A carteira 200 de FIIs da EQI Research registrou valorização de 6,1% entre 18 de setembro e 15 de outubro de 2026, superando o IFIX, índice de referência do mercado de fundos imobiliários, que avançou 5,5% no mesmo período.
A estratégia, assinada pela analista de fundos imobiliários Carolina Borges, busca ajudar investidores iniciantes a construir patrimônio no longo prazo por meio de aportes mensais de R$ 200 e do reinvestimento integral dos dividendos recebidos.
O ciclo atual da carteira 200 de FIIs começou em julho de 2025 e tem como objetivo formar, gradualmente, um portfólio diversificado de fundos imobiliários. Atualmente, a carteira reúne oito FIIs, selecionados com base em critérios como diversificação, contratos de locação de longo prazo e qualidade de crédito.
A proposta é ampliar a carteira ao longo do tempo com fundos de diferentes estratégias, buscando combinar proteção patrimonial contra a inflação, geração de renda recorrente e potencial de valorização das cotas.
Fundos de papel lideram a valorização
Segundo o relatório da EQI Research, os fundos de papel foram os principais destaques positivos da carteira 200 de FIIs no período analisado. O movimento diferiu do desempenho do IFIX, cujas maiores altas vieram dos fundos de tijolo e multiestratégia.
Entre os destaques, o VCJR11 registrou valorização de 16,4%. O fundo está em processo de incorporação pelo PCIP11, em um movimento de consolidação promovido pela Pátria entre fundos com estratégias semelhantes.
Na avaliação da EQI Research, a operação pode beneficiar os cotistas do VCJR11 ao ampliar a diversificação, a escala, a liquidez e a robustez operacional do fundo resultante. As assembleias para aprovação da transação ainda estão em andamento, embora os termos já tenham sido aprovados pelos cotistas do fundo consolidador. Com a aproximação da operação, o desconto pelo qual o VCJR11 era negociado vem diminuindo.
Outro destaque foi o BTCI11, que avançou 9,7% desde a atualização anterior do relatório. Apesar das questões envolvendo a You Inc., a EQI Research decidiu manter o fundo na carteira 200 de FIIs e reiterou a recomendação de compra.
Carteira 200 de FIIs destina R$ 229,48 a novos investimentos
No último mês, a carteira recebeu R$ 29,48 em proventos, equivalentes a um dividend yield (DY) de 0,99%. O valor será somado ao aporte mensal de R$ 200, totalizando R$ 229,48 destinados à compra de novas cotas.
Para outubro, a recomendação é reforçar a exposição aos fundos de tijolo, que investem diretamente em imóveis. A seleção contempla três fundos: LVBI11, do segmento de galpões logísticos; RBVA11, voltado ao varejo; e HFOF11, um fundo de fundos que oferece exposição indireta a outros FIIs.
Com os recursos disponíveis, a carteira 200 de FIIs prevê a compra de uma cota de LVBI11, 13 cotas de RBVA11 e duas cotas de HFOF11.
De acordo com o relatório, o dividend yield mensal recuou de 1,09% em setembro para 0,99% na atualização atual. A redução é considerada compatível com a estratégia de aumentar a participação dos fundos de tijolo no portfólio. Em comparação com os fundos de papel, esses ativos tendem a apresentar menor rendimento em proventos, mas podem oferecer maior potencial de valorização das cotas.
A EQI Research também destaca que a queda das taxas de juros de longo prazo e a continuidade do ciclo de redução dos juros podem favorecer os fundos imobiliários de imóveis físicos negociados com desconto em relação ao valor patrimonial.
Reinvestimento de dividendos impulsiona a carteira
Além do crescimento do patrimônio, a carteira 200 de FIIs estabelece metas progressivas para estimular a acumulação de capital por meio do reinvestimento dos rendimentos.
A primeira meta, de comprar uma cota de FII exclusivamente com os proventos recebidos, foi alcançada após três meses de aportes. A segunda, de aumentar o aporte mensal em 10% com os dividendos, foi atingida após dez meses. Atualmente, o objetivo é elevar o aporte em 30% com os rendimentos recebidos.
A estratégia busca demonstrar como a combinação de aportes recorrentes, reinvestimento de dividendos e diversificação pode contribuir para a construção gradual de patrimônio no longo prazo. O relatório ressalta que cada investidor pode adaptar os aportes à própria realidade financeira, mantendo a consistência como elemento central do planejamento.






