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Ibovespa hoje fecha em alta de 0,42%, aos 98.953 pontos; na semana sobe 0,29%

Ibovespa hoje fecha em alta de 0,42%, aos 98.953 pontos; na semana sobe 0,29%

Claudia Zucare

Claudia Zucare

01 Jul 2022 às 17:37 · Última atualização: 01 Jul 2022 · 7 min leitura

Claudia Zucare

01 Jul 2022 às 17:37 · 7 min leitura
Última atualização: 01 Jul 2022

mercados

Reprodução/B3

O Ibovespa hoje (1) fechou em alta de 0,42%, aos 98.953 pontos. Ao longo do pregão do dia o índice oscilou entre 97.231 pontos, na mínima, e 99.339 pontos, na máxima. O volume financeiro registrado foi de R$ 28,8 bilhões e na semana, a bolsa acumulou alta de 0,29%.

Hoje foi divulgado o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que subiu 1,83% em maio ante abril, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, o acumulado no ano atingiu 9,06% e o acumulado em 12 meses chegou a 19,15%. Em maio, das 24 atividades analisadas, 21 tiveram alta de preços.

Os dados mostram ainda que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas: bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis).

Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,4 ponto em junho, para 98,8 pontos, maior nível desde outubro do ano passado (100,4 pts.).

Responsável pelo levantamento, a Fundação Getulio Vargas (FGV) destacou que com o resultado, o indicador registra um crescimento acumulado de 7,0 pontos no segundo trimestre de 2022, após recuar 8,2 pontos nos dois trimestres anteriores.

Entre os índices, a inflação subiu 0,67% na quarta quadrissemana de junho, segundo o índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S).

Responsável pela pesquisa, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), destacou que o IPC-S já acumula alta de 10,31% nos últimos 12 meses.

Ainda repercutiu a aprovação da chamada PEC dos benefícios no Senado, com aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, vale-caminhoneiro de R$ 1 mil, vale-gás e vale-taxista – incluído de última hora (ao custo total de R$ 2 bilhões, mas sem especificar quanto cada trabalhador irá receber). Agora, o texto segue para a Câmara.

O valor total do pacote de benefícios será de R$ 41,2 bilhões, acima dos R$ 38 bilhões previstos anteriormente. A decretação de estado de emergência terá validade apenas para os itens já na PEC, sem possibilidade de inclusões futuras, o que era uma das reinvindicações da oposição. 

A aprovação da PEC no Senado se dá a 90 dias das eleições e o dispositivo do estado de emergência blinda o presidente Jair Bolsonaro de contestações por descumprir a lei eleitoral.

Em indicadores, destaque para a Pnad Contínua, divulgada na quinta (30), que apontou que a taxa de desemprego recuou de 10,5% para 9,8% no trimestre finalizado em maio, sendo a menor taxa para o período desde 2015. O resultado veio melhor do que a expectativa do mercado, que era por 10,2%.

Gráfico com taxa de desocupação
Taxa de desocupação. Fonte: IBGE

Destaques da bolsa

Confira os destaques da bolsa hoje:

Mais negociadas

VALE (VALE3): R$ 75,10 (-1,91%)

PETROBRAS (PETR4): R$ 28,53 (+2,15%)

ELETROBRAS (ELET3): R$ 45,85 (-0,76%)

ITAU-UNIBANCO (ITUB4): R$ 22,85 (+0,86%)

LOCALIZA (RENT3): R$ 53,11 (+1,68%)

Maiores altas

IRB BRASIL-RE (IRBR3): R$ 2,16 (+6,40%)

MRV (MRVE3): R$ 8,28 (+6,02%)

BRF (BRFS3): R$ 14,28 (+5,08%)

CIELO (CIEL3): R$ 3,92 (+4,80%)

MARFRIG (MRFG3): R$ 12,58 (+3,88%)

Maiores baixas

MAGALU (MGLU3): R$ 2,20 (-5,98%)

AMERICANAS (AMER3): R$ 12,73 (-5,21%)

COGNA (COGN3): R$ 2,06 (-3,74%)

JHSF (JHSF3): R$ 5,63 (-3,43%)

FLEURY (FLRY3): R$ 15,87 (-2,64%)

Mercados do exterior

Destaque nesta sexta-feira (1) ficou para os PMIs industriais, Índice dos Gerentes de Compras. 

Nos Estados Unidos, o PMI do país recuou ao nível mais baixo desde julho de 2020. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (1º) e informam que o setor manufatureiro do país sinalizou alguma melhoria nas condições de operação durante o mês de junho. Porém, não foi o suficiente.

O relatório mostra que o PMI industrial medido pela S&P caiu a 52,7 pontos, menor nível em dois anos

Na zona do euro, o PMI industrial ficou em 52,1 pontos, pouco acima da projeção de 52, mas com queda em relação à leitura anterior, de 54,6. Ainda assim, acima dos 50 pontos, que separam crescimento de retração da atividade. 

Na China, o PMI industrial foi de 51,7, acima da projeção de 50,1 e da prévia de 48,1. Hoje ainda sai o resultado dos EUA. 

Quanto à inflação, a alta de preços na zona do euro atingiu novo recorde em junho: 8,6% na comparação anual. O índice reflete os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia. A expectativa era por 8,4%.  

Gráfico com composição da inflação na zona do euro. Fonte: Eurostat
Composição da inflação na zona do euro. Fonte: Eurostat

Ontem (30), o PCE, Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal, medida favorita do Federal Reserve (Fed), banco central americano, para medir a inflação, indicou alta de 0,6% em maio, dentro da expectativa, ante 0,2% de abril.

Gráfico PCE: comparação anual. Fonte: BEA
PCE: comparação anual. Fonte: BEA

Os gastos com consumo subiram 0,2%, ante consenso de 0,4% e leitura prévia de 0,9%. A renda pessoal subiu 0,5%, dentro do previsto, ante 0,4% de abril.

Para o economista-chefe da EQI Asset, Stephan F. Kautz, o resultado foi positivo. 

Ele explica que a inflação vinha surpreendendo sempre para cima. “Desta vez temos um número um pouquinho abaixo do consenso, dando uma sinalização um pouco melhor.”

Kautz destacou, ainda, que o núcleo ano contra ano também desacelerou, chegou a bater 5,5% dois meses atrás e agora está em 4,6%. “Então, também mostrando aí algum alívio”.

Ainda assim, ele diz, os patamares são altos e o Fed deve continuar subindo os juros nas próximas reuniões, provavelmente até o final do ano, levando a taxa para próximo de 3,5%. Nos EUA, é grande o receio de que a aceleração dos juros cause recessão.

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +1,05%
  • S&P: +1,06%
  • Nasdaq: +0,90%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,23%
  • FTSE, Reino Unido: -0,01%
  • CAC, França: +0,14%
  • FTSE MIB, Itália: +0,29%
  • Stoxx 600: -0,02%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,73%
  • Xangai, China: -0,32%
  • HSI, Hong Kong: fechado por feriado
  • ASX 200, Austrália: -0,43%
  • Kospi, Coreia: -1,17%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 111,63 (+2,38%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 108,43 (+2,52%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.801,50 (-0,32%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 111,55 (-6,85%)

Moedas

  • Dólar: R$ 5,3212 (+1,65%)
  • Euro: R$ 5,5507 (+0,75%)
  • Bitcoin: US$ 19.352 (+2,49%)
  • Ethereum: US$ 1.067 (+5,00%)

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