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XPLG11 amplia portfólio com aquisição de R$ 919 milhões em galpões logísticos

XPLG11 amplia portfólio com aquisição de R$ 919 milhões em galpões logísticos

Fundo Imobiliário reforça presença no setor de logística com ativos de alta ocupação e expectativa de manutenção de rendimentos

O fundo imobiliário XPLG11 anunciou a compra de um amplo portfólio de galpões logísticos, em uma transação de aproximadamente R$ 919 milhões. A movimentação reforça a estratégia de crescimento do fundo e amplia sua presença em regiões consideradas estratégicas para o setor logístico no Brasil.

Os imóveis adquiridos estão localizados principalmente no interior de São Paulo, em cidades como Piracicaba, Atibaia, Jarinu e Jundiaí. Essas regiões são valorizadas por sua proximidade com grandes centros urbanos e acesso facilitado a importantes rodovias, fatores essenciais para operações logísticas.

Ao todo, a aquisição envolve seis empreendimentos. A maior parte dos ativos já apresenta alta ocupação, com cerca de 98% da área locável já alugada. Um dos destaques é um condomínio em Piracicaba, ainda em fase final de construção, mas que já possui 75% de sua área comprometida com contratos de locação.

O pagamento foi realizado majoritariamente por meio da emissão de novas cotas do fundo, reduzindo o desembolso em caixa. Esse tipo de operação é comum no mercado de fundos imobiliários e permite expansão sem comprometer significativamente a liquidez.

XPLG11 reforça geração de renda e diversificação

Um ponto relevante da transação é a estrutura de proteção de receita no ativo em desenvolvimento. Enquanto o empreendimento de Piracicaba não atinge um nível mais elevado de ocupação, o vendedor se compromete a pagar valores mensais ao fundo, garantindo previsibilidade de receitas no curto prazo.

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Com a conclusão da operação, o fundo passa a ter cerca de R$ 5,4 bilhões em patrimônio líquido e um portfólio de 31 imóveis, somando aproximadamente 1,72 milhão de metros quadrados de área locável. A base de inquilinos também se amplia, chegando a 95 empresas, o que contribui para a diversificação e diluição de riscos.

Segundo a gestão, o retorno estimado para o primeiro ano da operação é de 10,6%, um patamar considerado atrativo dentro do segmento logístico. A expectativa é de manutenção dos rendimentos distribuídos aos cotistas, atualmente em torno de R$ 0,82 por cota.

A operação é vista como coerente com o momento atual do mercado logístico brasileiro, que segue com baixa vacância e tendência de valorização dos contratos de locação. Ainda assim, investidores devem observar a evolução da ocupação do ativo em construção e os impactos da emissão de novas cotas sobre os resultados do fundo.