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HGLG11: conheça o maior fundo de investimento imobiliário de logística

HGLG11: conheça o maior fundo de investimento imobiliário de logística

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

08 Jun 2022 às 14:14 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 7 min leitura

Vanessa Araujo

08 Jun 2022 às 14:14 · 7 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

Galpão de logística Fundo Imobiliário HGLG11

Investir no fundo imobiliário (FII) HGLG11 significa aportar dinheiro no setor logístico do país. Esse é um ramo que nunca para, impulsionado pela movimentação sempre vibrante da economia.

Acompanhe a seguir uma análise aprofundada sobre esse FII de bom retorno do mercado financeiro.

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Descritivo geral

O fundo imobiliário HGLG11 é um veículo de investimentos voltado ao setor de logística. Adicionalmente, vale frisar que se trata de um fundo de “tijolo”. Isso quer dizer que seu patrimônio é voltado para alocação em imóveis físicos.

Como sua especialidade é o setor logístico, esse investimento em imóveis físicos é direcionado para a compra em participações de bens desse tipo ou mesmo a sua construção. O que importa é que tenham a finalidade logística.

Em se tratando de termos técnicos, o HGLG11 é um fundo imobiliário do tipo renda e sua gestão é considerada como sendo ativa. Todas essas duas classificações são dadas pela ANBIMA, entidade que regula os fundos no Brasil.

Atualmente, o HGLG11 conta com um número significativo de investidores. Já são mais de 304 mil cotistas. Seu valor patrimonial ultrapassa os R$ 3 bilhões e tudo isso o faz ter uma participação de 3,8% no IFIX.

De modo unitário, o valor patrimonial da cota é de R$ 148,79. No momento, o valor da cota do fundo é negociado em uma cotação de R$ 162,39 (fechamento de 02/05/22). Confira na imagem abaixo, o desempenho do fundo nos últimos seis meses até 13h do dia 9 de maio de 2022.

HGLG11: gráfico com cotação do fundo de investimento imobiliário
Reprodução/Google Finanças

Características do fundo

O fundo negociado sob o código HGLG11 chama-se Fundo Imobiliário CSHG Logística. Ele é administrado e gerenciado pelo Credit Suisse.

Seu IPO foi feito em junho do ano de 2010 e as cotas foram lançadas inicialmente no valor de R$ 100,00.

O fundo tem como principal objetivo a exploração de ativos voltados para a área de logística. Dessa forma, seu patrimônio é voltado para operações industriais e logísticas.

Os gestores do fundo fazem isso por meio da aquisição de terrenos para a construção de prédios logísticos ou da aquisição de imóveis desse tipo já prontos. Posteriormente, locam, alienam ou arrendam a propriedade.

O fundo possui atualmente um total de 12 ativos distribuídos em 5 estados brasileiros, assim distribuídos: 3 em Minas Gerais, 2 em Pernambuco, 1 no Rio de Janeiro, 1 em Santa Catarina e 10 em São Paulo.

Também é permitido ao HGLG11 realizar operações de securitização. Com isso, podem ser gerados títulos recebíveis que geram lastro para a realização dos investimentos citados anteriormente, gerando fluxo de caixa positivo.

A taxa de administração do fundo é de 0,60% ao ano. Ele tem uma grande vantagem de oferecer ao mercado uma cobrança unificada, pois as taxas de gestão, escrituração e custódia estão todas dentro da taxa de administração.

Como política de distribuição de dividendos, o fundo entrega no mínimo 95% de todo o lucro líquido auferido no período, segundo o regime de caixa.

Esse pagamento sempre é feito em períodos mensais. A data limite para recebimento dos proventos pelos cotistas é até o 10° dia útil do mês subsequente ao da apuração dos resultados.

FII: foto de galpão logístico

Histórico de cotação

O histórico de cotação recente do HGLG11 é bastante agitado, muito em parte por conta da crise causada pela pandemia.

Esse acontecimento ocasionou a elevação da taxa Selic e uma volatilidade grande no mercado de fundos imobiliários. De maio até novembro de 2021, a cota do HGLG11 saiu de R$ 171 para R$ 155.

O mais curioso foi que houve um pico na cotação em julho de 2021, com seu valor alcançando R$ 176,00.

No entanto, foi possível verificar que a retomada no valor patrimonial de sua cota se deu a partir do final do ano passado. De novembro até agora, já houve valorização de quase 5%, com a máxima chegando a mais de 11%.

Isso ocorreu no final de janeiro, com a cota sendo negociada nos mercados a R$ 173. No momento, seu valor é de R$ 162,39, considerando o fechamento do dia 2 de maio de 2022.

Distribuição de dividendos

Em relação à política de distribuição de dividendos, o HGLG11 mostra-se um bom fundo imobiliário para se investir. A necessidade de galpões logísticos é uma demanda aquecida por um motivo ou outro.

Essa razão justifica o baixo grau de vacância do fundo. Quando pensamos no consumo das famílias, mesmo com a pandemia a procura por galpões logísticos se manteve. Apenas a forma de comprar foi alterada, passando do ambiente físico para o online.

Isso quer dizer que as mercadorias precisam continuar sendo transportadas, fazendo uso de hubs logísticos a todo instante.

Sendo assim, foi possível constatar a distribuição de proventos em percentual de 0,68% em abril de 2022, com um pagamento de R$ 1,10 por cota.

Quando verificamos a distribuição em 3 meses, chegamos ao dividend yield de 2,03%, com R$ 3,30 distribuídos; em 6 meses, 4,46% e R$ 14,85. Desde o IPO, o fundo já distribuiu R$ 124,87, perfazendo um retorno de mais de 76%.

Nesse ponto, vale destacar 3 momentos especiais na distribuição de dividendos do HGLG11. O primeiro deles foi em dezembro de 2020, quando o DY alcançou incríveis 1,45%, o maior até hoje.

A segunda maior distribuição de proventos se deu em junho de 2021, com um percentual de 1,30%. Por fim, em dezembro do ano passado, a distribuição foi de nada menos que 1,03%, um DY bastante expressivo.

Simulação de aplicação do HGLG11

Outro ponto muito importante a respeito do HGLG11 é a simulação de retorno do investimento feito em suas cotas ao longo de 12 meses. Isso mostra ao investidor como o fundo se saiu no passado.

Vale frisar que a rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura de modo algum.

Para quem investiu R$ 50 mil um ano atrás, seus retornos estão interessantes no momento. Ao total, o valor atualizado nos dias de hoje seria algo como R$ 51.703,00. Ou seja, 3,04% de valorização acima do investimento inicial.

Alguns desavisados podem pensar que esse retorno é baixo, mas é preciso observar que houve uma queda no valor da cota de 5,62% nesse mesmo período. No entanto, o retorno acumulado é de 3,05% positivo.

Isso dá uma diferença total de mais de 8,5%, pois é preciso ir do polo negativo ao positivo para compensar toda a diferença.

Isso só foi possível por conta do pagamento de dividendos em um valor total de R$ 4.454,84 no período, o que assegurou a rentabilidade positiva, mesmo com a desvalorização da cota.

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