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Futuros de NY sobem com Fed se comprometendo a controlar inflação

Futuros de NY sobem com Fed se comprometendo a controlar inflação

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

13 Abr 2022 às 09:55 · Última atualização: 13 Abr 2022 · 8 min leitura

Redação EuQueroInvestir

13 Abr 2022 às 09:55 · 8 min leitura
Última atualização: 13 Abr 2022

Imagem mostra diversos gráficos em monitores distintos.

Os Futuros de Nova York sobem com o Federal Reserve (Fed) se comprometendo a controlar a inflação que disparou nos Estados Unidos (EUA).

Isso porque ontem a diretora do banco central norte-americano, Lael Brainard, expressou confiança na capacidade de reduzir a elevação dos preços.

Para se ter ideia a inflação acelerou para 8,5% em março, segundo levantamento do Departamento do Trabalho. Trata-se de um novo recorde de quatro décadas.

A pesquisa mostra que gasolina e mantimentos ajudaram a elevar os preços gerais em março na taxa mensal mais rápida em quase duas décadas.

Em relação ao Fed, um relatório da instituição acerca de inflação mantém a autoridade monetária no caminho para aumento de meio ponto em maio.

Para além disso, os desenvolvimentos geopolíticos deram às autoridades do Fed uma nova urgência para embarcar no que pode ser um dos esforços mais agressivos do banco central para endurecer as políticas em quase 30 anos, diz o Wall Street Journal.

Outro relatório, produzido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), destaca que problemas na cadeia de suprimentos não serão resolvidos pela retomada dos processos industriais em caráter nacional (Reshoring).

Para a instituição, impulsionar a produção doméstica provavelmente não será eficaz, mas sim diversificar o abastecimento, sendo esta a “melhor solução”.

Em relação ao segmento de matéria-prima, as oscilações bruscas nos mercados futuros de commodities complicam os negócios para aqueles que usam estes bens e filtram os preços mais altos para os consumidores. Os comerciantes estão se afastando do mercado arriscado, criando ainda mais volatilidade.

Às 6h55 o Dow Jones subia 0,35%, o S&P 500 subia 0,42%, e a Nasdaq subia 0,58%.

Na Europa, o DAX, da Alemanha, subia 0,49%, o FTSE 100, de Londres, caía 0,19%, e o CAC 40, da França, caía 0,46%. Já o FTSE MIB, da Itália, caía 0,05%, e o Stoxx600 caía 0,11%.

Na Ásia, o Nikkei, do Japão, subia 1,93%, o Shanghai, de Xangai, caía 0,82%, e o HSI, de Hong Kong, subia 0,26%. Já o ASX 200, da Austrália, subia 0,34%, e o Kospi, da Coréia do Sul, subia 1,86%.

Do lado as commodities, o petróleo tipo Brent subia 0,11%, cotado a US$ 104,75, e o tipo WTI subia 0,32%, cotado a US$ 100,92. O ouro, por sua vez, subia 0,18%, cotado a US$ 1.979,80, e o minério caía 1,45%, cotado a US$ 138,84.

ibovespa

O que tá rolando?

Nos Estados Unidos, ontem, o Núcleo de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,3%, ligeiramente abaixo das expectativas.

Já o Tesouro de 10 anos atingiu uma nova alta de três anos, chegando a 2,82% antes de recuar para 2,727%.

Do lado corporativo, Justin Bieber, Gwyneth Paltrow e Ashton Kutcher estão entre dezenas de investidores de celebridades que investem na startup de criptomoedas MoonPay.

Eles estão alocando US$ 87 milhões, com outras personalidades no rol, para uma rodada de financiamento de US$ 555 milhões anunciada anteriormente, liderada pela Tiger Global e pela Coatue, avaliando a MoonPay em US$ 3,4 bilhões.

Fundado em 2018, o software da empresa com sede em Miami permite que os usuários comprem e vendam criptomoedas usando métodos de pagamento convencionais, como cartões de crédito, transferências bancárias ou carteiras móveis, como Apple  Pay e  Google  Pay.

Europa

Na Europa, os mercados parecem confusos hoje com os investidores digerindo uma importante impressão de inflação dos EUA e antecipando a reunião do Banco Central Europeu de amanhã (14).

No Reino Unido, a inflação chegou a 7% ao ano em março, a maior desde 30 anos, impulsionada pelo aumento dos preços de alimentos e energia.

Os preços ao consumidor subiram 1,1% em relação ao mês anterior, superando as expectativas de alta de 0,7% em uma pesquisa da Reuters com economistas, que projetava um aumento anual de 6,7%.

Na Zona do Euro o foco do mercado está em sintonia com a decisão de política monetária do BCE, a ser divulgada amanhã, com o Conselho do BCE equilibrando a desaceleração do crescimento e a inflação recorde, aumentando o risco de estagflação.

Já a Organização Mundial do Comércio (OMC) reduziu ontem sua previsão para o crescimento do comércio global este ano de 4,7% para 3% por causa do “golpe duplo” causado pela guerra Rússia-Ucrânia e Covid-19.

