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JSCR11 chama atenção com yield elevado e desconto patrimonial

JSCR11 chama atenção com yield elevado e desconto patrimonial

Fundo de papel aposta em carteira equilibrada entre IPCA e CDI e mantém guidance mesmo diante do cenário de juros e inflação

O fundo imobiliário JSCR11 segue entre os destaques do segmento de recebíveis ao manter a distribuição de R$ 0,095 por cota no último mês. O valor representa um dividend yield de 1,15% ao mês, ou aproximadamente 13,75% ao ano, considerando a taxa anualizada.

Com valor de mercado de R$ 183,5 milhões em dezembro, o fundo negocia com desconto aproximado de 9% em relação ao valor patrimonial, percentual acima da média observada entre fundos de papel com perfil semelhante de risco de crédito.

Carteira equilibrada entre IPCA e CDI

Em relatório recente, a equipe de research do Banco Safra destacou o posicionamento do fundo dentro da categoria. Segundo os analistas:

“O fundo de papel conta com carteira equilibrada entre IPCA (42,4% do PL, taxa média de IPCA+9,8% a.a.) e CDI (30% do PL, taxa média de CDI+2,9% a.a.). O fundo apresenta desconto em relação ao valor patrimonial de 9%, acima da média de fundos de papel de mesma categoria de risco de crédito e com reserva elevada de resultado que deverá manter os níveis de rendimentos mensais atuais.”

Segundo o último relatório gerencial, em dezembro o resultado do JSCR11 foi de R$ 0,0894 por cota, mantendo uma reserva acumulada positiva de R$ 0,033 por cota. A gestão informou que pretende reforçar o estoque de resultados nos próximos meses, como forma de dar maior previsibilidade às distribuições, principalmente em períodos de inflação mais baixa.

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Estratégia e movimentações da carteira

A carteira permanece concentrada em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), com gestão ativa. Em dezembro, o fundo vendeu R$ 9 milhões do CRI Havan Boa e realizou novas aquisições com remuneração considerada mais eficiente. O objetivo é melhorar o carrego médio da carteira e abrir espaço para operações em fase final de aprovação.

O guidance para o primeiro semestre de 2026 foi mantido, com acompanhamento atento do cenário de juros e das projeções de inflação antes de qualquer eventual ajuste no patamar de dividendos.