sustentar um movimento mais relevante.

Mercados de Nova York

As bolsas americanas afundaram na sexta-feira, com o Dow Jones entrando em território de correção após cair 793,47 pontos, ou 1,73%, encerrando a sessão em 45.166,64 pontos. O movimento foi amplificado por incidentes no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial —, que acenderam o alerta sobre o fornecimento global de energia e varreram o apetite por risco dos mercados.

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O S&P 500 recuou 1,67%, fechando em 6.368,85 pontos — na mínima dos últimos sete meses —, enquanto o Nasdaq Composite aprofundou as perdas e caiu 2,15%, encerrando em 20.948,36 pontos. O tombo generalizado reflete uma combinação de fatores: a tensão geopolítica no Oriente Médio, a escalada do petróleo e a falta de um catalisador positivo capaz de reverter o humor dos investidores.

O barril do Brent ultrapassou os US$ 110, reagindo diretamente aos incidentes no Estreito de Ormuz. A passagem, localizada entre o Irã e Omã, é considerada o principal gargalo do comércio de petróleo no mundo, e qualquer ameaça à sua navegabilidade provoca reação imediata nos preços da commodity.