Em relação ao conflito Rússia-Ucrânia, a inteligência do Reino Unido sugeriu que as forças russas estão preparando um grande e mais focado esforço para expandir o controle do leste da Ucrânia, enquanto o secretário de Relações Exteriores britânico disse ontem que o governo está trabalhando para verificar detalhes de um suposto ataque com armas químicas na cidade ucraniana de Mariupol.

Em se tratando da balança comercial, um choque financeiro pode acontecer se houver uma “ruptura comercial” entre a Rússia e a Alemanha, alertou o economista-chefe da S&P Global ontem.

Ásia

Na Ásia, dados divulgados hoje mostraram que as exportações chinesas aumentaram mais do que o esperado em março. As exportações da China denominadas em dólar cresceram 14,7% em março em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais da alfândega. Isso ficou acima das expectativas de um aumento de 13% em uma pesquisa da Reuters.

As importações chinesas, por outro lado, tiveram uma queda de 0,1% em março em relação ao ano anterior. Isso foi muito menor do que o crescimento de 8% previsto em uma pesquisa da Reuters.

Os investidores também observavam as preocupações em torno da situação do Covid no continente.

Do lado corporativo, a Honda planeja investir cerca de 5 trilhões de ienes (US$ 39,9 bilhões) em tecnologias de eletrificação e software nos próximos 10 anos, com a gigante automotiva japonesa visando lançar 30 modelos de veículos elétricos em todo o mundo até 2030.

Em comunicado ontem, a empresa disse que aproximadamente 3,5 trilhões de ienes seriam destinados a despesas de pesquisa e desenvolvimento, com 1,5 trilhão de ienes focados em investimentos.

Brasil

No Brasil a Câmara aprovou ontem um projeto de lei que permite a prorrogação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) até 2024. Foram 447 votos a favor e nove contrários. Como o texto foi alterado pelos deputados, a proposta volta para o Senado. A informação é do Estadão.

Ainda de acordo com o jornalão, um grupo de 300 empresários – que reúne donos da Riachuelo, Madero, Centauro e Pernambucanas – apresentou ontem em Brasília (DF) três Propostas de Emenda à Constituição (PEC) relacionadas ao ambiente de negócios no país.

As sugestões de mudança na legislação incluem a desoneração permanente da folha de pagamento (ou seja, a redução dos tributos cobrados sobre os salários dos funcionários) por meio da criação de um tributo similar à CPMF.

Já a Folha de S.Paulo destaca que a inflação dos alimentos que compõem a cesta básica disparou em março no Brasil. Com isso, superou a marca de 20% no acumulado de 12 meses, indica estudo de professores do curso de economia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

A alta de preços veio em um contexto de pressões do clima adverso, do encarecimento dos custos de fretes e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O Globo, por sua vez, informa que o leilão conjunto dos aeroportos cariocas do Galeão e Santos Dumont, previsto originalmente para 2023, deve ser adiado, pelo menos, para 2024.

Atrasos burocráticos no processo de devolução do terminal internacional da Zona Norte do Rio pela concessionária RIOgaleão, controlada pela asiática Changi, pressionam o calendário.

Ibovespa

O Ibovespa fechou a sessão do dia 12 com desvalorização de 0,69%, aos 116.147 pontos, após subir, na máxima, 1,4%, aos 118.615 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 19,65 bilhões.

De acordo com a equipe de Research do BTG Pactual, o terceiro pregão consecutivo de perdas foi puxado pelo setor bancário e Vale, além da contínua elevação dos juros futuros e pregão no negativo em NY.

Apesar de beneficiar ações de empresas do setor de petróleo, a valorização dos preços da commodity acima de 6% hoje renova às preocupações com inflação e mais aperto monetário por parte dos bancos centrais. Por isso, a abertura da curva de juros.

Entre as maiores baixas, Banco Inter units (BIDI11 -8,54%), após a divulgação de dados operacionais do 1T22.

Bradesco PN (BBDC4 -0,89%), BTG Pactual units (BPAC11 -1,78%), Itaú PN (ITUB4 -1,77%) e Santander units (SANB11 -1,32%). O governo deve publicar MP com aumento da CSLL e corte do incentivo tributário de fabricantes de concentrados de refrigerantes da Zona Franca para compensar programa de renegociação de dívidas de pequenas empresas.

Petrobras ON (PETR3 subiu 0,11%), Petrobras PN (PETR4 -0,29%), PetroRio ON (PRIO3 +1,71%) e 3R Petroleum ON (RRRP3 +0,20%). Apesar da alta do petróleo, mercado aguarda a assembleia de acionistas da Petrobras.

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,35%
  • S&P: +0,42%
  • Nasdaq: +0,58%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,49%
  • FTSE, Reino Unido: -0,19%
  • CAC, França: -0,46%
  • FTSE MIB, Itália: -0,05%
  • Stoxx 600: -0,11%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,93%
  • Xangai, China: -0,82%
  • HSI, Hong Kong: +0,26%
  • ASX 200, Austrália: +0,34%
  • Kospi, Coreia: +1,86%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 104,75 (+0,11%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 100,92 (+0,32%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.979,80 (+0,18%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 138,84 (-1,45%)

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