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GPA (PCAR3): rumores fazem ação disparar, mas grupo nega venda

GPA (PCAR3): rumores fazem ação disparar, mas grupo nega venda

Matheus Gagliano

Matheus Gagliano

05 Set 2022 às 19:20 · Última atualização: 05 Set 2022 · 3 min leitura

Matheus Gagliano

05 Set 2022 às 19:20 · 3 min leitura
Última atualização: 05 Set 2022

GPA (PCAR3)

Pixabay

As ações do GPA (PCAR3) deram um salto de 9,63% nesta segunda-feira (5). Isto porque estão ocorrendo rumores no mercado dando conta de que o grupo francês Casino estaria buscando vender a rede de supermercados e que o empresário Abílio Diniz estaria tentando se movimentar para retomar o controle de sua ex-empresa.

Porém, o GPA (PCAR3) divulgou um comunicado ao mercado no qual nega que haja algum tipo de negociação envolvendo sua venda por parte do Casino. A informação foi negada em um esclarecimento prestado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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O órgão pediu ao GPA que explicasse matéria veiculada na semana passada pelo jornal O Estado de S.Paulo sobre o tema e porque o grupo não teria repassado o assunto ao mercado via fato relevante, como estabelece a lei.

GPA (PCAR3): CVM cita resolução para pedir esclarecimentos

A CVM cita a resolução 44/21, no qual regula que “é dever dos acionistas controladores ou administradores da companhia aberta, diretamente ou através do Diretor de Relações com Investidores, divulgar imediatamente o ato ou fato relevante pendente de divulgação, na hipótese de a informação escapar ao controle ou se ocorrer oscilação atípica na cotação, preço ou quantidade negociada dos valores mobiliários de emissão da companhia aberta ou a eles referenciados”.

Em resposta o GPA informou que não possui conhecimento sobre decisões sobre venda da companhia pelo Casino e nem mesmo da possibilidade de uma eventual oferta. Cita que são “meras especulações de mercado”.

A empresa respondeu ainda que “exceto pela venda dos pontos Extra Hiper e dos estudos para segregação de Éxito mencionados na notícia e que já foram devidamente divulgados ao mercado, não existe nenhuma decisão ou processo em andamento que se configure como um fato relevante.”

Casino assumiu Pão de Açúcar há dez anos

O Casino assumiu o controle do GPA – chamado antes por Pão de Açúcar – há exatamente uma década, após uma relação que acabou se revelando difícil entre Diniz e seu então sócio francês.

O começo de todas as negociações foi em 2006, quando Diniz vendeu parte da sua companhia, a Wilkes, então controladora do Pão de Açúcar, ao grupo francês. A transição para que os franceses assumissem a empresa durou seis anos.

Porém, em 2011, Abílio Diniz tentou uma fusão da rede de supermercados com o Carrefour (CRFB3), considerado na época o principal adversário dos sócios. O Casino vetou o negócio e o mal-estar fez com que os franceses decidissem exercer a opção de compra de 2,4% da Wilkes ao Casino, o que fez deste o principal acionista do GPA.

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